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O ano em que sonhamos perigosamente

AutorSlavoj Žižek.


Sua análise esquadrinha tanto o que chama de “sonhos emancipatórios” (Primavera Árabe, Occupy Wall Street, levantes em Londres e Atenas) como os “sonhos destrutivos” que motivaram, por exemplo, a chacina de Anders Breivik, na Noruega, e outros movimentos racistas e ufanistas que eclodiram por toda a Europa. O desafio está em situar a multiplicidade dos acontecimentos no interior do campo de forças produzido pelo capitalismo. 

A obra dá continuidade ao trabalho de reelaboração teórica já anunciado nos livros Em defesa das causas perdidas e Vivendo no fim dos tempos. Invocando a expressão persa war nam nihadan – “matar uma pessoa, enterrar o corpo e plantar flores sobre a cova para escondê-la” – a fim de descrever o atual processo de neutralização desses acontecimentos e seus significados, Žižek coloca-se diante da difícil tarefa de pensar a conjuntura global sob uma perspectiva renovadora. Por isso, tem sido considerado um dos mais originais e provocativos teóricos da contemporaneidade.

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FICHA DO LIVRO


Título: O ano em que sonhamos perigosamente
AutorSlavoj Zizek

EditoraBoitempo
Ano: 2012
Páginas: 144

Gênero: Filosofia -  Política
 
ISBN978-85-7559-290-8

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Menos que nada

Autor: Slavoj Zizek.

Hegel e a sombra do materialismo dialético.


 A filosofia ocidental tem se desenvolvido à sombra de Georg Wilhelm Friedrich Hegel, de cuja influência cada novo pensador tenta, em vão, escapar. Seu idealismo absoluto tornou-se, assim, uma espécie de bicho-papão, obscurecendo o fato de ele ser o filósofo dominante da histórica transição à modernidade – período com o qual nosso tempo ainda guarda espantosas semelhanças. Hoje, à medida que o capitalismo global se autodestrói, iniciamos uma nova transição.

Slavoj Žižek, um dos filósofos mais ambiciosos da atualidade, defende neste livro que é imperativo não apenas voltar a Hegel, mas repetir e exceder seus triunfos, superar suas limitações e ser ainda mais hegeliano que o mestre em si. Tal abordagem permite que o autor, sempre à luz da metapsicologia de Jacques Lacan, diagnostique nossa condição atual e trave um diálogo crítico com as principais vertentes do pensamento contemporâneo – Martin Heidegger, Alain Badiou, o realismo especulativo, a física quân tica e as ciências cognitivas. Obra-prima de Žižek, Menos que nada retoma o legado hegeliano e apresenta um desenvolvimento sistemático de sua filosofia. 


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FICHA DO LIVRO

Título: Menos que nada
Autor: Slavoj Zizek

Editora: Boitempo
Ano: 2013
Páginas: 653
Peso: 565 g

Gênero: Filosofia - Psicologia
 
ISBN: 978-85-7559-316-5

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Vivendo no fim dos tempos

Autor: Slavoj Zizek.



 Não deveria haver mais nenhuma dúvida: o capitalismo global está se aproximando rapidamente da sua crise final. Slavoj Žižek identifica neste livro os quatro cavaleiros deste apocalipse: a crise ecológica, as consequências da revolução biogenética, os desequilíbrios do próprio sistema (problemas de propriedade intelectual, a luta vindoura por matérias-primas, comida e água) e o crescimento explosivo de divisões e exclusões sociais. E pergunta: se o fim do capitalismo parece para muitos o fim do mundo, como é possível para a sociedade ocidental enfrentar o fim dos tempos?

O fato é que a verdade dói, e para explicar porque tentamos desesperadamente evitá-la, mesmo que os sinais da “grande desordem sob o céu” sejam abundantes em todos os campos, Žižek recorre a um guia inesperado: o famoso esquema de cinco estágios da perda pessoal catastrófica (doença terminal, desemprego, morte de entes queridos, divórcio, vício em drogas) proposto pela psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross, cuja teoria enfatiza também que esses estágios não aparecem necessariamente nessa ordem nem são todos vividos pelos pacientes.

