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Eu vi um novo mundo nascer

Autor: John Reed.



 Seleção de textos – todos inéditos em português – do jornalista e escritor americano, autor de Dez dias que abalaram o mundo. Edição comemorativa dos oitenta anos de morte do escritor.


FICHA DO LIVRO

Título: Eu vi um novo mundo nascer
Autor: John Reed

Editora: Boitempo
Ano
: 2001
Páginas: 152
Peso: 200 g


ISBN: 85-85934-75-1

Sobre o autor: John Reed nasceu em Portland, Oregon, no dia 22 de outubro de 1887. Jornalista formado na Universidade de Harvard e já naquela época fascinado pelos ideais socialistas, começou a escrever para publicações de esquerda, sendo enviado em seguida como correspondente para o México e depois para a Europa e a Rússia. Além de muitos artigos e de México insurgente (1914), escreveu The War in Eastern Europe [A guerra na Europa ocidental] (1916) e o clássico Dez dias que abalaram o mundo (1919), que se tornou filme em 1981 – Reds – pelas mãos de Warren Beaty. Os livros de Reed inspiraram ainda mais dois filmes importantes: Outubro (1928) (baseado em Dez dias que abalaram o mundo) e ¡Que viva México! (1931) (baseado em México insurgente), ambos de Sergei Eisenstein. Reed morreu no dia 19 de outubro de 1920, em Moscou, e foi sepultado no Kremlin, ao lado das grandes personalidades da revolução.


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Como dois e dois são cinco


 Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa)

 
“Traquinagens à parte, quero defender aqui: Roberto Carlos é um dos mais intensos e completos sinônimos de Brasil que já existiram, quase assim um mito do nosso folclore. Nutrido do misto de amor e resistência (repulsa?) que todos sentimos por ele, Roberto poderia se chamar Brasil”
Pedro Alexandre Sanches

Cantor mais popular do país, recordista de vendas por mais de três décadas. Ícone nacional que divide com Pelé o status monárquico de “Rei”. Compositor, junto com Erasmo Carlos, de clássicos e clássicos da música popular, desde “Quero que tudo vá para o Inferno” (1965) e “Nas curvas da estrada de Santos” (1969) até “Detalhes” (1971) e “Mesmo que seja eu” (1982). Figura politicamente polêmica, ao tentar-se apolítico.

Com toda sua importância e influência, era de se perguntar por que, até hoje, sua obra, carreira e impacto imensos na cultura nacional nunca tinham sido analisados a fundo. Preconceito?

Como dois e dois são cinco – Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa) , de Pedro Alexandre Sanches, é uma análise social e ao mesmo tempo emotiva da obra e trajetória de “RC” e dos dois outros grandes ícones (o “Tremendão” e a “Ternurinha”) da Jovem Guarda. Um diálogo entre a música e a política, as mudanças no comportamento e no cenário musical das várias épocas que atravessaram.

As contradições e a relação complexa da dupla de compositores com o regime militar, a TV Globo, a Igreja Católica, a MPB mais tradicional, as influências latinas e norte-americanas, o status quo e a vanguarda dos movimentos hippie e black power. E as idas e vindas na carreira da cantora que, “ternurinha”, viu ao longo da sua carreia mudanças e mudanças na condição da mulher diante do machismo reinante na sociedade.

Segundo livro de Sanches, Como dois e dois segue buscando analisar a produção das últimas décadas da música brasileira e suas influências no cenário atual. Se em Tropicalismo: Decadência bonita do samba dissecava a obra dos tropicalistas Gil e Caetano, dos “tradicionais” Chico Buarque e Paulinho da Viola e de Jorge Ben(Jor), agora o foco se aproxima da música ainda mais popular, industrial, comercial, e ao mesmo tempo também brasileira dos Carlos.

Nesse projeto estão os “capítulos-pausa” do livro, que tratam da trajetória de artistas que seguiram, entre sucessos e percalços, caminhos diferentes dos do “Rei”, por isso tratados no livro como “anticarlistas”: Marcos Valle, Raul Seixas, Tim Maia, Belchior, Rita Lee e, em sua controversa trajetória, Wilson Simonal.

