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O Capital - Livro I


Autor: Karl Marx.
 
 O clássico de Marx foi originalmente publicado na Alemanha em 1867 e é considerado a mais profunda investigação crítica do modo de produção capitalista. O capital, da Boitempo, é o décimo sexto volume da Coleção Marx e Engels e conta com introduções de Jacob Gorender, José Arthur Giannotti e Louis Althusser, além de texto de orelha de Francisco de Oliveira.

O capital é uma contribuição basilar ao pensamento anticapitalista, em especial a tradição marxista, que de certo modo se consolida com este livro. O objetivo de Marx era, por meio de uma crítica da economia política, compreender como o capitalismo funciona. Diante desse desafio, ele desenvolveu um aparato conceitual e metodológico para entender toda a complexidade do capitalismo, as categorias que constituem a articulação interna da sociedade burguesa e a relação direta entre acumulação de capital e a exploração da força de trabalho. 

Compre aqui: http://pueblolivraria.com.br/o-capital-livro-i.html

FICHA DO LIVRO

TítuloO Capital - Livro I
Autor
: Karl Marx 


Editora: Boitempo
Ano
: 2013

Edição: 1ª
Páginas: 856

Gênero: Ciências Sociais - Economia - Marxismo

ISBN
978-85-7559-320-2



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A dialética do trabalho II

Autor: Ricardo Antunes (Org).

 Escritos de Marx e Engels.

 "[...] começamos essa nova coletânea tratando de uma questão central do movimento operário e da luta mais geral de toda classe trabalhadora: a luta pela regulamentação (e redução) da jornada de trabalho, contraposição decisiva ao capital que sempre procura prolongá-la ao limite. As indagações aqui são: como se constitui a jornada de trabalho, como se contrapõem capital x trabalho na batalha decisiva pelo controle do tempo de trabalho? A apresentação magistral de Marx (que aqui só pode ser parcialmente publicada) é de leitura imprescindível para a compreensão efetiva da noção de tempo e de exploração para o capital. Por isso começamos essa coletânea com o texto “A jornada normal de trabalho” (itens 1, 2, 5 e 6), extraídos do excepcional do capítulo 8 do livro I d’O Capital. [...]" (Ricardo Antunes).


FICHA DO LIVRO

Título: A dialética do trabalho I – escritos de Marx e Engels
Autora: Ricardo Antunes (Org.)

Editora: Expressão Popular

Páginas: 232
Peso: 275 g

Gênero: Marxismo - Sociologia

ISBN: 978-85-7743-216-5

Sobre o Autor: Ricardo Antunes é professor titular de sociologia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e autor de Adeus ao Trabalho? Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho (Cortez) entre outros.

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As lutas de classes na França de 1848 a 1850

Autor: Karl Marx 
 
 Em 1875, Marx encaminhou à cidade de Gotha um conjunto de observações críticas ao programa do futuro Partido Social-Democrata da Alemanha, resultado da unificação dos dois partidos operários alemães: a Associação Geral dos Trabalhadores Alemães, dirigida por Ferdinand Lassalle, e o Partido Social-Democrata dos Trabalhadores, dirigido por Wilhelm Liebknecht, Wilhelm Bracke e August Bebel, socialistas próximos de Marx. O projeto de programa proposto no congresso de união privilegiava as teses de Lassalle, o que suscitou críticas virulentas de Marx em forma de carta direcionada aos dirigentes. Sua oposição devia-se não à fusão dos partidos - quanto a isso era da opinião de que "cada passo do movimento real é mais importante do que uma dezena de programas", mas ao estatismo exacerbado que ganhara espaço nas diretrizes do novo partido.Nem a favor do poder absoluto do Estado proposto por Lassalle, nem da ausência de Estado proposta pelos anarquistas: a proposição de Marx era a "ditadura revolucionária do proletariado, forma de Estado que teria lugar durante o período de transformação revolucionária que conduziria ao advento da sociedade comunista. Segundo ele, as cooperativas "só têm valor na medida em que são criações dos trabalhadores e independentes, não sendo protegidas nem pelos governos nem pelos burgueses. 
FICHA DO LIVRO

