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O velho Graça

Autor: Dênis de Moraes 
 
 Para o autor, remontar o quebra-cabeça de Graciliano assemelhou-se ao ofício de artesão, já que os fragmentos do passado precisavam ser pacientemente reunidos e dispostos com a máxima coerência possível, a despeito da pluralidade de suas significações. A necessidade de correlacionar peripécias, valores e sentimentos foi inspirada em uma passagem do prólogo de Memórias do cárcere. O escritor consciente, assinala Graciliano, não deve esquivar-se dos zigue-zagues e tumultos próprios de uma existência. “Esforcei-me para mirar o objeto sem perder de vista suas interfaces e imbricações, tratando de averiguar convicções, dúvidas, anseios, vicissitudes e triunfos a fim de estabelecer conexões com a esfera ficcional engendrada por ele. Nas tensões entre o homem, a atmosfera social e a criação literária recolhi pistas que me levassem às motivações familiares, afetivas, estéticas, ideológicas e políticas presentes em sua intervenção na realidade concreta”, completa Moraes. O resultado é uma história de projeções e influências, de paradoxos e contrastes, mas, sobretudo, de coerência na busca incessante do que é essencial à vida. 


FICHA DO LIVRO

TítuloO velho Graça

AutorDênis de Moraes 

Editora: Boitempo
Ano
: 2012

Edição: 1ª
Páginas: 360

Gênero
Música - Biografia

ISBN
978-85-7559-292-2


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Da música


 Seus usos e recursos.
 


  Ao relacionar a música com outras áreas do conhecimento, como a psicologia, a psiquiatria e a antropologia, este livro mostra como o estudo e a prática de música estimulam a memória e a inteligência. O poder da música e o papel que ela já tem e que pode vir a desempenhar na vida de todos nós é o tema deste livro. Ele busca sensibilizar os educadores para a necessidade da linguagem musical no processo educacional formal e informal, despertando a conscientização das possibilidades da música para favorecer o bem-estar e o crescimento das potencialidades dos alunos, já que ela fala diretamente ao corpo, à mente e às emoções. Muito mais do que uma experiência somente estética, a música é concebida como uma experiência fisiológica, psicológica e mental, um universo que conjuga expressão de sentimentos, idéias, valores culturais e ideologias, além de propiciar a comunicação do indivíduo consigo mesmo e com o meio que o circunda.



Acesse: www.pueblolivraria.com.br


FICHA DO LIVRO


Título: Da música
Autor: Maria de Lourdes Sekeff

Editora:
Unesp
Ano
: 2003
Páginas: 192
Peso: 327 g

Gênero: Música - Educação

ISBN: 9788571397682


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Como dois e dois são cinco


 Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa)

 
“Traquinagens à parte, quero defender aqui: Roberto Carlos é um dos mais intensos e completos sinônimos de Brasil que já existiram, quase assim um mito do nosso folclore. Nutrido do misto de amor e resistência (repulsa?) que todos sentimos por ele, Roberto poderia se chamar Brasil”
Pedro Alexandre Sanches

Cantor mais popular do país, recordista de vendas por mais de três décadas. Ícone nacional que divide com Pelé o status monárquico de “Rei”. Compositor, junto com Erasmo Carlos, de clássicos e clássicos da música popular, desde “Quero que tudo vá para o Inferno” (1965) e “Nas curvas da estrada de Santos” (1969) até “Detalhes” (1971) e “Mesmo que seja eu” (1982). Figura politicamente polêmica, ao tentar-se apolítico.

Com toda sua importância e influência, era de se perguntar por que, até hoje, sua obra, carreira e impacto imensos na cultura nacional nunca tinham sido analisados a fundo. Preconceito?

Como dois e dois são cinco – Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa) , de Pedro Alexandre Sanches, é uma análise social e ao mesmo tempo emotiva da obra e trajetória de “RC” e dos dois outros grandes ícones (o “Tremendão” e a “Ternurinha”) da Jovem Guarda. Um diálogo entre a música e a política, as mudanças no comportamento e no cenário musical das várias épocas que atravessaram.

As contradições e a relação complexa da dupla de compositores com o regime militar, a TV Globo, a Igreja Católica, a MPB mais tradicional, as influências latinas e norte-americanas, o status quo e a vanguarda dos movimentos hippie e black power. E as idas e vindas na carreira da cantora que, “ternurinha”, viu ao longo da sua carreia mudanças e mudanças na condição da mulher diante do machismo reinante na sociedade.

