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O ano em que sonhamos perigosamente

Autor: Slavoj Žižek.


Sua análise esquadrinha tanto o que chama de “sonhos emancipatórios” (Primavera Árabe, Occupy Wall Street, levantes em Londres e Atenas) como os “sonhos destrutivos” que motivaram, por exemplo, a chacina de Anders Breivik, na Noruega, e outros movimentos racistas e ufanistas que eclodiram por toda a Europa. O desafio está em situar a multiplicidade dos acontecimentos no interior do campo de forças produzido pelo capitalismo. 

A obra dá continuidade ao trabalho de reelaboração teórica já anunciado nos livros Em defesa das causas perdidas e Vivendo no fim dos tempos. Invocando a expressão persa war nam nihadan – “matar uma pessoa, enterrar o corpo e plantar flores sobre a cova para escondê-la” – a fim de descrever o atual processo de neutralização desses acontecimentos e seus significados, Žižek coloca-se diante da difícil tarefa de pensar a conjuntura global sob uma perspectiva renovadora. Por isso, tem sido considerado um dos mais originais e provocativos teóricos da contemporaneidade.

Compre aqui: http://pueblolivraria.com.br/o-ano-em-que-sonhamos-perigosamente.html


FICHA DO LIVRO


Título: O ano em que sonhamos perigosamente
Autor: Slavoj Zizek

Editora: Boitempo
Ano: 2012
Páginas: 144

Gênero: Filosofia -  Política
 
ISBN: 978-85-7559-290-8

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A prática do serviço social



 Cotidiano, formação e alternativas na área da saúde.



  Este livro não apresenta munição apenas para os assistentes sociais, estudantes, pesquisadores, professores de Serviço Social para o exercício da profissão na perspectiva crítica. É também uma contribuição fundamental para todos os demais profissionais que buscam a garantia dos direitos sociais e a ampliação da democracia política, social e econômica na dinâmica contraditória das instituições sociais.

Maria Inês Bravo
Acesse: http://pueblolivraria.com.br


FICHA DO LIVRO



Editora: Cortez
Páginas: 560
Peso: 800 g  
Formato : 16x23cm


Gênero : Serviço Social

ISBN: 9788524919930

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Serviço social, política social e trabalho



 Desafios e perspectivas para o século XXI.



  A coletânea tem como objeto as transformações societárias que afetam o conjunto da vida social e suas repercussões tanto no trabalho quanto na política social. Os autores expressam claramente o compromisso com valores como: defesa da justiça social, da democracia, dos direitos sociais, da construção de uma sociedade sem exploração de classe, gênero e etnia que conformam o projeto burguês.


FICHA DO LIVRO



Editora: Cortez
Páginas: 304
Peso: 460 g Formato : 16x23cm


Gênero : Serviço Social

ISBN: 9788524912603

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O Capital - Livro I


Autor: Karl Marx.
 
 O clássico de Marx foi originalmente publicado na Alemanha em 1867 e é considerado a mais profunda investigação crítica do modo de produção capitalista. O capital, da Boitempo, é o décimo sexto volume da Coleção Marx e Engels e conta com introduções de Jacob Gorender, José Arthur Giannotti e Louis Althusser, além de texto de orelha de Francisco de Oliveira.

O capital é uma contribuição basilar ao pensamento anticapitalista, em especial a tradição marxista, que de certo modo se consolida com este livro. O objetivo de Marx era, por meio de uma crítica da economia política, compreender como o capitalismo funciona. Diante desse desafio, ele desenvolveu um aparato conceitual e metodológico para entender toda a complexidade do capitalismo, as categorias que constituem a articulação interna da sociedade burguesa e a relação direta entre acumulação de capital e a exploração da força de trabalho. 

Compre aqui: http://pueblolivraria.com.br/o-capital-livro-i.html

FICHA DO LIVRO

Título: O Capital - Livro I
Autor
: Karl Marx 


Editora: Boitempo
Ano
: 2013

Edição: 1ª
Páginas: 856

Gênero: Ciências Sociais - Economia - Marxismo

ISBN: 
978-85-7559-320-2



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Para entender O capital

Autor: David Harvey.

Livro I.
 Fruto dos mais de quarenta anos de cursos sobre O capital de Marx (livro I) lecionados pelo geógrafo marxista David Harvey em universidades ao redor do mundo, Para entender O capital é uma obra ao mesmo tempo sintética e densa, uma introdução para a compreensão de O capital, que chega em momento oportuno, de uma renovação do interesse pela análise das obras de Marx, em busca de um melhor entendimento das origens da falência econômica e dos nossos problemas atuais.

