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Margem Esquerda nº 6

Autor: Vários.

Na sua sexta edição, a revista Margem Esquerda traz um dossiê sobre conservadorismo e medo na sociedade contemporânea. Do projeto dos neoconservadores norte-americanos ao medo na mídia, nas artes e na cultura, Flávio Aguiar, Otília Arantes, Argemiro Ferreira e Luis Antonio Magalhães analisam a contra-ofensiva reacionária das últimas décadas.

Outro destaque desta edição é uma homenagem a Florestan Fernandes, nos dez anos de sua morte, com textos de Sedi Hirano e Miriam Limoeiro Cardoso.

Entre os artigos, um inédito de Raymond Williams, João Reis da Silva Jr. analisando a política econômica do governo Lula, e uma extensa pesquisa de Vinicius Dantas sobre as relações entre o escritor Oswald de Andrade com o Partido Comunista Brasileiro (PCB).

A entrevista deste número é com o professor de Teoria Política da Universidade de York, Alex Callinicos, atualmente uma das principais referências teóricas do marxismo revolucionário europeu. A revista publica também uma análise do crítico Jean-Claude Bernardet sobre os documentários Entreatos, de João Moreira Salles, e Peões, de Eduardo Coutinho.
Sumário da edição

Apresentação

Entrevista
Alex Callinicos
por Emir Sader e Rodrigo Nobile

Dossiê: A ofensiva conservadora
A cultura do medo: nova etapa do capitalismo
Flávio Aguiar

A mídia, o medo e o governo Lula
Luiz Antonio Magalhães

Os Estados Unidos, o Iraque e as origens do projeto neoconservador
Argemiro Ferreira

O milagre da mídia
Régis Debray

A "virada cultural" do sistema das artes
Otília Beatriz Fiori Arantes

Artigos
Os ciclos longos e a conjuntura contemporânea
Carlos Eduardo Martins

As figuras do direito em Marx
Márcio Bilharinho Naves

O MST e a completude destrutiva do capital
Maria Orlanda Pinassi

A contradição público-privado e as modalidades da dimensão estatal
João dos Reis Silva Jr.

A razão de uma despedida: adeus à revista Il Manifesto
Lucio Magri

Um parêntese biográfico: as relações de Oswald de Andrade com o Partido Comunista
Vinicius Dantas

Inéditos
Considerações sobre o materialismo
Sebastiano Timpanaro

Quando foi o modernismo?
Raymond Williams

Homenagens
Florestan Fernandes: sociólogo militante a serviço da transformação social
Sedi Hirano

O pensamento crítico radical de Florestan Fernandes
Miriam Limoeiro Cardoso

Dois revolucionários e um poeta
Lincoln Secco

Resenhas
Lenin com Lacan
Vladimir Safatle

O novo imperialismo e os corretivos do capital
Mathias Luce

Notas de leitura
Crítica da filofosia do direito de Hegel
Celso Frederico

Bourdieu e a educação
Afrânio Mendes Catani

Linhas de montagem: o industrialismo nacional-desenvolvimentista e a sindicalização dos trabalhadores
Geraldo Augusto Pinto

Modernidade e discurso econômico
João Machado

Comentário
Entreatos e Peões
Jean-Claude Bernardet

Poesia
Lazaro, levantate y anda
Ramiro Rojas Pierola
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A Imprensa de Esquerda e o Movimento Operário (1964-1984)


A censura à imprensa durante quase todo o longo período da ditadura militar (1964-1984) deixou as ações do movimento operário ignoradas tanto pelo público em geral quanto pela maioria dos estudiosos. Estes, ao constatarem a ausência de greves nos noticiários, concluíram pela inexistência da consciência de classe. Os trabalhadores brasileiros formariam uma “classe em si”, inconsciente, que não teria alcançado ainda o nível da verdadeira consciência (“para si”).

Neste livro, o professor Celso Frederico rompe com essa contraposição abstrata e nos apresenta a ação real da classe que a imprensa amordaçada não podia noticiar. Para tanto, recolheu os textos produzidos clandestinamente pelas organizações de esquerda, porque estas, protagonistas e analistas do movimento operário urbano, viveram o dia a dia da luta de classes e foram testemunhas das ações desenvolvidas pelos trabalhadores naquela difícil quadra da história. Cada capítulo foi precedido por uma introdução que contextualiza os acontecimentos e explica as diferentes concepções que orientaram a ação das organizações clandestinas.

Vemos assim as primeiras reações ao golpe de 64, a reorganização do movimento operário a partir de 1966; as greves que eclodiram em 1968 (em especial, a greve de Osasco); a resistência operária durante a fase da repressão mais dura (1969-1971); as relações entre a guerrilha urbana e o movimento operário; o trabalho clandestino dos militantes nas fábricas; as análises da superexploração da força de trabalho no período chamado de “milagre brasileiro” e, como reação, a ocorrência de pequenas greves localizadas; as grandes greves de 1978-1980; e, finalmente, a articulações intersindicais que confluíram para a formação das centrais sindicais.

Esse conjunto de temas interessa tanto aos estudiosos do movimento operário quanto aos militantes de esquerda.

FICHA DO LIVRO


Páginas: 330
Peso: 390 g

Gênero: Ciências Sociais - Comunicação

ISBN: 978-85-7743-160-1
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