De acordo com Žižek, podemos distinguir os mesmos cinco padrões no modo como nossa consciência social trata o apocalipse vindouro. “A primeira reação é a negação ideológica de qualquer ‘desordem sob o céu’; a segunda aparece nas explosões de raiva contra as injustiças da nova ordem mundial; seguem-se tentativas de barganhar (‘Se mudarmos aqui e ali, a vida talvez possa continuar como antes...’); quando a barganha fracassa, instalam-se a depressão e o afastamento; finalmente, depois de passar pelo ponto zero, não vemos mais as coisas como ameaças, mas como uma oportunidade de recomeçar. Ou, como Mao Tsé-Tung coloca: ‘Há uma grande desordem sob o céu, a situação é excelente’.”

Os cinco capítulos se referem a essas cinco posturas. O capítulo 1, “Negação”, analisa os modos predominantes de obscurecimento ideológico, desde os últimos campeões de bilheteria de Hollywood até o falso apocaliptismo (o obscurantismo da Nova Era, por exemplo). O capítulo 2, “Raiva”, examina os violentos protestos contra o sistema global, em especial a ascensão do fundamentalismo religioso. O capítulo 3, “Barganha”, trata da crítica da economia política, com um apelo à renovação desse ingrediente fundamental da teoria marxista. O capítulo 4, “Depressão”, descreve o impacto do colapso vindouro, principalmente em seus aspectos menos conhecidos, como o surgimento de novas formas de patologia subjetiva. E, por fim, o capítulo 5, “Aceitação”, distingue os sinais do surgimento da subjetividade emancipatória e procura os germes de uma cultura comunista em suas diversas formas, inclusive nas utopias literárias e outras.

Žižek é otimista quanto ao que pode surgir desse processo de emancipação e apresenta sua obra como parte da luta contra aqueles que estão no poder em geral, contra sua autoridade, contra a ordem global e contra a mistificação ideológica que os sustenta. Para ele, engajar-se nessa luta significa endossar a fórmula de Alain Badiou, para quem mais vale correr o risco e engajar-se num Evento-Verdade, mesmo que essa fidelidade termine em catástrofe, do que vegetar na sobrevivência hedonista-utilitária. Rejeita, assim, a ideologia liberal da vitimação, que leva a política a renunciar a todos os projetos positivos e buscar a opção menos pior.
FICHA DO LIVRO

Título: Vivendo no fim dos tempos
Autor: Slavoj Zizek

Editora: Boitempo
Ano: 2012
Páginas: 368

Peso: 565 g

Gênero: Filosofia - Psicologia
 
ISBN: 978-85-7559-212-0


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Occupy


Movimentos de protesto que tomaram as ruas.

A memória coletiva marcará 2011 como o ano em que as pessoas tomaram as ruas de diversos países em uma onda de mobilizações e protestos sociais: um fenômeno que começou no norte da África, derrubando ditaduras na Tunísia, no Egito, na Líbia e no Iêmen; estendeu-se à Europa, com ocupações e greves na Espanha e Grécia e revolta nos subúrbios de Londres; eclodiu no Chile e ocupou Wall Street, nos EUA, alcançando no final do ano até mesmo a Rússia. Das praças ocupadas por acampamentos às marchas de protesto nas avenidas das principais metrópoles, emergiu uma consciência de solidariedade mútua que resultou em toda sorte de material multimídia sobre o movimento na internet, amplamente compartilhado nas redes sociais.
 Autores: David Harvey, Edson Teles, Emir Sader, Giovanni Alves, Immanuel Wallerstein, João Alexandre Peschanski, Mike Davis, Slavoj Žižek, Tariq Ali, Vladimir Safatle

Preço: R$ 10,00.


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FICHA DO LIVRO

Título: Occupy

Editora: Boitempo
Ano: 2012
Páginas: 88
Edição: 1ª


ISBN: 978-85-7559-216-8



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Visão em paralaxe

Autor: Slavoj Zizek.

 Paralaxe – 1. deslocamento aparente de um objeto quando se muda o ponto de observação (Houaiss).

  A visão em Paralaxe é o mais rico trabalho teórico do filósofo esloveno Slavoj Žižek, classificado pelo próprio autor como sua obra-prima. A partir da noção de paralaxe - um efeito de aparente deslocamento do objeto observado devido à modificação na posição do observador-, Žižek desenvolve três campos de reflexão que se articulam. 