Segundo livro de Sanches, Como dois e dois segue buscando analisar a produção das últimas décadas da música brasileira e suas influências no cenário atual. Se em Tropicalismo: Decadência bonita do samba dissecava a obra dos tropicalistas Gil e Caetano, dos “tradicionais” Chico Buarque e Paulinho da Viola e de Jorge Ben(Jor), agora o foco se aproxima da música ainda mais popular, industrial, comercial, e ao mesmo tempo também brasileira dos Carlos.

Nesse projeto estão os “capítulos-pausa” do livro, que tratam da trajetória de artistas que seguiram, entre sucessos e percalços, caminhos diferentes dos do “Rei”, por isso tratados no livro como “anticarlistas”: Marcos Valle, Raul Seixas, Tim Maia, Belchior, Rita Lee e, em sua controversa trajetória, Wilson Simonal.

Como dois e dois traz o Brasil dos Carlos que tocou e toca nas rádios e TVs, da renúncia de Jânio Quadros até a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Entre o conservadorismo e a modernização, que muitas vezes por aqui surgem sem estar claro o que é o que, o livro desvenda, pela análise do “arquétipo” Roberto Carlos, muito do país do qual ele é Rei.




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FICHA DO LIVRO


Título: Como dois e dois são cinco
Autor: Pedro Alexandre Sanches

Editora:
Boitempo
Ano
: 2004
Páginas: 416

Gênero: Música - Biografia - Ciências Sociais

ISBN: 85-7559-058-8


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Do Teatro Militante à Música Engajada


A experiência do CPC da UNE (1958-1964).

Nos anos 1960, o Teatro de Arena e o Centro Popular de Cultura da une foram laboratórios centrais da cultura "nacional-popular", no qual os sonhos revolucionários ganhavam gesto e forma. Este livro analisa a gênese destes projetos culturais e valoriza a riqueza de debates no interior do CPC e da cultura de esquerda. 


FICHA DO LIVRO


Editora: Perseu Abramo
Páginas: 160
Ano: 2007
Edição: 1ª 
Peso: 295g


ISBN: 9788576430407



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A Síncope das Idéias

Autor: Marcos Napolitano.

A música popular é um repertório de memória coletiva – ao mesmo tempo em que é filha da sociedade capitalista e da industrialização da cultura. Fruto de uma ruptura – a modernidade –, articula-se enquanto tradição. Este livro examina como se constituiu uma tradição cultural no campo da música popular em nosso país. Tradição – cujas bases são o samba, a bossa nova e a MPB – que tem muito de “tradição inventada”, mas nem por isso é menos enraizada nos corações e nas mentes. 

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Blues e Hip Hop


Uma Perspectiva Folkcomunicacional.

Thífani Postali faz sua análise evidenciando os estudos sobre os ritmos Blues e Hip Hop, comprovando que os cenários comunicativos são formas de comunicação específicas de culturas. A autora relata as batalhas travadas, especialmente pelos afrodescendentes, para tornar manifestas as segregações às quais estavam sujeitas gerações inteiras. Registrando em seus ritmos uma musicalidade resultante de uma longa história de luta pela sobrevivência, em territórios, muitas vezes, inóspitos, encontram formas singulares de preservação de valores, religiosidade, liberdade, identidade e costumes..



FICHA DO LIVRO

 
Título: Blues e Hip Hop
Autora: Thífani Postali 


Editora: Paco Editorial
Páginas: 192
Ano: 2011
Edição: 1ª

Gênero: Música - Cultura

ISBN: 9788564367180
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Hip-Hop: A Periferia Grita

   
 O centro e a periferia de São Paulo são cenários desta grande reportagem sobre a cultura hip hop, um fenômeno que representa uma resposta política e cultural da juventude excluída. O livro dá voz à cultura da rua e põe em foco personagens, mentalidades e ambientes que compõem o hip hop. Ilustrado com mais de 100 fotos coloridas.


FICHA DO LIVRO


Editora: Perseu Abramo
Páginas: 160
Ano: 2001
Edição: 1ª 
Peso: 340g


Gênero: Música - Cultura

ISBN: 8586469440
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A Música como Instrumento de Poder

Autora: Daisy Oliveira.