Apesar de os últimos trinta anos, mais particularmente desde a queda do muro de Berlim e do fim da Guerra Fria, não terem sido um período muito favorável ou fértil para a economia política marxiana, este livro ajuda a abrir a porta para que uma geração mais jovem, pouco familiarizada com esse pensamento, explore por sua própria conta o legado de Marx.


Harvey também aconselha àqueles que tenham lido apenas excertos ou resumos d’O capital – não importa quão estrategicamente escolhidos – ou alguma exposição teórica das crenças políticas de Marx, a ler o livro como um texto integral. “Lendo O capital como um todo, é quase certo que você chegará a uma concepção bastante diferente do pensamento de Marx”, afirma.

O Livro I de O capital analisa o modo de produção capitalista do ponto de vista da produção, não do mercado nem do comércio global, mas exclusivamente da produção. Na época, Marx revelou uma grande compreensão daquilo que faz o capitalismo crescer do modo como cresce. “Para Marx, um conhecimento novo surge do ato de tomar blocos conceituais radicalmente diferentes, friccioná‑los uns contra os outros e fazer arder o fogo revolucionário. E é o que ele faz n’O capital: combina tradições intelectuais divergentes para criar uma estrutura completamente nova e revolucionária para o conhecimento”, conclui o professor.
 
FICHA DO LIVRO

Autor: David Harvey.

Editora: Boitempo
Ano
: 2013
Páginas: 335  
Peso: 526 g


ISBN: 978-85-7559-322-6

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Para uma ontologia do ser social I




  

  György Lukács é um dos maiores expoentes do pensamento humanista do século XX e Para uma ontologia do ser social é a mais complexa sistematização filosófica de seu tempo. Considerada uma das mais importantes obras do filósofo húngaro, concebida no curso dos anos 1960, a Ontologia (como se tornou conhecida) significa o salto da ontologia intuída à ontologia filosoficamente fundamentada nas categorias mais essenciais que regem a vida do ser social, bem como nas estruturas da vida cotidiana dos homens.

O primeiro volume de um dos centrais projetos editoriais da Boitempo, acalentado por mais de uma década, finalmente chega às livrarias brasileiras com primorosa apresentação de José Paulo Netto e tradução direta do alemão por Mario Duayer e Nélio Schneider, acrescida da tradução de Carlos Nelson Coutinho, introdutor de Lukács no Brasil e profundo conhecedor de sua obra, baseada na edição italiana. O texto contou também com uma minuciosa revisão técnica de Ronaldo Vielmi Fortes, auxiliado por Ester Vaisman e Elcemir Paço Cunha.

A tomada de posição ontológica marxiana tem início nos anos 1930, quando o filósofo segue da Hungria para Moscou. No Instituto Marx-Engels-Lenin faz um mergulho definitivo nos Manuscritos econômico-filosóficos do jovem Marx. Mas, se a guinada ontológica de Lukács acontece ainda na juventude, marcando todos os seus escritos dos quarenta anos seguintes, é na maturidade, nos anos de 1950, que lhe ocorre a necessidade de desenvolver uma sistematização categorial das reflexões que vinha fazendo sobre arte e literatura. Retira-se então da vida política para dedicar-se à elaboração dos volumes que compõem a Estética.

Sua finalização aponta para o projeto de uma Ética; antes, porém, era preciso definir o sujeito capaz de assumir um comportamento verdadeiramente ético. Vêm daí as motivações que impeliram Lukács a trabalhar tão arduamente, ao longo de toda a década de 1960, nos manuscritos de Para uma ontologia do ser social.

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FICHA DO LIVRO
 

Título: Para uma ontologia do ser social I
Autor: György Lukács

Editora: Boitempo
Ano
: 2012
Páginas: 128

Peso: 640 g



ISBN: 978-85-7559-301-1

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Menos que nada

Autor: Slavoj Zizek.

Hegel e a sombra do materialismo dialético.


 A filosofia ocidental tem se desenvolvido à sombra de Georg Wilhelm Friedrich Hegel, de cuja influência cada novo pensador tenta, em vão, escapar. Seu idealismo absoluto tornou-se, assim, uma espécie de bicho-papão, obscurecendo o fato de ele ser o filósofo dominante da histórica transição à modernidade – período com o qual nosso tempo ainda guarda espantosas semelhanças. Hoje, à medida que o capitalismo global se autodestrói, iniciamos uma nova transição.

