Pesquisa

.

Aviso
Devido ao processo de migração da Banca Livraria Popular para o site da Pueblo Livraria, pedimos para enviar e-mail confirmando a disponibilidade dos livros antes de compra-los por este blog.
Mostrando postagens com marcador Perry Anderson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Perry Anderson. Mostrar todas as postagens

Espectro



 Da direita a esquerda no mundo das idéias.

 Espectro é um exercício raro de historiografia das ideias contemporâneas. Este novo livro do prestigiado britânico Perry Anderson traz ensaios, entre inéditos e originalmente publicados nos veículos London Review of Books, Dissent, New Left Review e The Nation. O autor de Considerações sobre o marxismo ocidental busca em Espectro as bases históricas, filosóficas, sociológicas e econômicas da política redefinidas pelo fim da Guerra Fria, explorando as diferentes tendências e posições de pensadores e escritores do cenário global. Em uma tomada panorâmica, que se desloca da direita à esquerda no mundo das ideias, o autor define o espectro ao qual o título alude.

O trabalho comparativo de Anderson parte da premissa de que ideias raramente são valores absolutos: seu valor é sempre relativo às outras noções que estão em jogo no campo, e é apenas o conhecimento destas que proporciona uma medida de comparação. Para ele, a política não é uma atividade fechada em si, e o que conta como um conjunto de ideias relativas aos conflitos políticos de dado momento varia de acordo com a época e a região. Hoje esse conjunto se estende muito além do alcance da ciência política, em sua concepção tradicional, o que torna a exploração do campo como um todo muito mais complexa. Filosofia, economia, história, sociologia, psicologia, para não falar das ciências naturais e biológicas, e das artes, todas se cruzam em diferentes pontos no terreno da política, em sua definição clássica.

Diante do desafio, a segunda premissa do autor é a de que ideias de qualquer grau de complexidade são mais bem estudadas por meio do trabalho detalhado dos autores que as produzem, como textos inseparáveis de contextos históricos, mas que não podem ser reduzidos a estes. Sistematicamente, o volume trata de pensadores que vão desde a extrema direita até a esquerda radical, passando pelo centro moderado.

O historiador avalia as teorias de grandes mentes do Direito do século XX, incluindo Carl Schmitt, Leo Strauss, Michael Oakeshott e Friedrich von Hayek; dois escritores de levas subsequentes, Ferdinand Mount e Timothy Garton Ash; filósofos liberais mais ao centro, como John Rawls, Jürgen Habermas e Norberto Bobbio, e figuras importantes na cultura da esquerda: os historiadores Edward Thompson, Robert Brenner e Eric Hobsbawm, o classicista Sebastiano Timpanaro, o sociólogo Göran Therborn e o romancista Gabriel García Márquez.

Anderson destaca a diversidade e diferença de assuntos e disciplinas abordados desde a Guerra Fria: a direita se concentrou mais no legado dos clássicos do pensamento político, de Platão a Nietzsche, e nas tarefas imediatas de administrar o mundo; o centro investiu nas construções filosóficas normativas; já as investigações econômicas, sociais e culturais – do passado e do presente – dominam a produção da esquerda. Encontram-se entre os tópicos deste livro teorias sobre o direito, o Estado, a economia, a família, as relações internacionais, as lições da Antiguidade e do século XX, a memória e a mortalidade. “Claramente, cada uma delas seria mais bem tratada por um especialista no assunto. Mas algo ainda pode ser dito a seu respeito, por mais parcial que seja, quando elas ingressam no inventário geral da cultura política como recursos para determinada corrente de opinião”, afirma o autor no prefácio.
FICHA DO LIVRO

Título: Espectro
Autor
: Perry Anderson


Editora: Boitempo
Ano
: 2012
Páginas: 441


ISBN: 978-85-7559-143-7


Ler Mais

Considerações sobre o marxismo ocidental/ Nas trilhas do materialismo histórico


 Reunidos em um único livro, dois ensaios do historiador britânico Perry Anderson sobre o 'marxismo ocidental', uma das mais fecundas vertentes do marxismo no século XX. O qualificativo de 'ocidental', vem de um célebre ensaio de Maurice Merleau-Ponty, em 1995, em contraposição a um 'marxismo soviético', desenvolvido dentro dos países do antigo bloco comunista. A trajetória de autores como Antonio Gramsci, Georg Lukács, Jean-Paul Sartre, Herbert Marcuse, Lucio Colleti, Walter Benjamin e Jünger Habermas, entre outros, as bases da suas formações teóricas, suas relações e conflitos com o stalinismo e o impacto das duas grandes guerras mundiais no pensamento marxista na Europa Ocidental são analisados com o texto claro e rigor de Anderson.