Villa-Lobos foi um visionário que tomou para si como missão, em sua época, transformar a educação de crianças e jovens pela música. Não há limites para as lições em diferentes aspectos que podemos descobrir em sua trajetória empolgante. O trabalho de investigação da autora imerge no impacto histórico, político e pedagógico-musical do Canto Orfeônico, com grande sensibilidade, aliada a sua vasta e rica experiência como professora de educação musical e musicista. O caminho da pesquisa encaminha-se num envolvimento crescente com o estudo das questões que aliam música, educação, política e poder, além de suas representações simbólicas. Para a trajetória da Educação Musical deste século, a autora reflete sobre processos mais socializantes, mais inclusivos, diante do multiculturalismo da época atual, muito embora destaque a importância das diferenças que fazem parte da construção das identidades.


FICHA DO LIVRO

 
Título: A Música como Instrumento de Poder
Autor: Daisy Oliveira

Editora: Paco Editorial
Páginas: 196
Ano: 2011
Edição: 1ª

Gênero: História - Música - Política

ISBN: 9788564367135
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A escuta singular de Pixinguinha

Autora: Virgínia de Almeida Bessa.

História e música popular no Brasil dos anos 1920 e 1930.

A obra A escuta singular de Pixinguinha, de Virgínia Bessa, procura desvendar alguns intricados aspectos da trajetória de Pixinguinha. Reconstruindo o painel cultural e musical da capital republicana nas primeiras décadas do século XX, a historiadora procura compreender a multiplicidade de caminhos que se apresentam ao músico e explicita as escolhas feitas por ele nesse rico e aberto painel de tempos e possibilidades históricas. Como boa parte dos músicos populares do período, "Pixinguinha desenvolveu uma escuta aberta, incorporando em seu repertório os novos ritmos e timbres" presentes na época. Para Virgínia Bessa, essa escuta era ainda parte de uma estratégia de sobrevivência, já que possibilitava sua atuação profissional e a decorrente ascensão social. São justamente alguns elementos dessa escuta singular, revelada nas composições, interpretações e arranjos de Pixinguinha, que ela privilegia como objeto e examina em seu trabalho. Essa não é uma tarefa simples, pois nesse longo processo o compositor incorporou à sua obra não só a "misturada de gêneros" que, segundo Mário de Andrade, caracterizava a música popular da época, mas também elementos do folclore, influências jazzísticas, discursos da música erudita e até as necessidades das nascentes indústrias fonográfica e radiofônica, já que delas tirava sua sobrevivência. 



FICHA DO LIVRO

Título: A escuta singular de Pixinguinha
AutorA
: Virgínia de Almeida Bessa.

Editora: Alameda
Páginas: 366
Ano: 2010
Edição: 1ª

Gênero: História - Música - Cultura

ISBN: 857939063X

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Sambas, batuques, vozerias e farsas públicas

Autora: Clarissa Nunes Maia.

O controle social sobre os escravos em Pernambuco no século XIX (1850/88).

Utilizando as posturas municipais, documentação policial e jornais de época, Clarissa Maia mostra como as autoridades do Recife – políticos, policiais e religiosos – tentaram ordenar a cidade e controlar a vida dos segmentos sociais tidos como os mais perigosos: os escravos e os livres pobres.

Ao longo do trabalho, entretanto, a autora evidencia como esta ordem foi apenas idealizada. Escravos, libertos e livres pobres conseguiam encontrar brechas para a construção de solidariedades e identidades nas suas festas, autos do boi, casas de batuque, bandas de música e tavernas. Apesar das inúmeras proibições, a população negra e pobre renovava antigas tradições culturais, e as transformava nas novas identidades da própria cidade, como o frevo e o maracatu. 



FICHA DO LIVRO

Título: Sambas, batuques, vozerias e farsas públicas
Autora: Clarissa Nunes Maia

Editora: Annablume
Páginas:142
Formato: 14x21 cm

Gênero: História - Música

ISBN: 978-85-7419-838-5
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Noel Rosa - Poeta da Vila, cronista do Brasil