Como dois e dois traz o Brasil dos Carlos que tocou e toca nas rádios e TVs, da renúncia de Jânio Quadros até a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Entre o conservadorismo e a modernização, que muitas vezes por aqui surgem sem estar claro o que é o que, o livro desvenda, pela análise do “arquétipo” Roberto Carlos, muito do país do qual ele é Rei.




Acesse: www.pueblolivraria.com.br



FICHA DO LIVRO


Título: Como dois e dois são cinco
Autor: Pedro Alexandre Sanches

Editora:
Boitempo
Ano
: 2004
Páginas: 416

Gênero: Música - Biografia - Ciências Sociais

ISBN: 85-7559-058-8


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Crítica Marxista n. 12

Autor: Vários.


 Textos de João Quartim de Moraes, Jorge Grespan, Guillermo Foladori, Domenico Losurdo, Hector Benoit e outros Textos sobre Marx e a teoria clássica do valor, metabolismo e natureza, refundação marxista e comunista, Marx à luz de Wittgenstein, ensaio contra a canonização da democracia. Isso e muito mais no décimo-segundo número da revista. Sumário Apresentação Artigos Contra a canonização da democracia, João Quartim de Moraes Habermas, leitor de Marx e de Max Weber, Catherine Colliot-Thelene Marx, crítico da teoria clássica do valor, Jorge Grespan Pré-capitalismo, capitalismo e resistência dos trabalhadores, Armando Boito Jr. O metabolismo com a natureza, Guillermo Foladori A luta contra a "frase revolucionária" e a refundação marxista e comunista, Comenico Losurdo "Prorgresso" ou progresso? Definindo uma tecnologia socialista, Victor Wallis Comentários Marx à luz de Wittgenstein, Hector Benoit Estado capitalista e classe dominante, Décio Saes Resenhas Marcelo Ridenti, José Roberto Zan Domenico Losurdo, Pedro Leão da Costa Neto Thomas C. Patterson, Pedro Paulo Funari.
Preço: De R$ 26,00 por R$ 13,00.
Desconto de 50%.




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FICHA DO LIVRO

Autor: Vários

Editora: Boitempo
Ano: 2001
Páginas: 176
Peso: 280 g.


ISBN: 85-85934-78-6
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Crítica Marxista n. 11

Autor: Vários.


 Neste número: o ensaio "O ethos nacional no horizonte global", em que Muniz Ferreira discute Estado, nação e sociedade civil; Yvon Quiniou, em "Das classes à ideologia: determinismo, materialismo e emancipação na obra de Bourdieu", examina as afinidades entre o pensamento do sociólogo francês e os conceitos do materialismo histórico; em "Dossiê", cinco pesquisadoras discutem a contribuição do marxismo para a análise da problemática feminina nas sociedades de classes e na ordem capitalista contemporânea; em "Comentários", Patrick Tort apresenta as "Últimas reflexões sobre a antropologia darwiniana". Sumário Apresentação Artigos O ethos nacinal no horizonte global, Muniz Ferreira Das classe à ideologia, Yvon Quiniou Dossiê Marxismo, feminismo e o enfoque de gênero, Clara Araújo Quem tem medo dos esquemas patriarcais de pensamento?, Heleieth I.B. Saffioti Feminismo, gênero e revolução, Lelita Oliveira Benoit Marxismo e feminismo: afinidades e diferenças, Maria Lygia Q. Moraes Marxismo, feminismo e feminismo marxista, Mary Garcia Castro Comentários Darwin lido e aprovado, Patrick Tort Entrevista Sobre a Consulta Popular, entrevista com César Benjamin, por Hector Benoit Resenhas Ralph Miliband, Caio Navarro Toledo Antonio Gramsci, Marcos del Roio Noam Chomsky, João Roberto Martins Filho Isabel Loureiro, José Correia Leite Adalberto Paranhos, Lucília de Almeida Neves Carlos Eduardo Jordão Machado, Fernanda Pitta.



FICHA DO LIVRO

Autor: Vários

Editora: Boitempo
Ano: 2000
Páginas: 160
Peso: 250 g.

 
ISBN: 85-85934-57-3
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50 perguntas 50 respostas


 Sobre a dívida, o FMI e o Banco Mundial.

 Como, e para o benefício de quem, funcionam as finanças globais? São os países ricos que enviam “ajuda” para desenvolver os países pobres ou são os países do Terceiro Mundo que são expropriados de suas riquezas naturais e têm sua força de trabalho explorada pelos países ricos? A dívida externa dos países subdesenvolvidos é justa, ou deveria ser anulada, por já ter sido paga várias vezes?

