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A política do precariado

Autor: Ruy Braga

Do populismo à hegemonia lulista.

 Em seu novo livro, o sociólogo e professor da Universidade de São Paulo, Ruy Braga, utiliza os instrumentos teóricos da sociologia marxista crítica a fim de propor uma leitura inovadora da história social do Brasil – do populismo fordista ao atual lulismo hegemônico –, tendo como vetor analítico a “política do precariado”. Definido como o proletariado precarizado, o conceito de “precariado” situa esse grupo como parte integrante da classe trabalhadora, enfatizando a precariedade como inevitável no processo de mercantilização do trabalho.

Neste livro ambicioso, Braga se coloca diante da tarefa de decifrar a relação entre o proletariado precarizado e a hegemonia lulista. Uma das inspirações do autor são as análises afiadas de Francisco de Oliveira, que priorizaram a reflexão sobre a “formação do avesso” ao demonstrar a despolitização da classe trabalhadora como consequência do governo petista e das políticas públicas federais que alimentaram na última década o mito da superação da crise por meio do aumento constante do consumo popular. Em um trabalho de intensa acumulação crítica, Braga também dialoga com André Singer e Jessé Souza em suas leituras do fenômeno lulista. O livro é dividido em quatro capítulos, seguidos por uma coletânea de artigos escritos ao longo de 2011 e 2012. Tais “intervenções” indicam de maneira privilegiada o movimento de reflexão engajada de um pensador profundamente atento às dinâmicas históricas de seu tempo e às manifestações fragmentadas do processo de precarização em marcha.

O estudo de Ruy Braga procura dar conta tanto dos processos econômicos estruturais (o fordismo periférico, sua crise, a passagem ao pós-fordismo financeirizado) como da dimensão subjetiva do proletariado precarizado (a angústia dos subalternos, a inquietação operária, a pulsão plebeia ou classista dos explorados).


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FICHA DO LIVRO

Título: A política do precariado
Autor: Ruy Braga

Editora: Boitempo
Ano: 2013
Páginas: 264

Gênero: Ciências Socias - Polítca

ISBN: 978-85-7559-298-4


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Infoproletários

Autor: Ricardo Antunes e Ruy Braga (org.)

 Degradação real do trabalho virtual.

 Infoproletários evidencia a associação oculta entre o uso de novas tecnologias e a imposição de condições de trabalho do século XIX em um dos setores considerados como mais dinâmicos da economia moderna, o informacional. Ao contrário do que é prometido pelos entusiastas deste novo segmento, os trabalhadores vivenciam uma tendência crescente de alienação do trabalho em escala global. A obra reúne uma série de ensaios que esquadrinham diferentes aspectos da rotina e do modo de vida daqueles que, apesar de frequentemente arruinarem suas vozes ao transformá-las em poderosos instrumentos de acumulação de capital, raramente são ouvidos.

A classe trabalhadora é retratada neste livro em duas representações polarizadas. De um lado, aparecem os operadores de telemarketing. Globalizados em sua relação social, totalizados em sua subordinação, monitorados em cada um de seus movimentos, punidos por cada infração às regras, resumem e simbolizam os novos trabalhadores atrelados ao resplandecente, porém inatingível, mundo do consumo. Sua imaginação é totalmente circunscrita e dirigida pelo capitalismo.

Já em outro extremo estão os aristocratas do cibertrabalho, os programadores de software, gabando-se e desfrutando de sua autonomia enquanto se movem em espiral pelo espaço e pelo tempo. Eles não são menos prisioneiros da própria individualidade, intoxicados por seu ilusório empreendedorismo.




FICHA DO LIVRO

Autora: Ricardo Antunes e Ruy Braga (org.)

Editora: Boitempo
Ano: 2009
Páginas: 256
Peso: 410 g


ISBN: 978-85-7559-136-9
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Hegemonia às avessas

Autores: Francisco de Oliveira, Ruy Braga e Cibele Rizek (Orgs).

  Economia, política e cultura na era da servidão financeira.

 Decifra-me ou te devoro!’, ameaçava a Esfinge os viajantes amedrontados, antes de recitar o mais famoso enigma da história. Na verdade, a hegemonia ‘lulista’ representa nossa incontornável esfinge barbuda”, aponta Ruy Braga, um dos organizadores de Hegemonia às avessas: economia, política e cultura na era da servidão financeira, lançado agora pela Boitempo. Nascido a partir do artigo homônimo, de Francisco de Oliveira incluído nesta edição o livro resulta de seminário promovido pelo Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da Universidade de São Paulo (Cenedic), no qual buscou-se analisar os fundamentos econômicos, políticos e culturais “dessa forma sui generis de dominação social que se enraizou no país”, como define Braga na apresentação.