TítuloAs lutas de classes na França de 1848 a 1850
Autor
: Karl Marx 


Editora: Boitempo
Ano
: 2012

Edição: 1ª
Páginas: 192

Gênero: Ciências Sociais - Política - Marxismo

ISBN
978-85-7559-190-1



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Crítica do Programa de Gotha

Autor: Karl Marx 
 
 Em 1875, Marx encaminhou à cidade de Gotha um conjunto de observações críticas ao programa do futuro Partido Social-Democrata da Alemanha, resultado da unificação dos dois partidos operários alemães: a Associação Geral dos Trabalhadores Alemães, dirigida por Ferdinand Lassalle, e o Partido Social-Democrata dos Trabalhadores, dirigido por Wilhelm Liebknecht, Wilhelm Bracke e August Bebel, socialistas próximos de Marx. O projeto de programa proposto no congresso de união privilegiava as teses de Lassalle, o que suscitou críticas virulentas de Marx em forma de carta direcionada aos dirigentes. Sua oposição devia-se não à fusão dos partidos - quanto a isso era da opinião de que "cada passo do movimento real é mais importante do que uma dezena de programas", mas ao estatismo exacerbado que ganhara espaço nas diretrizes do novo partido.Nem a favor do poder absoluto do Estado proposto por Lassalle, nem da ausência de Estado proposta pelos anarquistas: a proposição de Marx era a "ditadura revolucionária do proletariado, forma de Estado que teria lugar durante o período de transformação revolucionária que conduziria ao advento da sociedade comunista. Segundo ele, as cooperativas "só têm valor na medida em que são criações dos trabalhadores e independentes, não sendo protegidas nem pelos governos nem pelos burgueses. 


FICHA DO LIVRO

Título: Crítica do Programa de Gotha
Autor
: Karl Marx 


Editora: Boitempo
Ano
: 2012

Edição: 1ª
Páginas: 144

Gênero: Ciências Sociais - Política - Marxismo

ISBN:
8575591894



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Crítica da filosofia do direito de Hegel

Autor: Karl Marx.

 Publicado originalmente em 1843, a Crítica da filosofia do direito de Hegel é um divisor de águas na obra marxiana: marca a transição da chamada fase "juvenil" para a fase adulta e a consolidação dos pressupostos que irão orientar a produção do seu pensamento até sua maturidade. Ao investigar Hegel, Marx associaria definitivamente a compreensão das relações jurídicas na sociedade com as suas condições materiais; o pensar em função do ser e a alienação do povo; o "Estado real" em relação ao Estado moderno que o segrega e o burocratiza na qualidade de "sociedade civil".

O autor também repensa o papel da teoria crítica, estabelecendo que esta não se completa apenas no campo teórico das filosofias da religião e da ciência, mas tem um indispensável campo prático na política. Se por um lado visava superar os fundamentos estabelecidos por Hegel para o Estado alemão, por outro visava, através da associação entre a reflexão e a prática, ir além do trabalho teórico de crítica da religião de Feuerbach, uma forte influência neste trabalho.

Marx provoca um salto sobre os debates da época em torno da obra de Hegel, para uma visão mais ampla dos fundamentos do direito na Alemanha, seu anacronismo que não permite concessões, suas relações com as classes sociais e com o estágio de desenvolvimento nacional. Uma defesa radical da verdadeira democracia, da máxima generalização do Estado, com a participação de cada cidadão para superar a divisão entre política e sociedade.
FICHA DO LIVRO

Título: Crítica da filosofia do direito de Hegel
Autor: Karl Marx 


Editora: Boitempo
Ano
: 2005
Páginas: 176

Gênero: Filosofia - Direito - Marxismo

ISBN: 85-7559-064-2



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Manifesto Comunista


No final de fevereiro de 1848, foi publicado em Londres um pequeno panfleto que acabaria por se tornar o documento político mais importante de todos os tempos: o Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels. Passado mais de um século e meio, a atualidade e o vigor deste texto continuam reconhecidos por intelectuais das mais diversas correntes de pensamento.