Na filosofia, Žižek faz um apanhado teórico de seus livros anteriores, relacionando conceitos de Lacan, Hegel e Marx. No campo da ciência, o esloveno enfatiza questões levantadas pela neurologia e as ciências cognitivas, além de aprofundar suas reflexões sobre a estrutura do sujeito a partir de seus estudos de psicanálise. E em relação à política, Žižek desenvolve a idéia de que o reconhecimento de antagonismos na ordem social constitui tarefa maior de nossos tempos. 

FICHA DO LIVRO

Título: Visão em paralaxe
Autor: Slavoj Zizek

Editora: Boitempo
Ano: 2008
Páginas: 512

Peso: 790 g

Gênero: Filosofia - Psicologia
 
ISBN: 978-85-7559-124-6
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Às portas da revolução

Autor: Slavoj Zizek.

Escritos de Lenin de 1917.

 Slavoj Žižek nos surpreende uma vez mais, rompendo a “solidão de Lenin”, que havia sido responsabilizado por tudo o que passou depois na URSS, desqualificado como líder e teórico do totalitarismo, reduzido à solidão. Prematuramente, segundo o pensador esloveno. 
Žižek se contrapõe ao consenso liberal – tão presente dentro da própria esquerda –, para resgatar o Lenin estrategista, que vai desde a oposição pacifista à guerra interimperialista de 1914 até o dirigente da virada revolucionária de 1917 – ‘o Lênin do qual ainda temos que aprender’, escreve ele. 
Aprender com o dirigente revolucionário que soube resistir ao consenso belicista que se havia imposto até à esquerda, que foi capaz de prever como as situações catastróficas preparam as condições de uma contra-ofensiva revolucionária e conseguiu promover as condições para que o desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo fosse rompido no seu elo mais fraco – a Rússia. Que soube, conforme a percepção de Marx, descobrir o aspecto revolucionário na miséria do povo.


FICHA DO LIVRO

Título: Às portas da revolução
Autor: Slavoj Zizek

Editora: Boitempo
Ano: 2005
Páginas: 352

Peso: 560 g

Gênero: Filosofia - História - Política
 
ISBN: 85-7559-060-X
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Lacrimae Rerum

Autor: Slavoj Zizek.

Ensaios sobre cinema moderno.

 Lacrimae Rerum reúne um conjunto de ensaios de Slavoj Žižek sobre o cinema moderno, propondo um estudo aprofundado sobre as motivações de diretores renomados internacionalmente como Krzysztof Kieślowski, Alfred Hitchcock, Andrei Tarkovski e David Lynch, até do sucesso de bilheteria hollywodiano Matrix. 

 Zizek mostra imagens que são tão familiares quanto fabricadas, evidenciando como as histórias, mesmo que críticas, nos fornecem um panorama estático da realidade. São feitas de denúncias cínicas de mazelas, contra-balanceadas por uma crença irracional na ‘essência da situação’, de modo que a ficção concede legitimidade ideológica ao real. 

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Livro esgotado.


FICHA DO LIVRO

Título: Lacrimae Rerum
Autor: Slavoj Zizek

Editora: Boitempo
Ano: 2009
Páginas: 182

Peso: 310 g

Gênero: Cinema - Filosofia
 
ISBN: 978-85-7559-134-5
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Bem-vindo ao Deserto do Real

Autor: Slavoj Zizek.

Cinco ensaios sobre o 11 de setembro e datas relacionadas

  Bem-vindo ao deserto do real! é uma coletânea de cinco ensaios de Slavoj Žižek, onde o autor aborda os acontecimentos de 11 de Setembro e suas conseqüências.

O filósofo esloveno firmou-se como um importante interlocutor nos debates sobre o destino do pensamento político de esquerda, ao mesmo tempo em que se transformou em figura de destaque dos cultural studies norte-americanos, ao fornecer uma outra via de abordagem da cultura contemporânea.

Em Bem- vindo ao deserto do real!, Slavoj Žižek usa a provocativa frase "Com essa esquerda, quem precisa de direita?" para comentar a atuação da esquerda no período posterior aos atentados de 2001. Atuação essa que permitiu que a ideologia hegemônica se apropriasse da tragédia e impusesse sua mensagem de que é preciso escolher um lado na "guerra contra o terrorismo".

Para o autor, a tentação de escolher um dos lados deve ser evitada. Segundo Žižek, quando as escolhas parecem muito claras, a ideologia se encontra em seu estado mais puro, obscurecendo as verdadeiras opções. A "democracia liberal" não é a alternativa ao "fundamentalismo" muçulmano, coloca.