Slavoj Žižek, um dos filósofos mais ambiciosos da atualidade, defende neste livro que é imperativo não apenas voltar a Hegel, mas repetir e exceder seus triunfos, superar suas limitações e ser ainda mais hegeliano que o mestre em si. Tal abordagem permite que o autor, sempre à luz da metapsicologia de Jacques Lacan, diagnostique nossa condição atual e trave um diálogo crítico com as principais vertentes do pensamento contemporâneo – Martin Heidegger, Alain Badiou, o realismo especulativo, a física quân tica e as ciências cognitivas. Obra-prima de Žižek, Menos que nada retoma o legado hegeliano e apresenta um desenvolvimento sistemático de sua filosofia. 


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FICHA DO LIVRO

Título: Menos que nada
Autor: Slavoj Zizek

Editora: Boitempo
Ano: 2013
Páginas: 653
Peso: 565 g

Gênero: Filosofia - Psicologia
 
ISBN: 978-85-7559-316-5

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Cypherpunks: Liberdade e o futuro da internet

Autor: Julian Assange e Vários.
 
 Apesar de a internet ter possibilitado verdadeiras revoluções no mundo todo, Assange prevê uma futura onda de repressão na esfera on-line, a ponto de considerar a internet uma possível ameaça à civilização humana. O assédio ao WikiLeaks e a ativistas da internet, juntamente com as tentativas de introduzir uma legislação contra o compartilhamento de arquivos, caso do Sopa (Stop Online Piracy Act) e do Acta (Anti-Counterfeiting Trade Agreement), indicam que as políticas da internet chegaram a uma encruzilhada. De um lado, encontra-se um futuro que garante, nas palavras de ordem dos cypherpunks, "privacidade para os fracos e transparência para os poderosos"; de outro, a ação da parceria público-privada sobre os indivíduos, que permite que governos e grandes empresas descubram cada vez mais sobre os usuários de internet e escondam as próprias atividades, sem precisar prestar contas de seus atos.

O livro aborda temas polêmicos, como a ideia de que o Facebook e o Google seriam, juntos, "a maior máquina de vigilância que já existiu", capaz de rastrear continuamente nossa localização, nossos contatos e nossa vida. Nesse contexto, seremos colaboradores dispostos a ceder docilmente tais informações? Será que temos a capacidade, através da ação consciente e do conhecimento tecnológico, de resistir a essa tendência e garantir um mundo em que a internet possa ajudar a promover a liberdade? E existiriam formas legítimas de vigilância, por exemplo aquela usada contra os chamados "quatro cavaleiros do Infoapocalipse" (lavagem de dinheiro, drogas, terrorismo e pornografia infantil)?

Assange e os outros debatedores trazem à tona questões complexas relacionadas a essas escolhas cruciais ao refletir sobre vigilância em massa, censura e liberdade, assim como sobre o movimento cypherpunk, que usa a criptografia como mecanismo de defesa dos indivíduos contra a apropriação da internet pelos governos e empresas. Os cypherpunks defendem a utilização desse e de outros métodos similares como meio para provocar mudanças sociais e políticas. O movimento atingiu o auge de suas atividades durante as “criptoguerras”, sobretudo após a censura da internet em 2011, na Primavera Árabe. 

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FICHA DO LIVRO

Título: 
Cypherpunks: Liberdade e o futuro da internet
Autor: Julian Assange e Vários.

Editora: Boitempo
Ano
: 2013

Edição: 1ª
Páginas: 168

Gênero: 
Comunição

ISBN: 
978-85-7559-307-3


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O velho Graça

Autor: Dênis de Moraes 
 
 Para o autor, remontar o quebra-cabeça de Graciliano assemelhou-se ao ofício de artesão, já que os fragmentos do passado precisavam ser pacientemente reunidos e dispostos com a máxima coerência possível, a despeito da pluralidade de suas significações. A necessidade de correlacionar peripécias, valores e sentimentos foi inspirada em uma passagem do prólogo de Memórias do cárcere. O escritor consciente, assinala Graciliano, não deve esquivar-se dos zigue-zagues e tumultos próprios de uma existência. “Esforcei-me para mirar o objeto sem perder de vista suas interfaces e imbricações, tratando de averiguar convicções, dúvidas, anseios, vicissitudes e triunfos a fim de estabelecer conexões com a esfera ficcional engendrada por ele. Nas tensões entre o homem, a atmosfera social e a criação literária recolhi pistas que me levassem às motivações familiares, afetivas, estéticas, ideológicas e políticas presentes em sua intervenção na realidade concreta”, completa Moraes. O resultado é uma história de projeções e influências, de paradoxos e contrastes, mas, sobretudo, de coerência na busca incessante do que é essencial à vida. 