A Boitempo Editorial utilizou, com alguns ajustes ortográficos, a tradução feita por Álvaro Pina a partir da edição alemã de 1890, prefaciada e anotada por Engels. O cotejo foi feito de forma minuciosa com as principais edições inglesa, francesa e italiana, confrontadas com duas edições brasileiras anteriores.

Além do Manifesto Comunista em si, o volume traz ainda a reflexão de seis especialistas sobre as múltiplas facetas desta que é, ainda hoje, a obra política mais lida e difundida em todo o mundo. Com organização de Osvaldo Coggiola, o livro tem ensaios de Antonio Labriola, Jean Jaurès, Leon Trotsky, Harold Laski, Lucien Martin e James Petras. A edição compila ainda sete prefácios de Marx e Engels à obra, feitos em diferentes períodos. 

FICHA DO LIVRO


Editora: Boitempo
Ano
: 1998
Páginas: 256
Peso: 430 g


ISBN: 978-85-8593-423-1


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A Sagrada Família


A sagrada família, ou A crítica da Crítica crítica contra Bruno Bauer e consortes, foi escrita por dois autores ainda jovens e em gritante desacordo com o pensamento dominante na Berlim da época e analisa as conseqüências políticas do neo-hegelianismo, polemizando ferozmente com Bruno Bauer e seu irmão Edgar, editores da Gazeta Geral Literária, publicada em Charlottemburgo, que preconizava uma política liberal elitista.

Ao mesmo tempo panfletário e com reflexões teóricas densas, o texto revela a unidade interna do pensamento de Marx e Engels, tanto no que diz respeito à política, quanto à filosofia. Diferente de obras anteriores, onde a percepção dialética supera a observação empírica da contradição denunciada, em A sagrada família, essa contradição é apresentada através de recurso metodológico que situa a determinação material nas oposições internas de nossa vida cotidiana, através, inclusive, de exemplos concretos.

A obra foi concebida a partir do segundo encontro entre os dois pensadores, em agosto de 1844, em Paris. A contribuição de Marx, bem maior que a de Engels, reúne suas anotações relativas aos Manuscritos econômico-filosóficos e à Revolução Francesa. É o único escrito filosófico publicado com a intervenção direta dos autores; outras obras escritas em conjunto por Marx e Engels, como Os manuscritos de Paris, Sobre a crítica do Estado hegeliano ou, até mesmo, A ideologia alemã, foram publicadas apenas postumamente.

Engels escreveu os três primeiros capítulos, o primeiro e o segundo parágrafo do capítulo IV e o item 2b do capítulo VII. Marx escreveu o restante da obra, que é composta de um prefácio escrito por ambos e nove capítulos.

A presente edição traz ilustração inédita de Loredano, orelha assinada por Leandro Konder e tradução de Marcelo Backes. Completa o volume um índice onomástico e outro de personagens literárias, bíblicas e mitológicas, além de uma relação de obras citadas e outra de periódicos e artigos e uma cronobiografia resumida.


FICHA DO LIVRO


Editora: Boitempo
Ano
: 2003
Páginas: 280
Peso: 450 g


ISBN: 85-7559-032-4


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O Capital: Livro 1 - O Processo de Produção do Capital (Vol. 1)

Autor: Karl Marx.



 O Processo de Produção do Capital.

 Malgrado o impacto que teve e continua a ter, com todos os méritos, nos debates da chamada “ciência econômica”, O CAPITAL — que não por acaso tem como subtítulo CRÍTICA DA ECONOMIA POLÍTICA — não é simplesmente um livro de economia. Graças ao emprego do método dialético, que privilegia o ponto de vista da totalidade, a obra tem como objeto a reconstrução das principais determinações da vida social global dos homens. Quando, numa carta a Engels, Marx chamou o seu livro de “um todo artístico”, não fazia com isso uma simples metáfora: buscava indicar o princípio metodológico que orienta seu trabalho e que lhe possibilita atingir aquela profunda unidade sistemática de conceitos que reproduz, no plano do pensamento, a unidade do próprio ser social na riqueza explicitada e concreta de todas as suas determinações.