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FICHA DO LIVRO

Título: Bem-vindo ao Deserto do Real
Autor: Slavoj Zizek

Editora: Boitempo
Ano: 2003
Páginas: 192

Gênero: Política
 
ISBN: 85-7559-035-9
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Margem Esquerda nº 16

Autor: Vários.

 A nova edição da revista Margem Esquerda traz uma profunda análise, fruto de diferentes olhares dos principais pensadores marxistas brasileiros e internacionais, sobre os efeitos da crise de 2008-2009 que, ao contrário do que bradam políticos e empresários, não acabou nos Estados Unidos e em vários outros países e evidencia um processo sistêmico de rearranjo do capitalismo global. O entrevistado deste número é David Harvey, geógrafo inglês que investiga as dinâmicas geográficas da acumulação capitalista. Seu livro O enigma do capital, a ser lançado pela Boitempo, tornou-se referência aos interessados em entender a crise global sob a perspectiva do materialismo histórico não ortodoxo. A entrevista recupera a trajetória de Harvey, de sua infância aos projetos intelectuais mais recentes, e conecta seus conceitos clássicos, como acumulação por despossessão, a suas experiências de vida.


FICHA DO LIVRO

Autor: Vários

Editora: Boitempo
Ano: 2011
Páginas: 160


ISBN: 1678768-4


Sumário

ENTREVISTA

David Harvey
João Alexandre Peschanski, Da vid Calnitsky e Sigrid Peterson

DOSSIÊ: hegemonia norte-americana: Estado e perspectivas

Decifrando a crise global
Alex Callinicos

Tópicos da agenda internacional: algumas notas críticas
José Luís Fiori

Sic transit gloria mundi
Guillermo Almeyra

ARTIGOS


A situação é catastrófica, mas não é grave
Slavoj Zizek

Uma crítica materialista (exemplar) da cultura: sobre O ornamento da massa, de Siegfried Kracauer
Carlos Eduardo Jordão Machado

Postone contra ou com Lukács? Por uma reinterpretação de Marx
João Leonardo Medeiros

A emancipação feminina e a luta pela superação do capital: uma visão a partir de István Mészáros
Demetrio Cherobini

A relação Marx-Engels em perspectiva
Guido Oldrini

Corpos, linguagem, verdades: sobre a dialética materialista
Alain Badiou

DEBATE

Neoliberalismo versus pós-neoliberalismo: a disputa estratégica Contemporânea
Emir Sader

O Brasil da Era Lula
Ricardo Antunes

CLÁSSICO

Em memória da Comuna
Vladimir Ilyich Lenin

RESENHAS

Pela política extraparlamentar no século XXI
Fernando Marcelino

A Filosofia do direito de Alysson Leandro Mascaro: o pensamento jusfilosófico crítico brasileiro
Silvio Luiz de Almeida e Camilo Onoda Caldas

O testamento filosófico de György Lukács
Maria Lucia S. Barroco

NOTAS DE LEITURA

Operação Massacre
Silvia Beatriz Adoue

Marxismo, cultura, comunicación: de Kant y Fichte a Lukács y Benjamin
Maria Orlanda Pinasi

POESIA

Quando eu Deusa for
Fatima Naoot

APRESENTAÇÃO DAS IMAGENS

A arte já pronta de Nelson Leirner
Sergio Romagnolo
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Margem Esquerda n° 14

Autor: Vários.
  A crise ecológica manifesta uma contradição fundamental do capitalismo: entre o sistema produtivo e as condições de produção. Desde os primórdios da acumulação primitiva do capital, a conquista de mais e mais lucro se dá com a destruição de trabalhadores e da natureza. Contraditoriamente, o capitalismo destrói sua base, minando a própria capacidade de reprodução. A sorte das classes trabalhadoras e a do meio ambiente estão diretamente vinculadas. A compreensão crítica do vínculo entre luta de classes e ecologia se torna tema indispensável ao pensamento marxista.