FICHA DO LIVRO

Título: O velho Graça

Autor: Dênis de Moraes 

Editora: Boitempo
Ano
: 2012

Edição: 1ª
Páginas: 360

Gênero: 
Música - Biografia

ISBN: 
978-85-7559-292-2


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A teoria da revolução no jovem Marx

Autor: Michael Löwy.


Escrito originalmente em Paris como tese de doutorado, sob a orientação de Lucien Goldmann, a obra é essencialmente um estudo da evolução política e filosófica de Karl Marx no contexto histórico das lutas sociais na Europa durante os decisivos anos de 1840 a 1848 e, em particular, sua relação com as experiências de luta da classe operária em formação e com o primeiro movimento socialista/comunista. 

Löwy relata o aparecimento, no jovem Marx, de uma nova concepção de mundo: a filosofia da práxis, fundamento metodológico de sua teoria da revolução como autoemancipação do proletariado. O livro busca compreender a gênese histórica do novo materialismo inaugurado por Marx por meio de uma pesquisa interdisciplinar que se vincula, ao mesmo tempo, à sociologia, à história social, à filosofia e à teoria política. 

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FICHA DO LIVRO

Título: A teoria da revolução no jovem Marx.
Autor: Michael Löwy.


Editora: Boitempo
Ano: 2012
Páginas: 224


ISBN: 978-85-7559-291-5




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1848 - O Aprendizado da República

Autor: Maurice Agulhon.

Este livro aborda um período curto e pleno de experiências: o ano de 1848, que se destaca na história francesa por uma nova mudança do regime político. Agulhon analisa os vários elementos que levaram à opção pela República.


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FICHA DO LIVRO

Título: 1848 - O Aprendizado da República
Autor: Maurice Agulhon.

Editora: Paz e Terra
Edição: 1ª
Ano: 1991
Páginas: 252
Formato: 14x21cm
Peso: 350g

Gênero: História Geral

ISBN: 8521905130 



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Filosofia - fundamentos e métodos




 Este livro é para professores formados e em formação, apresenta uma visão do que é educação e educação escolar e discute a possibilidade de um trabalho de iniciação filosófica com crianças e jovens. Indica conteúdos para o ensino.


FICHA DO LIVRO



Editora: Cortez
Páginas: 232
Peso: 394 g
Formato : 16x23cm


Gênero: Filosofia - Educação

ISBN: 9788524908569


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Encarceramento em massa e criminalização da pobreza no Espírito Santo



 Encarceramento em massa e criminalização da pobreza no Espírito Santo, livro de Humberto Ribeiro Jr., mostra a falência da política penitenciária brasileira, focando-a no Estado do Espírito Santo. Local de certa riqueza, por conta da exploração extrativista do petróleo, poucos poderiam imaginar o verdadeiro caos penitenciário desse Estado do Sudeste.

Como presidente do CNPCP — Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária — conheci pessoalmente muitas penitenciárias problemáticas. Urso Branco (Rondônia), Aníbal Bruno (Recife), Presídio Central de Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Penitenciária de Pedrinhas (Maranhão) e tantas outras, atormentam os defensores de direitos humanos e as autoridades penitenciárias. Mas nada disso se avizinha ao que acontece(u) no Espírito Santo.

Penitenciárias privadas com estrutura física irrepreensível conviviam com verdadeiras masmorras medievais. O complexo penitenciário de Viana tinha duas penitenciárias privatizadas para 277 presos cada (com 277 internos), convivendo com uma enxovia, chamada de CASCUVI (Casa de Custódia de Viana), que era de fazer inveja a Auschwitz-Birkenau, um dos piores campos de concentração nazista. O calabouço, com mais de 1.200 presos, não tinha luz (salvo a das muralhas) e só tinha fornecimento de água por uma hora por dia. Pessoas com doenças de pele grassavam naquele aljube. Corpos tomados por escabiose, sofrimentos evitáveis com alguns bons banhos, eram encontradiços naquele cárcere fétido e escuro. Pessoas morriam às escâncaras enquanto as penitenciárias privadas não tinham quaisquer excessos de presos, em face das vagas oferecidas, para que não houvesse denúncia dos contratos firmados entre governo e empresas.