Por isso, os conceitos que Marx elabora em O CAPITAL — mercadoria, capital, mais-valia, lucro e juro, renda fundiária, reprodução simples e ampliada etc. — não são simples enunciados de “fatos” econômicos: são categorias que expressam relações sociais histórico-concretas, o modo pelo qual — numa determinada etapa de sua evolução — os homens dominam a natureza e criam novas e cada vez mais complexas formas de sociabilidade. A “crítica” anunciada por Marx, no subtítulo de sua obra-prima, tem por objetivo dissolver dialeticamente a pretensa autonomia dos “fatos” econômicos na totalidade social onde ganham seu verdadeiro sentido. Para ele, o capital não é (ao contrário do modo como se apresenta imediatamente e é apresentado pelos seus ideólogos) uma “coisa”, um “fetiche”, um “fato natural”, mas é uma relação histórico-social entre os homens. Para demonstrar isso, Marx examina a dinâmica do capital, sua gênese histórica e suas contradições imanentes, o que lhe permite enunciar a possibilidade concreta de que o modo de produção capitalista venha a ser superado por novas e mais ricas formas de sociabilidade, às quais deu o nome de “socialismo” ou “comunismo”.


A observação de Georg Lukács — “a ortodoxia em matéria de marxismo diz respeito somente ao método” — indica como O CAPITAL deve ser relido hoje: buscando-se nele não a veracidade positivista desta ou daquela afirmação, mas o sentido profundo do método crítico-dialético com o qual opera. Se fizermos isso, veremos que O CAPITAL continua a fornecer o mais eficiente instrumento para dissipar o véu fetichista com que os atuais teóricos do neoliberalismo e da “pós-modernidade” pretendem encobrir as novas e dramáticas contradições do capitalismo “globalizado”.


Acesse: http://pueblolivraria.com.br




FICHA DO LIVRO
Edição: 28°
Páginas: 574
Formato: 16 x 23 cm 
Peso: 960 g.

Gênero : Ciências Sociais - Economia - Filosofia

ISBN:  8520004679
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Sobre o Suicídio

Autor: Karl Marx.


 Sobre o suicídio é uma peça “insólita” em meio aos seus trabalhos, como coloca Michael Löwy em ensaio que acompanha o livro. É um Marx que trata da esfera da vida privada, das angústias da existência mediada pela propriedade e pelas relações de classe, e que antecipa temas como o direito ao aborto, o feminismo e a opressão familiar na sociedade capitalista.

Diferente também na sua origem, o texto tem por base uma tradução comentada de passagens de Du suicide et ses causes, um capítulo das memórias de Jacques Peuchet, diretor dos Arquivos da Polícia de Paris durante o período da Restauração, que se torna uma espécie de "co-autor" desta obra.

Publicado uma única vez durante a vida de Marx, em 1846, e com grande parte da escrita feita por outra pessoa, por que ainda considerá-lo um texto de sua autoria? Para Löwy: “Além de havê-lo assinado, Marx imprimiu sua marca ao documento de várias maneiras: na introdução escrita por ele, na seleção dos excertos, nas modificações introduzidas pela tradução e nos comentários com que temperou o documento. Mas a principal razão pela qual essa peça pode ser considerada expressão das idéias de Marx é que ele não introduz qualquer distinção entre seus próprios comentários e os excertos de Peuchet, de modo que o conjunto do documento aparece como um escrito homogêneo, assinado por Karl Marx”.

A partir dos interessantes casos policiais de suicídio relatados por Peuchet, Marx tece as relações entre a vida privada e a estrutura social. Analisa o suicídio como expressão extrema de uma sociedade doente, de um sistema que necessita de uma transformação radical para resolver não só as questões do campo da política e da economia, mas também as opressões nas relações sociais e o mal-estar dos indivíduos.