Se ainda estivesse entre nós, Noel Rosa completaria em 2010 cem anos de vida. A importância do Poeta da Vila para a música e para cultura popular brasileira pode ser avaliada pelas inúmeras homenagens a que o compositor – precocemente falecido em 1937 – faz jus. Noel foi eleito, inclusive, o tema central do desfile carnavalesco da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, tradicional agremiação do bairro carioca onde o artista nasceu, viveu e morreu.
 Velho admirador do músico, o escritor, tradutor e professor Luiz Ricardo Leitão elaborou um estudo sobre o poeta-cronista Noel, inserindo-o na expressiva galeria dos poetas e prosadores que, por meio de sua obra, têm contribuído de forma decisiva para desvelar o singular processo de formação socioespacial do Brasil. Assim, o ensaio ora publicado, além de tecer breves observações sobre a biografia do artista, associa a sua criação musical à obra de escritores como Gregório de Matos, Machado de Assis e Lima Barreto, todos eles mestres na arte de interpretar o sentido e a formação do Brasil. O livro é dividido em duas partes: a primeira recapitula a vida e a obra musical do Poeta da Vila; a segunda é uma longa digressão sobre os motes explorados por Noel em suas canções, desde os motivos da metafísica amorosa até os prosaicos dilemas da vida cotidiana e as contradições da imprevisível política da nossa Bruzundanga.

FICHA DO LIVRO

Títul
o: Noel Rosa - Poeta da Vila, cronista do Brasil
Autor: Luiz Ricardo Leitão

Editora: Expressão Popular
Páginas
: 200

Gênero
: Biografia - Música

ISBN
: 978-85-7743-127-4
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História Social do Jazz

Autor: Eric J. Hobsbawm

Prefácio de Luiz Fernando Veríssimo

  Hobsbawm analisa o jazz como criação revolucionária dos negros, uma raça submetida a certas circunstâncias históricas - a escravidão moderna. A música é vista neste contexto como elemento de resistência, o que contribui na sua difusão. Num quadro mais amplo: a industrialização e as transformações no padrão de consumo de pretos e brancos, a relação do jazz com a indústria de discos e espetáculos, a popularização e seus cultores.


FICHA DO LIVRO


Editora: Paz e Terra
Edição: 6ª - 2009
Ano: 2010 - 2º Reimpressão
Páginas: 368
Formato: 14x21cm
Peso: 550 gramas

Gênero: História - Música

ISBN: 9788577530267 



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Adoniran

Autores: Flávio Moura e André Nigri.

João Rubinato, filho de imigrantes italianos que trocaram o Vêneto pela cidade de Valinhos, poderia ser apenas mais um dos oriundi que ajudaram a formar o perfil da cidade e do estado de São Paulo. Mas por trás desse nome de batismo está a figura de Adoniran Barbosa, talvez o maior sambista e poeta popular da cidade de São Paulo. Compositor de sucessos inesquecíveis como Saudosa maloca, Trem das onze e Samba do Ernesto, Adoniran percorreu uma trajetória que se confunde com a própria história de São Paulo e de seus tipos.

Nas palavras do professor Antonio Candido, em artigo apresentado ao final deste livro, João Rubinato fez muito bem em adotar um pseudônimo, “porque um artista inventa antes de mais nada a sua própria personalidade; e porque, ao fazer isto, ele exprimiu a realidade tão paulista do italiano recoberto pela terra e do brasileiro das raízes européias. Adoniran Barbosa é um paulista de cerne que exprime a sua terra com a força da imaginação alimentada pelas heranças necessárias de fora”.

Qualquer tentativa de se descrever ou de se entender aquilo que ficou conhecido como a fisionomia paulistana passa necessariamente pela figura de Adoniran. Foi essa tentativa que norteou os dois jovens autores desse perfil. Por trás da história familiar desse filho de imigrantes italianos, das relações de sua obra com o humorismo macarrônico de Juó Bananere e Cornélio Pires, das atividades que desempenhou em trinta anos no rádio, no circo, no cinema e na tevê, reconstroem-se as metamorfoses da cidade de São Paulo.

Tema privilegiado das músicas do sambista, a cidade divide com Adoniran o cenário deste delicioso perfil biográfico que inaugura a coleção Paulicéia. Vinte anos após a sua morte, recompor passagens da vida de Adoniran é uma maneira não apenas de prestar-lhe merecido tributo, mas também de reconstituir um sentido para o anonimato de cada um de nós.

Adoniran: se o senhor não tá lembrado apresenta fotos, caricaturas e imagens da vida e da carreira de Adoniran, além de detalhada discografia do compositor. 


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FICHA DO LIVRO


Título: Adoniran
Autores: Flávio Moura e André Nigri

Editora:
Boitempo
Ano
: 2002
Páginas: 168

Gênero: Música, Biografia

ISBN: 85-7559-018-9

Sobre os autores: Flávio Moura nasceu em São Paulo, em 1978. Jornalista e mestre em Letras, colabora em várias editoras de livros, no jornal Valor Econômico e na revista eletrônica Trópico.