O choque causado pelos contrastes descritos, potencializados por centenas de pessoas que viviam em containeres — SIM, CONTAINERES! —  fizeram do Espírito Santo um paradigma contrastante da pós-modernidade e pré-modernidade. Não por outra razão, profissionais calejados com as vicissitudes carcerárias do país, chocaram-se com o quadro relatado à Nação.

Humberto Ribeiro Jr., descreve este quadro com percuciência e firmeza. Dá o adequado enquadramento teórico do fenômeno, mostrando tratar-se de uma prisão da miséria, locais diferentes para recolhimento dos mesmos de sempre.

O paradoxo da pós-modernidade se traduz por uma equação temporal. Enquanto as pessoas livres estão constantemente ocupadas e sem tempo para suas atividades pessoais, vivendo num presente perpétuo, isolados do passado e também do futuro, condenam-se alguns à perda da liberdade, ilhando-os num mundo oposto: redundante e inútil. Estas pessoas são esfaceladas e diluídas num mundo em que nada acontece. Elas não mais controlam o tempo — bem como não são controladas por ele, como os ancestrais do mundo fabril, governadas que eram pelo relógio. Elas só podem matar o tempo, enquanto, ao poucos, o tempo as mata.

Faz muito tempo que o Brasil resolveu substituir o estado de bem-estar por um estado penal. Fez isso como experiência e, não obstante o fracasso dessa política, continuou a fazer o mesmo. O fracasso chegou a ser retumbante. Para a retumbância reiterada, Einstein dá o nome de Insanidade.

O grande mérito deste livro é exatamente o de desnudar, no local em que a contradição mais se aguçou, o horripilante quadro carcerário do próprio Brasil. E mostrar a total insanidade dessa política repressiva.

Sérgio Salomão Shecaira
Professor da USP e Ex-presidente do CNPCP


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FICHA DO LIVRO


Editora
: Cousa
Páginas
: 96
Ano:
2012
Edição:
1ª

Gênero
: Direito
 
ISBN
:
978-85-63746-18-4



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Cultura política e assistência social

Autora: Heloisa Maria José de Oliveira.

 Uma análise das orientaçõesde gestores estaduais.


 Este livro mostra que a cultura dos gestores da Assistência Social é democrática, no que tange à dinâmica descentralizada e participativa prevista na legislação referente a essa política, mas, ao mesmo tempo, apresenta tendências favoráveis às culturas tecnocrática e clientelista.
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FICHA DO LIVRO


Título: Cultura política e assistência social
Autora: Heloisa Maria José de Oliveira

Editora: Cortez
Páginas: 224
Peso: 340 g
Formato : 16x23cm


Gênero: Serviço Social

ISBN: 9788524909849

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Crise de materialidade no Serviço Social


 Repercussões no mercado profissional.


Nesta obra, a autora busca focalizar a crise da materialidade do Serviço Social vinculada ao setor público estatal, inscrita no interior da crise capitalista brasileira, a partir de meados da década de 80. Crise que se apresenta com uma dupla dimensão: de um lado, a redução da base material do exercício profissional; de outro, uma possível hipertrofia da função sociopolítica da profissão.
FICHA DO LIVRO



Editora: Cortez
Páginas: 200
Peso: 250 g
Formato : 14x21cm

Gênero: Serviço Social

ISBN: 9788524907555


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Assessoria, consultoria & Serviço Social




Os textos aqui reunidos são de fundamental importância para todos os que se preocupam em desenvolver seu exercício profissional numa perspectiva crítica compromissada com a construção de uma sociedade mais justa, mais igualitária e realmente emancipada. A obra, lançada originalmente em 2006, sob outro selo editorial, ocupará, a partir desta 2ª edição, revista e ampliada, lugar de destaque no acervo da Cortez Editora. A inclusão de um novo texto, que analisa o protagonismo do fórum em defesa da saúde pública, enriquece ainda mais o conjunto de aportes trazidos por este livro, no que diz respeito aos dilemas que comparecem na intervenção de assistentes sociais e de profissionais de aeras afins, que buscam imprimir sem eu fazer cotidiano a perpectiva ético política cosntruída ao longo das últimas décadas no Serviço Social. (Elizabete Borgiani).

FICHA DO LIVRO



Editora: Cortez
Páginas: 312
Peso: 560 g
Formato
: 16x23cm
Gênero: Serviço Social

ISBN: 99788524916199


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