Preço: R$ 43,00.

Venda sob encomenda.

FICHA DO LIVRO
Peso: 370 g

ISBN: 85-7559-033-2



Ler Mais

Margem Esquerda n° 14

Autor: Vários.
  A crise ecológica manifesta uma contradição fundamental do capitalismo: entre o sistema produtivo e as condições de produção. Desde os primórdios da acumulação primitiva do capital, a conquista de mais e mais lucro se dá com a destruição de trabalhadores e da natureza. Contraditoriamente, o capitalismo destrói sua base, minando a própria capacidade de reprodução. A sorte das classes trabalhadoras e a do meio ambiente estão diretamente vinculadas. A compreensão crítica do vínculo entre luta de classes e ecologia se torna tema indispensável ao pensamento marxista.

Organizado por Carla Ferreira e Mathias Luce, o dossiê deste volume reúne textos dedicados ao meio ambiente, onde, segundo Luce, “a crise climática é apenas a ponta do iceberg da ativação dos limites do capital, quando o imperialismo se torna mais agressivo e fecha o círculo vicioso que coloca em xeque o futuro da humanidade”. Os sociólogos norte-americanos John Bellamy Foster e Brett Clark discorrem sobre as contribuições de Marx e Mészáros à crítica da cisão no metabolismo ecológico e no sociometabolismo provocada pelo funcionamento do capital. O texto do geógrafo Carlos Walter Porto-Gonçalves critica o apetite do capital, que, por meio de patentes industriais e biopirataria, privatiza o conhecimento indígena. Michael Löwy reflete sobre a insustentabilidade do modo de produção e consumo dos países capitalistas avançados. Segundo Mathias Luce, o texto de Löwy ressalta que “a consigna ‘mudar o sistema, não o clima’ e a recente Conferência Mundial dos Povos sobre as Mudanças Climáticas e pelos Direitos da Madre Tierra, em Cochabamba, evidenciam a radicalização das lutas ecológicas no movimento altermundialista”. E o urbanista norte-americano Mike Davis revela como o descontrole das autoridades sanitárias, sob os interesses da agroindústria, favoreceu mutações genéticas do vírus da gripe H1N1. As contradições do capitalismo tomam nova forma a partir da Revolução Informacional. Em entrevista concedida a Henrique Amorim, em Paris, o sociólogo francês Jean Lojkine expõe os impactos do capitalismo atual no mundo do trabalho, em especial nas identidades classistas.
Autor: Vários

Editora: Boitempo
Ano: 20010
Páginas: 160

Gênero: Meio Ambiente - Revistas

ISBN: 1-6787684



Sumário da edição


ApresentaçãoIvana Jinkings e João Alexandre Peschanski

ENTREVISTA
Jean Lojkine
HENRIQUE AMORIM

DOSSIÊ: IMPERIALISMO, ECOLOGIA E CRISE ESTRUTURAL

A dialética do metabolismo socioecológico: Marx, Mészáros e os limites absolutos do capital
BRETT CLARK e JOHN BELLAMY FOSTER

Por uma ecologia política crítica da Amazônia
CARLOS WALTER PORTO-GONÇALVES

Crise ecológica, capitalismo, altermundialismo: um ponto de vista ecossocialista
MICHAEL LÖWY

O capitalismo e a gripe suína
MIKE DAVIS

ARTIGOS
Linguagem, violência e não violência
SLAVOJ ŽIŽEK

Georg Lukács: filósofo e judeu na Europa do século XX
ZOLTÁN TARR e JUDITH MARCUS

Vozes da resistência: prisioneiras políticas na Argentina (1974-1983)
AFRÂNIO MENDES CATANI e RENATO GILIOLI