Estruturada em 50 perguntas e 50 respostas, a obra dos professores e ativistas Damien Millet e Éric Toussaint analisa os mecanismos utilizados pelos países ricos para exercer um domínio que se constitui como “uma nova forma de colonização”, praticada por intermédio das dívidas dos países em desenvolvimento e da ação das instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (Bird). Para os autores, a luta pela anulação da dívida do Terceiro Mundo equivale atualmente à luta travada contra a escravatura no século XIX.

A partir de dados oficiais, com um texto claro e acompanhado de gráficos, tabelas e séries históricas que explicam a composição e a evolução da dívida dos países pobres, Millet e Toussaint demonstram a perversidade e a injustiça da usura global. Dos empréstimos para projetos faraônicos e dos desvios de verbas cometidos pelos governos ditatoriais, por elites corruptas e por aliados estratégicos das nações da “Tríade” (Estados Unidos, União Européia e Japão) ao aumento explosivo dos juros pelo Banco Central norte-americano, que esteve na raiz da crise da dívida externa do começo dos anos 1980, o livro percorre a trajetória explosiva e traiçoeira do montante devido, até o ponto em que os próprios juros da dívida se tornaram impagáveis.

Os autores também demonstram os efeitos perversos dos chamados planos de ajuste estrutural (PAEs) do FMI e do Bird sobre as populações mais carentes, planos esses que forçam os países em desenvolvimento a privatizar o maior número possível de setores, a cortar gastos sociais, a abrir mercados e, com isso, a não proteger o emprego e a produção local agrícola e industrial. Tais medidas quase sempre são tomadas sob a pressão dos dois organismos, que não assumem os efeitos de suas ações e se estruturam de forma antidemocrática, como explicam os autores ao expor o sistema de decisão e a divisão de poder dentro de cada um deles, com o direito de veto reservado aos Estados Unidos.

Permeado de interessantes citações de economistas, políticos e personalidades, como Joseph Stiglitz, Susan George, dom Paulo Evaristo Arns, entre outros, este livro é fundamental para entender farsas amplamente divulgadas, como o fim da importância do tema da dívida externa em países como o Brasil, ou o suposto perdão à dívida dos países mais pobres do mundo.

Contra o “consenso” fabricado e patrocinado pelo capital que se beneficia da dívida, Millet e Toussaint expõem o absurdo do peso que recai sobre os mais pobres do mundo, condenados a financiar os ricos que os exploram e a pagar eternamente uma dívida há muito tempo liquidada. 


FICHA DO LIVRO


Editora: Boitempo
Ano: 2006
Páginas: 3248
Peso: 400 g.

Gênero: Economia - Política

ISBN: 85-7559-081-2
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As Bienais de São Paulo


 Da era do museu à era dos curadores (1951-2001).

 Recuperando a trajetória da mais importante mostra de artes plásticas do Brasil, Francisco Alambert e Polyana Canhête contam e analisam o papel da mostra na cultura e na integração do Brasil no circuito internacional de artes.

Das suas origens, na Semana de Arte de 22 e no casal Yolanda Penteado e Ciccillo Mattarazo até a atual era dos curadores, do patrocínio cultural e da arte globalizada. Das relações da mostra com a cidade, o público e o poder econômico. Das polêmicas estéticas e políticas da mostra; uma história completa, abrangente e com imagens das principais obras e fatos que marcaram os 53 anos e XXIV edições das Bienais de Arte de São Paulo.


FICHA DO LIVRO

Título: As Bienais de São Paulo
Autor: Francisco Alambert e Polyana Canhête

Editora: Boitempo
Ano
: 2004
Páginas: 260

Peso: 560 g

Gênero: Arte - História

ISBN: 85-7559-050-2
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Teatro de Arena

 Um dos momentos mais criativos da cultura brasileira, o final dos anos 1950 e início dos 60 deixou na memória coletiva muito mais a Bossa Nova e o Cinema Novo do que o teatro - talvez porque as imagens e os sons possuem maior capacidade de se reproduzir ao longo do tempo. Mas naqueles anos em que emergiam para a vida política e cultural novas gerações de estudantes e de trabalhadores, o teatro desempenhou um papel tão importante quanto a música e o cinema.