Em seu artigo, Oliveira apontava como, em mundo marcado pela crise capitalista e pelo colapso ambiental, o presidente brasileiro atingiu enorme prestígio ao absorver “transformisticamente” forças sociais antagônicas dentro do Estado, desmobilizando as classes subalternas e os movimentos sociais. Carlos Nelson Coutinho segue a provocação do sociólogo para percorrer o caminho de seu diagnóstico, que verifica nesta conjuntura uma “hegemonia da pequena política”, “quando a política deixa de ser pensada como arena de luta por diferentes propostas de sociedade e passa, portanto, a ser vista como um terreno alheio à vida cotidiana dos indivíduos, como simples administração do existente”. A apatia torna-se um fenômeno de massa, inclusive teorizada como um fator positivo para a conservação da “democracia”.

Como sintetiza Braga, Oliveira “adiantou sua conjectura: no momento em que a ‘direção intelectual e moral’ da sociedade brasileira parecia deslocar-se no sentido das classes subalternas, tendo no comando do aparato de Estado a burocracia sindical oriunda do ‘novo sindicalismo’, a ordem burguesa mostrava-se mais robusta do que nunca. A esse curioso fenômeno em que parte ‘dos de baixo’ dirige o Estado por intermédio do programa ‘dos de cima’ Chico chamou ‘hegemonia às avessas’”.


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FICHA DO LIVRO



Editora: Boitempo
Páginas: 400
Ano: 2010
Edição: 1ª
Peso: 480 g

Gênero: Sociologia - Política

ISBN: 978-85-7559-164-2
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Por uma Sociologia Pública

Autores: Ruy Braga e Michael Burawoy.

A sociologia pública é o tema desta coletânea que propõe sua difusão e esclarecimento dos leitores de um conceito novo as ciências humanas, através do constante diálogo entre o acadêmico e a sociedade. O debate, as defesas e as proposições de uma sociologia pública são os objetos de trabalho de Michael Burawoy, sociólogo norte-americano consagrado, e Ruy Braga, jovem e destacado sociólogo brasileiro que representa uma geração promissora. Neste livro, os organizadores discorrem a respeito de uma sociedade civil acossada pelos mercados e pelo Estado, colocando a disciplina em contato com diversos públicos por meio de uma conversação permanente.

Por uma sociologia pública
contém reflexões instigantes sobre a sociologia e as ciências sociais. Dessa forma, o leitor é convidado a conhecer as onze teses polêmicas e estimulantes de Burawoy sobre a sociologia pública, sua proposta de quatro tipos interdependentes e complementares de sociologia: profissional, crítica, pública e para políticas públicas. A leitura de Braga apresenta uma revalorização da obra de Marx, confrontada com as teorias sociológicas contemporâneas no que diz respeito à problemática da sociologia pública. Ele e os colegas Marco Santana, Leonardo Mello Silva e Sylvia Garcia dão contribuições inovadoras para pensar a sociologia pública do trabalho e o engajamento à luz de pistas abertas por Burawoy, a partir de olhares brasileiros

Dessa forma, este livro abre novas possibilidades para articular o pensamento sociológico e a ação social. O termo Sociologia pública tende a ficar cada vez mais conhecido, tanto no espaço acadêmico como no restante da sociedade mais abrangente. A sociologia pública, seria, portanto, o campo da interlocução da sociologia com o público, com os diferentes públicos, e é daí que ela receberia sua validação social, é aí justamente que ela informaria, discutiria, entraria em contato, exerceria um papel civilizatório.

FICHA DO LIVRO



Páginas: 288

Gênero:

ISBN: 978-85-98325-93-4

Sobre os autores:
- Ruy Braga é professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP), diretor do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cenedic) e secretário de redação da revista Outubro.
- Michael Burawoy é professor do Departamento de Sociologia da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
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A Nostalgia do Fordismo

Autor: Ruy Braga

Analisando a trajetória da Escola da Regulação, problemática fundamentais são abordadas e a obra de Ruy Braga sabe se liberar do seu objeto direto, a lógica de um itinerário intelectual. É, assim, uma reflexão preciosa que nos é ofertada. Evitando a dupla armadilha da apologia e da contestação, a postura de observador do autor, que toma distância, confere a seu trabalho o estatuto de uma síntese crítica sem equivalente.

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FICHA DO LIVRO

Título: A Nostalgia do Fordismo
Autor: Ruy Braga

Editora: Xamã
Ano: 2003
Edição: 1ª
Páginas: 246

Gênero: Sociologia - Trabalho

ISBN: 857587005X
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