Dos estudos da formação à greve como formação
LUIZ RENATO MARTINS

Algumas notas históricas sobre hegemonia
PERRY ANDERSON

CLÁSSICO

Sobre a Revolução Russa (1918)
ROSA LUXEMBURGO

HOMENAGENS

Giovanni Arrighi: um pensamento para o século XXI
CARLOS EDUARDO MARTINS

Daniel Bensaïd: militância política como filosofia
JOÃO MACHADO

RESENHAS


O pensamento de um intelectual insubstituível
VIRGÍNIA FONTES

Manifesto contra a delinquência acadêmica e a pedantocracia
MAURO LUIS IASI

NOTAS DE LEITURA


A formação do mercado de trabalho no Brasil
LUIZ BERNARDO PERICÁS

Estado, política e classes sociais: ensaios teóricos e históricos
EDILSON JOSÉ GRACIOLLI

Da miséria ideológica à crise do capital: uma reconciliação histórica
MIGUEL VEDDA

POESIA

Não te rendas
MÁRIO BENEDETTI

IMAGENS
BOB WOLFENSON E RICARDO DIAS

APRESENTAÇÃO DAS IMAGENS
Até quando?
LUIZ RENATO MARTINS

Ler Mais

Margem Esquerda nº 1

Autor: Vários.
 A guerra que resultou na ocupação do Iraque pelos Estados Unidos revela como uma sociedade fundada no livre-mercado gerou o monstro imperial que se instalou no coração do Oriente Médio com o objetivo declarado de se apropriar do país e de suas riquezas, destruindo uma civilização. Em seu primeiro número, Margem Esquerda publica um dossiê sobre a guerra e a natureza do imperialismo norte-americano, com artigos de Immanuel Wallerstein, Jorge Beinstein, François Chesnais e Ricardo Antunes.

Ao eleger presidente da República um candidato de origem operária, o Brasil deu um passo fundamental em sua história. O governo eleito, entretanto, vacila entre a mudança e a continuidade. Para debater as perspectivas do governo Lula escrevem, neste volume Francisco de Oliveira, José Luís Fiori, Michael Lowy, Jacob Gorender, Ricardo Musse, Wolfgang Leo Maar e Luiz Magalhães. (Veja o sumário abaixo).


FICHA DO LIVRO

Autor: Vários

Editora: Boitempo
Ano: 2003
Páginas: 168


ISBN: 1678-7684-01



Sumário

Manifesto

Dossiê: Guerra
 

Tendências profundas do imperialismo e ampla crise de leadership
François Chesnais

Bush aposta tudo o que tem
Immanuel Wallerstein

Capitalismo senil e decadência militarista do Império
Jorge Beinstein

A lógica destrutiva na era do extremo irracionalismo
Ricardo Antunes

 

Dossiê: Perspectivas do Governo Lula
 

O enigma de Lula: ruptura ou continuidade?
Francisco de Oliveira

A dança das estrelas ou um outro Brasil é possível
Michael Löwy

Mandato enquadrado na direitização mundial
Jacob Gorender

Fios da meada
José Luís Fiori

Por uma nova cultura política
Wolfgang Leo Maar

O governo Lula e os meios de comunicação
Luiz Antonio Guimarães

Considerações sobre o novo governo
Ricardo Musse
Artigos
 

Idéias e ação política na mudança histórica
Perry Anderson

Economia, política e tempo disponível: Para além do capital
István Mészáros

Sobre Hegel - algumas notas acerca de método e teleologia
Jesus Ranieri
Inédito
 

Anotações acerca de Estatismo e anarquia de Bakunin (extrato)
Karl Marx

 

Resenhas
 

A esquerda revisitada
Celso Frederico

A dimensão histórica dos direitos humanos
Maria Lucia Silva Barroco

Ler Mais

Afinidades seletivas


Nos textos escolhidos pelo cientista político e escritor brasileiro Emir Sader para compor este Afinidades seletivas, produzidos no período de pouco mais de uma década, Anderson polemiza com as posições de autores tão distintos como Isaiah Berlin (no artigo “O Pluralismo de Berlin”), John Rawls (“Uma Teoria da Injustiça”), Marshall Berman (“Modernidade e Revolução”) e Isaac Deutscher (“O Legado de Deutscher”).