Embora Peuchet não fosse nem socialista nem revolucionário – ao contrário, defendeu a monarquia durante a Revolução Francesa –, Marx aponta que não é preciso ser socialista para criticar a ordem estabelecida. O que em Peuchet são críticas sociais de inspiração romântica publicadas nas suas memórias, em Marx é apenas o começo da construção de uma análise ampla e sistemática do capitalismo.

Em um dos casos relatados no livro – uma jovem esposa que, trancafiada pelo ciúme doentio do marido, comete suicídio – fica clara a intersecção feita pelo autor entre as relações de posse do mundo da propriedade aplicadas aos relacionamentos.


Acesse: http://pueblolivraria.com.br


FICHA DO LIVRO

Título: Sobre o Suicídio
Autor: Karl Marx 

Editora: Boitempo
Ano
: 2006
Páginas: 84

GêneroMarxismo - Ciências Sociais

ISBN: 85-7559-078-2



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Cultura, arte e literatura - textos escolhidos

Autores: Karl Marx e Friedrich Engels.

'Cultura, arte e literatura - textos escolhidos' tem como base os resultados iniciais da pesquisa de textos marxianos realizada por Lifschitz no então Instituto Marx-Engels-Lenin da extinta União Soviética. Disso resultou uma antologia, com mais de duas mil páginas, formada por textos nos quais Marx e Engels abordaram a questão da cultura, da arte e da literatura, ainda que não fizessem parte de trabalhos dedicados exclusivamente a esses temas. O presente livro é constituído por uma seleção de alguns textos contidos na antologia organizada por Lifschitz. 


FICHA DO LIVRO

Título: Cultura, arte e literatura - textos escolhidosAs Ideias Estéticas de Marx
Autores:
Karl Marx e Friedrich Engels.

Editora: Expressão Popular
Páginas: 352
Ano: 2010

Gênero: Marxismo -Cultura - Crítica literária - Arte

ISBN:9788577431687
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Grundrisse

Autor: Karl Marx.

Muito mais que “esboços” ou adiantamento da obra maior de Karl Marx, os três manuscritos econômicos de 1857-1858 que compõem os quase lendários Grundrisse constituem patrimônio das ciências humanas de inestimável valor. Parte de uma luta ideológico-política pela exclusividade do “verdadeiro” Marx, a obra somente veio à luz já na primeira metade do século XX, em virtude dos conflitos centrados no controle que o Partido Comunista da ex-URSS exerceu sobre os escritos não divulgados do filósofo alemão. Considerados inicialmente espécie de amostra ou work in progress do que viria a ser a obra central de Marx, sabe-se hoje que examinar os Grundrisse é como ter acesso ao laboratório de estudos de Marx no curso de sua extensa atividade intelectual, o que permite acompanhar a evolução de seu pensamento, as áreas específicas de interesse que deles se desdobram, e, sobretudo, compreender no detalhe o seu método de trabalho. 

 Publicada integralmente e pela primeira vez em português, esta obra crucial de Marx para o desenvolvimento de sua crítica da economia política consiste em três textos bastante distintos entre si em natureza e dimensão. O primeiro, que só mais tarde o filósofo intitularia “Bastiat e Carey”, foi escrito em um caderno datado de julho de 1857. O segundo, contendo o que seria uma projetada Introdução à sua obra de crítica à economia política, é de um caderno de cerca de trinta páginas, marcado com a letra M e redigido, ao que tudo indica, nos últimos dez dias de agosto de 1857. O terceiro manuscrito, e o mais extenso, compreende a obra póstuma de Marx que ficou conhecida como Esboços da crítica da economia política, ou simplesmente Grundrisse, conforme o título da edição alemã. Tal texto consiste em dois capítulos (“Capítulo do dinheiro” e “Capítulo do capital”) distribuídos em sete cadernos numerados de I a VII. Segundo Francisco de Oliveira, professor de sociologia da Universidade de São Paulo (USP), na capa do livro, “o vigoroso teórico pode ser justamente tido como um escritor de primeira plana; ele tinha, sem muita modéstia, inteira consciência de seu valor literário e, talvez por exagero – e que temperamento! –, tenha deixado na obscuridade muitos textos dos Grundrisse e que estão agora com os leitores do Brasil e de outras paragens para nossa delícia teórica e nossas elaborações na tradição marxista”.