Organizado por Carla Ferreira e Mathias Luce, o dossiê deste volume reúne textos dedicados ao meio ambiente, onde, segundo Luce, “a crise climática é apenas a ponta do iceberg da ativação dos limites do capital, quando o imperialismo se torna mais agressivo e fecha o círculo vicioso que coloca em xeque o futuro da humanidade”. Os sociólogos norte-americanos John Bellamy Foster e Brett Clark discorrem sobre as contribuições de Marx e Mészáros à crítica da cisão no metabolismo ecológico e no sociometabolismo provocada pelo funcionamento do capital. O texto do geógrafo Carlos Walter Porto-Gonçalves critica o apetite do capital, que, por meio de patentes industriais e biopirataria, privatiza o conhecimento indígena. Michael Löwy reflete sobre a insustentabilidade do modo de produção e consumo dos países capitalistas avançados. Segundo Mathias Luce, o texto de Löwy ressalta que “a consigna ‘mudar o sistema, não o clima’ e a recente Conferência Mundial dos Povos sobre as Mudanças Climáticas e pelos Direitos da Madre Tierra, em Cochabamba, evidenciam a radicalização das lutas ecológicas no movimento altermundialista”. E o urbanista norte-americano Mike Davis revela como o descontrole das autoridades sanitárias, sob os interesses da agroindústria, favoreceu mutações genéticas do vírus da gripe H1N1. As contradições do capitalismo tomam nova forma a partir da Revolução Informacional. Em entrevista concedida a Henrique Amorim, em Paris, o sociólogo francês Jean Lojkine expõe os impactos do capitalismo atual no mundo do trabalho, em especial nas identidades classistas.
Autor: Vários

Editora: Boitempo
Ano: 20010
Páginas: 160

Gênero: Meio Ambiente - Revistas

ISBN: 1-6787684



Sumário da edição


ApresentaçãoIvana Jinkings e João Alexandre Peschanski

ENTREVISTA
Jean Lojkine
HENRIQUE AMORIM

DOSSIÊ: IMPERIALISMO, ECOLOGIA E CRISE ESTRUTURAL

A dialética do metabolismo socioecológico: Marx, Mészáros e os limites absolutos do capital
BRETT CLARK e JOHN BELLAMY FOSTER

Por uma ecologia política crítica da Amazônia
CARLOS WALTER PORTO-GONÇALVES

Crise ecológica, capitalismo, altermundialismo: um ponto de vista ecossocialista
MICHAEL LÖWY

O capitalismo e a gripe suína
MIKE DAVIS

ARTIGOS
Linguagem, violência e não violência
SLAVOJ ŽIŽEK

Georg Lukács: filósofo e judeu na Europa do século XX
ZOLTÁN TARR e JUDITH MARCUS

Vozes da resistência: prisioneiras políticas na Argentina (1974-1983)
AFRÂNIO MENDES CATANI e RENATO GILIOLI

Dos estudos da formação à greve como formação
LUIZ RENATO MARTINS

Algumas notas históricas sobre hegemonia
PERRY ANDERSON

CLÁSSICO

Sobre a Revolução Russa (1918)
ROSA LUXEMBURGO

HOMENAGENS

Giovanni Arrighi: um pensamento para o século XXI
CARLOS EDUARDO MARTINS

Daniel Bensaïd: militância política como filosofia
JOÃO MACHADO

RESENHAS


O pensamento de um intelectual insubstituível
VIRGÍNIA FONTES

Manifesto contra a delinquência acadêmica e a pedantocracia
MAURO LUIS IASI

NOTAS DE LEITURA


A formação do mercado de trabalho no Brasil
LUIZ BERNARDO PERICÁS

Estado, política e classes sociais: ensaios teóricos e históricos
EDILSON JOSÉ GRACIOLLI

Da miséria ideológica à crise do capital: uma reconciliação histórica
MIGUEL VEDDA

POESIA

Não te rendas
MÁRIO BENEDETTI

IMAGENS
BOB WOLFENSON E RICARDO DIAS

APRESENTAÇÃO DAS IMAGENS
Até quando?
LUIZ RENATO MARTINS

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Margem Esquerda nº 12

Autor: Vários.
 Em lugar das modernas e funcionais cidades prometidas pelo neoliberalismo, as megalópoles do Sul do mundo multiplicam favelas. São o retrato de uma terra arrasada, onde milhões de pessoas vivem em moradias precárias, cercadas por lixo, poluição e ruínas, apartadas do mundo formal. A especulação imobiliária expulsa os pobres das regiões centrais para as periferias, numa segregação urbana que reflete a incessante guerra social de nosso tempo.