Até o surgimento do Arena, a tendência dominante no teatro brasileiro era o rigor formal, quase solene, da mesma forma que a política era coisa de adultos. Foi através de Glauber, Tom, Guarnieri, José Renato e Boal, entre tantos outros que faziam teatro com o vigor de quem busca transformar o mundo, que esse círculo estreito foi rompido e novas dimensões do Brasil foram reveladas pela arte aberta aos sentimentos populares.

Rompendo o fosso entre atores e espectadores, na arena do teatro da rua Teodoro Baima aprendia-se concretamente o que dizia Brecht sobre a relação entre arte e revolução, entre política e cultura, entre música e teatro. De Eles não usam black-tie a Arena conta Zumbi, de Chapetuba Futebol Clube a Arena conta Tiradentes, o público era convidado a compreender e a protagonizar a história brasileira. Esses vínculos essenciais só foram rompidos, à força de baionetas, pela ditadura militar.



FICHA DO LIVRO

Título: Teatro de Arena

Editora: Boitempo
Ano: 2004
Páginas: 160
Peso: 240 g.

GêneroTeatro

ISBN: 85-7559-043-X
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Abraços que Sufocam

 E outros ensaios sobre a liberdade.

 Abraços que sufocam, de Roberto Espinosa, é composto por artigos publicados em jornais e revistas, sobretudo em seu periódico Primeira Hora. Nos textos, o autor aborda temas como a apatia dos movimentos populares após a redemocratização do país, a conjuntura latino-americana, a decadência do social-corporativismo no Leste Europeu e relembra aspectos e personagens da luta armada contra a ditadura militar.

Roberto Espinosa narra também situações do período em que foi preso político, entre 1969 e 1973. Segundo ele, todos os textos são retornos às suas raízes, em Osasco, na Grande São Paulo.

Abraços que sufocam retoma antigas e profundas questões que marcaram a geração que se embalou nos sonhos libertários e igualitários dos anos 1960, buscando desvendar o sentido da ação e da militância políticas, em especial daquela que, mesmo comprometida com a justiça e a mudança social, acabou por desviar-se e perder-se de seu caminho.







FICHA DO LIVRO

Título:  Abraços que Sufocam
Autor: Roberto Espinosa


Editora: Boitempo
Ano
: 2000
Páginas: 248


ISBN: 85-85934-50-6
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Dez Lições sobre o Romance Inglês do Século XVIII

 Como um gênero popular, plebeu e mal-visto como o romance, recém-chegado à cena literária e por isso sem nenhuma tradição, pôde começar a se impor na Inglaterra do século XVIII?

Em Dez lições sobre o romance inglês do século XVIII, Sandra Vasconcelos traça um panorama da formação e da ascensão do romance até sua transformação no grande gênero que, assumindo um lugar proeminente no século XIX, iria dar ao homem comum posição de destaque na literatura universal.

Agente de afirmação das aspirações e dos valores das classes comerciais e industriais, palco do embate mas também das conciliações de interesses da aristocracia e da burguesia emergente, o romance surgiu na Inglaterra do século XVIII como um gênero literário novo, cuja maleabilidade formal abria possibilidades inauditas para dar conta da nova ordem social inglesa.

Desprezado pelos homens de letras pela sua falta de vínculos com as formas clássicas e pela sua bastardia, considerado frívolo, pernicioso e subversivo pelos defensores da moralidade, o romance teve de empunhar armas para se estabelecer e se consolidar na cena literária, envolvendo nesse processo autores, leitores e críticos.

Para descrever fenômeno tão complexo, multiforme e múltiplo, é preciso lançar mão, portanto, de ângulos diversificados, na tentativa de melhor explicá-lo ou compreendê-lo. Esse é o modus operandi de Dez lições, cujo principal objetivo é oferecer ao leitor brasileiro, especializado no assunto ou não, uma introdução que lhe permita explorar questões fundamentais a respeito da ascensão e da formação do romance como gênero.





FICHA DO LIVRO

Título:  Dez Lições sobre o Romance Inglês do Século XVIII
Autor:
Sandra Guardini Vasconcelos

Editora: Boitempo
Ano
: 2002
Páginas: 168

Peso: 270g.

Gênero: Crítica Literária - Letras

ISBN: 85-7559-013-8



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