FICHA DO LIVRO

Título: Grundrisse
Autor: Karl Marx 


Editora: Boitempo
Ano
: 2011
Páginas: 792

Peso: 1080 g.

Gênero: Economia - Marxismo

ISBN: 978-85-7559-172-7




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Margem Esquerda nº 1

Autor: Vários.
 A guerra que resultou na ocupação do Iraque pelos Estados Unidos revela como uma sociedade fundada no livre-mercado gerou o monstro imperial que se instalou no coração do Oriente Médio com o objetivo declarado de se apropriar do país e de suas riquezas, destruindo uma civilização. Em seu primeiro número, Margem Esquerda publica um dossiê sobre a guerra e a natureza do imperialismo norte-americano, com artigos de Immanuel Wallerstein, Jorge Beinstein, François Chesnais e Ricardo Antunes.

Ao eleger presidente da República um candidato de origem operária, o Brasil deu um passo fundamental em sua história. O governo eleito, entretanto, vacila entre a mudança e a continuidade. Para debater as perspectivas do governo Lula escrevem, neste volume Francisco de Oliveira, José Luís Fiori, Michael Lowy, Jacob Gorender, Ricardo Musse, Wolfgang Leo Maar e Luiz Magalhães. (Veja o sumário abaixo).


FICHA DO LIVRO

Autor: Vários

Editora: Boitempo
Ano: 2003
Páginas: 168


ISBN: 1678-7684-01



Sumário

Manifesto

Dossiê: Guerra
 

Tendências profundas do imperialismo e ampla crise de leadership
François Chesnais

Bush aposta tudo o que tem
Immanuel Wallerstein

Capitalismo senil e decadência militarista do Império
Jorge Beinstein

A lógica destrutiva na era do extremo irracionalismo
Ricardo Antunes

 

Dossiê: Perspectivas do Governo Lula
 

O enigma de Lula: ruptura ou continuidade?
Francisco de Oliveira

A dança das estrelas ou um outro Brasil é possível
Michael Löwy

Mandato enquadrado na direitização mundial
Jacob Gorender

Fios da meada
José Luís Fiori

Por uma nova cultura política
Wolfgang Leo Maar

O governo Lula e os meios de comunicação
Luiz Antonio Guimarães

Considerações sobre o novo governo
Ricardo Musse
Artigos
 

Idéias e ação política na mudança histórica
Perry Anderson

Economia, política e tempo disponível: Para além do capital
István Mészáros

Sobre Hegel - algumas notas acerca de método e teleologia
Jesus Ranieri
Inédito
 

Anotações acerca de Estatismo e anarquia de Bakunin (extrato)
Karl Marx

 

Resenhas
 

A esquerda revisitada
Celso Frederico

A dimensão histórica dos direitos humanos
Maria Lucia Silva Barroco

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A Guerra Civil na França

Autor: Karl Marx.

 No ano em que se comemoram os 140 anos da Comuna de Paris, a Boitempo Editorial publica uma tradução inédita de A guerra civil na França, texto escrito originalmente em 1871 por Karl Marx como “Terceira Mensagem do Conselho Geral da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT)” e difundido como livro na Europa e nos Estados Unidos. Em edição posterior, de 1891, Friedrich Engels acrescentaria as duas primeiras mensagens de Marx para a Internacional, complementando as bases dos estudos históricos dessa que foi a primeira experiência histórica de tomada de poder pela classe trabalhadora.