Na entrevista que concedeu à Margem Esquerda – coordenada pela professora Otilia Fiori Arantes, com a participação de Ermínia Maricato, Mariana Fix e Michael Löwy –, o historiador marxista Mike Davis expõe o pesadelo da produção em massa de miséria e caos urbano – uma “urbanização sem urbanidade”, causa maior da crise global do meio ambiente. Davis fala de sua trajetória intelectual, dos autores que o influenciaram, do trabalho como caminhoneiro. Faz uma crítica radical à celebração de que os pobres podem solucionar a crise da vida diária sem redistribuição de renda e de poder político.

O desmanche urbano é também tema do dossiê desta edição: Resistências populares na cidade neoliberal. Ana Clara Torres Ribeiro, coordenadora do Grupo de Trabalho Desenvolvimento Urbano do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso), discute em “Cidade e capitalismo periférico: em direção à experiência popular” o conceito de justiça urbana na América Latina, enquanto a socióloga Beatriz Whitaker faz uma síntese dos movimentos por moradia e das ocupações no centro de São Paulo. Mas a crise urbana não se restringe à periferia do capitalismo, nos mostra Paulo Arantes em “Alarme de incêndio no gueto francês”, ao discorrer sobre os motins e as barricadas iniciados em Lyon, em 2005, que levantaram a bandeira por um “estado de urgência social”.


Autor: Vários

Editora: Boitempo
Ano: 2008
Páginas: 160


ISBN: 1678-7684


Sumário da edição


ApresentaçãoIvana Jinkings

Entrevista
Mike Davis
Por Otília Fiori Arantes, Ermínia Maricato, Mariana Fix e Michael Löwy

Dossiê: Resistências populares na cidade neoliberal
Cidade e capitalismo periférico: em direção à experiência popular
Ana Clara Torres Ribeiro

Alarme de incêndio no gueto francês
Paulo Arantes

Os movimentos de moradia e a questão urbana
Beatriz Whitaker

Artigos

A utopia liberal
Slavoj Žižek

Economia de mercado ou capitalismo financeiro oligopólico?
Samir Amin

O alfaiate de Ulm
Lucio Magri

Por onde anda o "outro mundo possível"?
Emir Sader

Cenas parisienses
Luiz Renato Martins

Goethe: o falsificado pelo fascismo e o autêntico
Miguel Vedda

Documento
Capitalismo e meio ambiente
Paul Sweezy

Comentário
Farocki: o olho máquina
Régis Michel

Resenhas
Lampião, senhor do sertão
Luiz Bernardo Pericás

Um encontro com o bom debate
Mauro Iasi

Michael Löwy, o infatigável
Paulo Barsotti

Notas de leitura
O jovem Marx e outros escritos de filosofia. Socialismo e democratização – Escritos políticos 1956-1971. Georg Lukács – Etapas de seu pensamento estético. Lukács e a arquitetura.
Maria Orlanda Pinassi

Os condenados da terra
João Alexandre Peschanski

Os irredutíveis: teoremas da resistência para o tempo presente
Fábio Mascaro Querido

A educação para além do capital
Caio Antunes

Carta à Margem
Para a história da esquerda
Francisco de Oliveira

Apresentação das imagens (CIA DE FOTO)

Imagens dos sem-avesso
Luiz Renato Martins

Poesia
Was es ist/ O que é
Erich Fried (tradução de Flávio Aguiar)
 
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Margem Esquerda nº 3

Autor: Vários.

  Quarenta anos do golpe militar. Diante do revisionismo da história feitos por setores que apoiaram o golpe, Margem Esquerda traz um dôssie sobre a ditadura com textos de Jacob Gorender, Leandro Konder, Flávio Aguiar, Ruy Mauro Marini, Augusto Boal e Marcelo Ridenti.

Entre os outros destaques deste número da revista, a entrevista com o crítico, professor e roteirista de cinema Jean-Claude Bernardet, sobre sua formação e a relação cinema e política; o discurso de Francisco de Oliveira sobre a conjuntura latino-americana na abertura da Conferência da Clacso, em Cuba; as homenagens a Edward Said, Otávio Ianni e Paul Swezzy; e artigos de Michael Löwi, José Luís Fiori, Roberto Leher e Carlos Eduardo Carvalho. 