Além destes, ele também ilumina as teorias de Antonio Gramsci (“As Antinomias de Gramsci”), Michael Mann (“A Sociologia do Poder”) e Roberto Mangabeira Unger (“A Política de Engrandecimento”). Anderson nunca evitou enfrentar intelectuais conservadores e, em “A Direita Intransigente no Fim do Século”, polemiza com Friedrick von Hayek, um dos papas do neoliberalismo.

Um dos pontos altos de Afinidades seletivas é o diálogo crítico estabelecido entre Anderson e Norberto Bobbio, incluindo a instigante troca de correspondência entre eles, o que constitui um pequeno “dossiê Norberto Bobbio” dentro do livro. O primeiro texto, “As Afinidades de Bobbio”, foi escrito em 1988 a partir da constatação de que a obra do filósofo italiano era pouco conhecida no mundo anglo-saxão. Anderson também foi motivado pela tradução para o inglês, em 1987, dos dois principais livros de Bobbio: Que Socialismo? (1976) e O Futuro da Democracia (1983).


FICHA DO LIVRO

Título: Afinidades seletivas
Autor: Perry Anderson

Editora: Boitempo
Ano
: 2002
Páginas: 384

Gênero: História - Política

ISBN: 85-85934-88-3

Sobre o autor: Perry Anderson, nascido em 1938, é um dos mais influentes pensadores socialistas da atualidade, integrante da Nova Esquerda inglesa, no final dos anos 50. Começou a colaborar com a revista New Left Review em 1961, tornando-se seu editor no ano seguinte, cargo que ocupou por duas décadas. A publicação – que rompia com as tradições stalinistas adotadas por grande parte da esquerda na época – não tratava apenas de política, mas editava ensaios sobre cinema, literatura, filosofia e cultura, uma visão pluralista que sempre marcou a carreira de Perry Anderson.

Depois de quase 20 anos afastado, Anderson reassumiu a direção da revista no início de 2000, publicando o editorial "Retomadas", sobre o neoliberalismo e nova correlação de forças no mundo sob a consolidada hegemonia norte-americana.

As principais obras de Anderson são Passages from Antiquity to Feudalism (1974), Lineages of the Absolutist State (1974),Considerations on Western Marxism (1976), Arguments within English Marxism (1980) e Zona de Conflito (1992), que inclui o célebre ensaio "O Fim da História - De Hegel a Fukuyama".

Em recente entrevista ao professor Harry Kreisler, da Universidade de Berkeley, parte da série “Conversas com a História”, Anderson falou sobre sua formação intelectual e se referiu aos dois componentes principais do ambiente intelectual em que foi criado: o cultural e o econômico: “Eu tinha uma preferência pela política num sentido um pouco mais tradicional. Os marxistas não eram tão competentes na discussão da vida política em si, não a cultura, não a economia, mas a história do Estado e a das idéias políticas. Eu sentia que faltava alguma coisa nessas duas áreas. E foi nelas que fundamentalmente eu me concentrei”, disse Anderson.

“Se você me perguntar qual a ênfase da minha obra, eu diria que foram as transformações da autoridade política, de um lado as estruturas de Estado, e uma tentativa de vê-las de uma ampla perspectiva internacional e comparativa. E de outro, quais foram os grandes momentos, aventuras e desventuras dos diferentes corpos de idéias políticas que acompanharam essas transformações históricas”, disse o autor.

Em sua trajetória, Anderson nunca deixou de marcar suas posições frente às questões atuais. Nos movimentos antiglobalização ele vê uma forte reação popular às forças economicamente dominantes neste início de século. “As ações em Seattle, em Praga e em Quebec marcam o provável início de uma tentativa, uma tentativa muito consciente dos jovens, dos sindicalistas e outros, dos cidadãos interessados em muitas partes do mundo, de se reunir para tentar dar um basta às operações incontroladas do capitalismo”, afirma Anderson.



Ler Mais

Compre aqui na Banca Livraria Popular através do PagSeguro-UOL