A célebre obra traz ao mesmo tempo um retrato da breve existência (72 dias) da Comuna de Paris e um chamado à ação da classe trabalhadora francesa contra a repressão praticada pelas forças militares de Versalhes em oito dias de extermínio do poder comunal, de 21 a 28 de maio de 1871, conhecida como “Semana Sangrenta”. Marx apresenta um relato entusiasmado sobre a defesa de Paris por uma maioria de origem operária.
Com tradução – diretamente dos originais em inglês e alemão – e notas de Rubens Enderle, a edição da Boitempo incorpora rascunhos de Marx e uma introdução de Friedrich Engels para a publicação de 1891. O volume traz ainda correspondências, uma entrevista de Marx a R. Landor e a cronologia da Comuna, acompanhada de um índice onomástico das personagens citadas no texto principal e de uma cronobiografia resumida de Marx e Engels – que contém aspectos fundamentais da vida pessoal, da militância política e da obra teórica de ambos –, com informações úteis ao leitor, iniciado ou não na obra marxiana. 


FICHA DO LIVRO

Título: A Guerra Civil na França
Autor: Karl Marx 


Editora: Boitempo
Ano
: 2011
Páginas: 272

Peso: 430 g

Gênero: História - Política - Marxismo

ISBN: 978-85-7559-173-4



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Manuscritos Econômico-Filosóficos

Autores: Karl Marx.

 "Quando estive em Moscou em 1930, Riazanov me mostrou os textos escritos por Marx em Paris, em 1844. A leitura desses Manuscritos mudou toda a minha relação com o marxismo e transformou minha perspectiva filosófica."
Georg Lukács

Com tradução, introdução e notas de Jesus Ranieri e uma cronologia da vida de Karl Marx, a Boitempo Editorial está lançando os Manuscritos econômico-filosóficos, dentro do seu projeto de publicar no Brasil a obra completa de Marx, em novas traduções direto do alemão.

Publicados apenas após sua morte, os Manuscritos foram escritos em 1844, quando Marx tinha apenas 26 anos e antes do seu célebre encontro com Engels. Os Manuscritos econômico-filosóficos ou Manuscritos de Paris apresentam a planta fundamental do pensamento de Marx: a concentração de sua filosofia na crítica da economia nacional de Adam Smith, J.B. Say e David Ricardo. Na obra, Marx expõe a discrepância entre moral e economia, denunciando a radicalidade da exploração do homem pela empresa capitalista. Enquanto a reprodução do capital é o único objetivo da produção, o trabalhador ganha apenas para sustentar suas necessidades mais vitais, ou seja, para não morrer e poder continuar produzindo.

O fundamento da teoria da mais-valia, desenvolvida mais tarde em O Capital, já é antecipado nos Manuscritos. O estranhamento do mesmo trabalhador, fazedor de um produto que não lhe pertence, também é esboçado.


FICHA DO LIVRO

Autores: Karl Marx

Editora: Boitempo
Ano
: 2004
Páginas: 176
Peso: 320 g


ISBN: 85-7559-002-2


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Lutas de Classes na Alemanha



 Lutas de classes na Alemanha é o nono volume da coleção Marx e Engels, na qual a Boitempo vem publicando a obra dos dois pensadores em traduções inéditas, feitas diretamente do alemão. Com prefácio de Michael Löwy e tradução de Nélio Schneider, esse livro reúne pela primeira vez alguns dos principais textos redigidos por Marx e Engels sobre as lutas de classes na Alemanha – textos que visavam não só interpretar a realidade social e política mas também transformá-la, para retomar a famosa Tese XI sobre Feuerbach.

Os documentos incluídos nesse pequeno volume – “Glosas críticas ao artigo ‘O rei da Prússia e a reforma social. De um prussiano’”; “Reivindicações do Partido Comunista da Alemanha” e “Mensagem do Comitê Central à Liga [dos Comunistas]” – são bastante distintos, mas se caracterizam todos por uma formidável lucidez política. O fio condutor dos três é o mesmo: a luta de classes na Alemanha entre explorados e exploradores, oprimidos e opressores, a dialética entre revolução social e política.

O livro é composto de textos raramente publicados, selecionados com o auxílio do filósofo Michael Löwy e nunca antes reunidos em uma mesma edição. A exemplo da obra Lutas de classes na França: 1848 a 1850, no qual Marx reuniu escritos sobre os combates franceses, esse volume contempla análises suas e de Engels acerca da experiência alemã. São textos produzidos no calor da hora, conclamando os leitores de então a participar ativamente das transformações sociais em curso, e foram escritos por Marx e Engels na juventude, quando ambos contavam com 25 a 30 e poucos anos.