 
FICHA DO LIVRO

Autor: Vários

Editora: Boitempo
Ano: 2004
Páginas: 208


ISBN: 1678-7684-03


Sumário

Entrevista
Jean-Claude Bernardet

Dossiê: Golpe de 64
No 40º triste aniversário do triste evento de 1964: o golpismo contra a História
Jacob Gorender

A tesoura e o quadro
Flávio Aguiar

Vaca fardada
Leandro Konder

Aplausos e tiroteios
Augusto Boal

A ditadura revisitada
Marcelo Ridenti

A intervenção militar
Ruy Mauro Marini

Discurso
Há vias abertas para a América Latina
Francisco de Oliveira

Artigos
Contra-reforma universitária do governo Lula
Roberto Leher
Marx, Engels e a ecologia
Michael Löwy

Sobre o poder global
José Luís Fiori

De nobres mentiras e verdades amargas
Slavoj Zizek

Governo Lula, o triunfo espetacular do neoliberalismo
Carlos Eduardo Carvalho

O capitalismo pode conhecer uma “morte natural”?
Valério Arcary

Homenagens
Said, o humanista
Emir Sader

Lembrança de Paul Sweezy
István Mészáros

Sobre uma glória: Otávio Ianni e a Sociologia
Pedro Meira Monteiro

Resenhas
A paixão pelo Real e seus desatinos
Christian Ingo Lenz Dunker

Um convite a discutir
Jorge Grespan

Prometeu moderno: sobre intelectuais, sociedade e política
André Botelho

György Lukács – escritos políticos e filosóficos
Maria Orlanda Pinassi


Capitalismo contemporâneo e trabalho feminino
Maria Lucia Silva Barroco

Missão no Brasil
Duarte Pereira



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Primeiro como Tragédia, depois como Farsa

Autor: Slavoj Zizek.


  Em Primeiro como tragédia, depois como farsa – analogia à famosa frase de Karl Marx em O dezoito brumário sobre a repetição dos Bonaparte no poder (Napoleão e Luís) –, o filósofo esloveno Slavoj Žižek sustenta a tese de que vivemos em uma nova etapa do capitalismo global, na qual o mesmo discurso que garantiu uma ofensiva geopolítica após os atentados de 11 de setembro tem encontrado dificuldade em se sustentar no período pós-crise financeira de 2008. Traçando uma argumentação tanto da tragédia como da atual farsa, o autor expõe o cinismo contemporâneo dos pregadores e praticantes da democracia liberal ao analisar o discurso do presidente Bush em dois momentos diferentes que evocam a suspensão parcial dos valores norte-americanos (garantia de liberdade individual, capitalismo de mercado) para salvar da falência esses mesmos valores. A Žižek parece, portanto, que a utopia democrático-liberal teve de morrer duas vezes, já que o colapso da utopia política do 11 de Setembro não trouxe o fim da utopia econômica do capitalismo de mercado global, o que só ocorreu com a crise financeira de 2008.

Para o autor, o mais atual anacronismo vivido pelas nações modernas teve início com a queda do Muro de Berlim, evento histórico que parecia anunciar a vitória da democracia liberal e o surgimento de uma comunidade global sem fronteiras. O 11 de Setembro, no entanto, revelou um movimento oposto com o surgimento de novos muros e contradições: entre Israel e Cisjordânia, em torno da União Europeia, na fronteira entre Estados Unidos e México e até no interior de Estados-nações, que acolhem “cidadãos globais” que vivem isolados em “castelos na Escócia, apartamento em Manhattan e ilha particular no Caribe”, além dos moradores das favelas e bolsões de pobreza, que são o outro lado da mesma moeda.




FICHA DO LIVRO

Título: Primeiro como Tragédia, depois como Farsa
Autor: Slavoj Zizek

Editora: Boitempo
Edição: 1ª
Ano: 2011
Páginas: 136

Gênero: Filosofia - Economia - Política
ISBN: 978-85-7559-174-1

Sobre o autor: Slavoj Žižek nasceu na cidade de Liubliana, Eslovênia, em 1949. É filósofo, psicanalista e um dos principais teóricos contemporâneos. Transita por diversas áreas do conhecimento e, sob influência principalmente de Karl Marx e Jacques Lacan, efetua uma inovadora crítica cultural e política da pós-modernidade. Professor da European Graduate School e do Instituto de Sociologia da Universidade de Liubliana, Žižek é também um dos diretores do centro de humanidades da Universidade de Londres. Dele, a Boitempo publicou Bem-vindo ao deserto do Real! (2003), Às portas da revolução (2005), A visão em paralaxe (2008), Lacrimae rerum (2009) e Em defesa das causas perdidas (2011).
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