André Nigri nasceu em Belo Horizonte, em 1968. Foi subeditor do Suplemento Cultural do jornal O Tempo, de Minas Gerais, e trabalhou no Jornal da Tarde.
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História e Música no Brasil

Autores: José Geraldo Vinci de Moares e Elias Thomé Saliba (Orgs).

Este livro tem como objetivo distinguir as projeções da história na música e escutar as reverberações dos acontecimentos nas sonoridades produzidas pelas sociedades. Considerada utópica ou irrealizável, esta dupla tarefa acabou definindo um horizonte de pesquisas e absorveu boa parte dos esforços dos historiadores e musicólogos nas últimas décadas e agora, este esforço é editado em livro organizado pelos historiadores José Geraldo Vinci de Moraes e Elias Thomé Saliba.

A historiografia brasileira, ainda que de maneira tardia e tímida, tem penetrado cada vez mais neste território, contribuindo para ampliar estudos e reflexões situados na relação entre as sonoridades e a história. Todavia não existem padrões nem fronteiras definidas, uma vez que é inútil procurar pelo paradigma musical brasileiro, sobretudo em nossa cultura diversificada, na qual a ética de fundo emotivo sempre vence a razão pública e não há regras que resistam uma boa imagem musical ou rítmica.

História de Música no Brasil
revela alguns dos mais recentes estudos neste diversificado universo. Para isso são analisados diferentes épocas e lugares: da música religiosa e dos grupos étnicos no período colonial da Corte Joanina; da “misturada de gêneros” de polcas, valsas, tanguinhos, batuques e maxixes de Nazareth e Henrique Alves de Mesquita, aos choros e arranjos de Pixinguinha; dos sambas patrioteiros dos anos 1930-40 aos arranjos “jazzificados” das bandas que alegravam os salões de baile paulistanos dos anos pós-guerra; da desconhecida produção da indústria fonográfica na São Paulo dos anos 1930, ao papel da radiofonia e dos cronistas na construção de uma narrativa historiográfica – consagrada, afinal, como “história da MPB”.

Assim, este livro convida os leitores para saborear as melodias que marcaram época e faz com que leitor queria participar, com sua própria experiência de leitura e de escuta, deste novo horizonte de pesquisas das sonoridades da história brasileira.

Acompanha CD de Músicas.


FICHA DO LIVRO


Editora: Alameda
Páginas: 412
Formato: 16x23 cm
Peso: 570
Gênero: História - Música

ISBN: 978-85-7939-020-7

Autores: Paulo Castagna, Mauricio Monteiro, Cacá Machado, Virgínia de Almeida Bessa, José Geraldo Vinci De Moraes, João Ernani Furtado Filho, Camila Koshiba Gonçalves, Francisco Rocha, Elias Thomé Saliba.
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A cor e o som da nação: idéia de mestiçagem Caribe e Brasil

Autora: Mareia Quintero Rivera.

A idéia da mestiçagem na crítica musical do caribe hispânico e do Brasil (1928 - 1948).

Este livro examina as contradições e ambivalências que a música popular e erudita suscitam ante o fenômeno da mestiçagem no Caribe Hispânico e no Brasil da primeira metade do século XX. Diante da emergência de uma "cor nacional", a crítica musical confere as cores e o som, procurando segmentar o "artístico" (puro, superior, sério) – e o "popular" (medíocre, vulgar, impuro), sem deixar de elaborar a categoria do "folclore" (o popular genuíno, incontaminado). Apresentação Irlemar Chiampi.


Venda sob encomenda.
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FICHA DO LIVRO


Título: A cor e o som da nação: idéia de mestiçagem Caribe e Brasil
Autor: Mareia Quintero Rivera
Editora: Annablume
Páginas: 220
Formato: 11,5x20 cm

Gênero: - Sociologia

ISBN: 85-7419-107-8
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Musicando a Semiótica: ensaios

Autor: .

O ingresso dos fatos estéticos no domínio da análise semiótica vem exigindo da teoria uma progressiva revisão conceitual. Neste livro, Luiz Tatit apresenta uma nova proposta de aplicação - já colocada por A. J. Greimas nos seus últimos trabalhos - do modelo semiótico e procura mostrar como esta iniciativa encontra na música um campo especialmente fecundo para reflexão.

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FICHA DO LIVRO


Título: Musicando a Semiótica: ensaios
Autor:

Editora: Annablume
Páginas: 163
Formato: 14x21cm

Gênero: - -

ISBN: 85-8559-687-2
Ler Mais

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