FICHA DO LIVRO

Título: Lutas de Classes na Alemanha
Autor: Karl Marx
e Friedrich Engels

Editora: Boitempo
Ano
: 2011
Páginas: 176

Peso: 160 g

Gênero: Ciências Sociais - História - Marxismo

ISBN: 978-85-7559-149-9



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Sobre a Questão Judaica

Autor: Karl Marx.

 Em um de seus mais notáveis livros, Sobre a questão judaica, Karl Marx realiza reflexões sobre as condições dos judeus alemães em meados do século XIX e estabelece propostas para a solução de suas questões concretas. Mais do que a análise de uma conjuntura específica, esta obra traduz a passagem definitiva de Marx para o materialismo histórico e o comunismo, se tornando assim uma leitura fundamental para a apropriação de seu legado.

Neste ensaio, Marx critica a teorização sobre a tentativa de emancipação política por parte dos judeus na Prússia realizada em dois estudos de autoria de outro jovem hegeliano, Bruno Bauer – cuja produção serve de base para Marx realizar sua própria análise dos direitos liberais (os dois estudos de Bauer estão disponíveis no blog da Boitempo: www.boitempoeditorial.wordpress.com). Publicado em Paris no ano de 1844, no único número dos Anais Franco-Alemães, o texto reflete sobre a incapacidade de Hegel para resolver a questão da relação da sociedade civil burguesa com o Estado.

A obra marca, assim, um momento crucial da mudança intelectual e política de Marx que desembocaria na sua teorização sobre a luta de classes e a revolução permanente. O livro reúne ainda cartas trocadas por Marx e Arnold Ruge, publicadas nos Anais, além de um prefácio e um ensaio do filósofo francês Daniel Bensaid, recentemente falecido, que atualizam a discussão a respeito da “questão judaica” e suas reflexões, discutindo com profundidade questões teóricas apontadas por Marx e também elucidando polêmicas, rejeitando por exemplo os vestígios de “anti-semitismo” ou “totalitarismo” encontrados por alguns nesta obra.

FICHA DO LIVRO

Título: Sobre a Questão Judaica
Autor: Karl Marx 


Editora: Boitempo
Ano
: 2010
Páginas: 144

Peso: 250 g

Gênero: Filosofia - Marxismo

ISBN: 978-85-7559-144-4



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O 18 de brumário de Luís Bonaparte

Autor: Karl Marx.

 Décimo título da coleção Marx-Engels da Boitempo Editorial, O 18 de brumário de Luís Bonaparte traz a célebre análise de Karl Marx sobre o processo que levou da Revolução de 1848 para o golpe de Estado de 1851 na França. Escrito no calor dos fatos, entre dezembro de 1851 e fevereiro de 1852, teve sua primeira publicação em maio de 1852, com o título Der 18te Brumaire des Louis Napoleon, na estreia da revista alemã Die Revolution. A tradução brasileira tem por base a segunda edição, revisada por Marx em 1869, em Hamburgo.

Nesse texto fundamental, o filósofo desenvolve o estudo do papel da luta de classes como força motriz da história e aprofunda a teoria do Estado, sobretudo demonstrando que todas as revoluções burguesas apenas aperfeiçoaram a máquina estatal para oprimir as classes. Embasado por essa observação, Marx propõe, pela primeira vez, a tese de que o proletariado não deve assumir o aparato existente, mas desmanchá-lo.

A publicação de O 18 de brumário de Luís Bonaparte é também enriquecida com um texto de Herbert Marcuse inédito em português, escrito para a edição de 1965 da editora Insel (Frankfurt).

FICHA DO LIVRO

Título: O 18 de brumário de Luís Bonaparte
Autor: Karl Marx 


Editora: Boitempo
Ano
: 2011
Páginas: 176

Peso: 296 g

Gênero: Política - História - Marxismo

ISBN: 978-85-7559-171-0



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