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Bibliografia básica sobre relações raciais e educação



 O presente levantamento contempla mais de 500 indicações bibliográficas entre livros, teses, dissertações e artigos que figuram como referência dos estudos das relações raciais e da educação produzidos nos dez últimos anos. Incluímos uma breve síntese do conteúdo dos respectivos textos para facilitar a consulta. Como todo levantamento bibliográfico, este trabalho se constitui como uma primeira tentativa de divulgação da produção já existente e, seguramente, não se trata de uma sistematização exaustiva, justamente pela dificuldade de acompanharmos a crescente produção que envolve relações raciais e educação. Contudo, estamos certos de que os trabalhos aqui reunidos poderão contribuir no sentido de aproximar esta temática e as diferentes áreas de pesquisa. Esperamos que a sua divulgação ajude a dar continuidade ao esforço das diferentes agências que tem marcado a luta pelo combate ao racismo.

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FICHA DO LIVRO

Editora: DPeA
Páginas: 144
Ano: 2004
Peso: 250 g


Gênero: Educação - Raça e Etnia
 
ISBN: 85-7490-286-1

Sumário


I. Levantamento bibliográfico sobre relações raciais e educação: uma contribuição aos pesquisadores e pesquisadoras da área
Nilma Lino Gomes
II. Bibliografia básica sobre relações raciais e educação
Claudia Miranda
III. Relações raciais e educação
IV. Desigualdades raciais e educação
V. Educação e ações afirmativas
VI. Ensino superior e desigualdades raciais
 


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Jongueiros do Tamandaré


 Devoção, memória e identidade social no ritual do jongo em Guaratinguetá-SP.

  A abordagem dos mecanismos pelos quais a prática do jongo se mantém, ao mesmo tempo em que se desenvolve e é constitutiva das relações internas aos sujeitos praticantes e também de suas relações estabelecidas com a sociedade mais ampla é realizada pelo autor no presente livro. Visando aprofundar o conhecimento desta prática, Wilson Rogério Penteado Júnior analisa nas ações e falas reveladoras dos jongueiros do Tamandaré o que o jongo praticado por eles diz a eles próprios e o que tem a nos dizer. Esta pesquisa que agora torna-se livro, foi vencedora do prêmio Silvio Romero (2006), sendo premiada no Concurso Nacional de Pesquisas sobre Cultura Popular, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional –IPHAN e Ministério da Cultura – MinC.


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FICHA DO LIVRO


Título: Jongueiros do Tamandaré
Autor: Wilson Rogério Penteado Júnior


Editora: Annablume  

Páginas: 270


Gênero: Antropologia
Raça e Etnia - Religião - Cultura

ISBN:
978-85-391-0126-9


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Abolicionistas Brasileiros e Ingleses


  A coligação entre Joaquim Nabuco e a British and Foreign Anti-Slavery Society (1880-1902).

  O mérito deste livro é ter feito um estudo minucioso em fontes históricas poucas vezes ou nunca examinadas, como a correspondência entre Joaquim Nabuco e a British Anti- Slavery Society, além do jornal Rio News, fonte importantíssima e pouco usada pelos historiadores brasileiros, e mostra como Joaquim Nabuco e a Sociedade Antiescravista Britânica e Estrangeira promoveram-se mutuamente. O autor nota que Nabuco aparece com menor freqüência no Rio News após 1884, quando a campanha abolicionista ganhou as ruas e o líder abolicionista passou para o segundo plano no movimento emancipacionista. Nabuco é um personagem dos mais importantes na história do Brasil, foi o primeiro representante da elite imperial a eitear a abolição; em 1880, presidiu a primeira sociedade abolicionista brasileira, e com uma altivez rara na classe política, para fazer frente ao boicote dos seus pares, abriu mão de uma cadeira na Câmara e impôs a si mesmo o exílio na Inglaterra, onde escreveu O abolicionista, livro emblemático do movimento. Sua carreira não se limitou à liderança abolicionista, pois foi escritor e autor do clássico Um estadista do Império e se tornou embaixador de sucesso na Inglaterra e nos Estados Unidos.

FICHA DO LIVRO


Editora: Unesp
Páginas:448
Edição: 1ª
Ano: 2009
Peso: 642 g

Gênero: História - Raça e Etnia

ISBN: 9788571398931


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A Abolição




Esta 8ª edição, revista e ampliada, do livro A Abolição, da professora Emilia Viotti da Costa, aborda o processo de lutra pela abolição da escravidão no Brasil e desmistifica a imagem da abolição como doação da princesa Isabel em 1888 e não como exigência de um sistema de produção. A autorea relata os diversos momentos, personagens e aspextos do processo abolicionista que libertou os brancos do fardo da escravidão e abandonou os negros à sua própria sorte.


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FICHA DO LIVRO

Título: A Abolição

Editora: Unesp
Páginas: 144
Edição: 8ª
Ano: 2008
Peso: 189 g

Gênero: História - Raça e Etnia

ISBN: 9788571398320


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O Negro e o Socialismo



Desde nossa colonização até os dias atuais, a questão racial e a questão nacional têm relação direta com a discriminação – velada ou explícita – sofrida pelos negros em diversos âmbitos. Nas palavras de Octavio Ianni, trata-se de uma questão que “sempre foi, tem sido e continuará a ser um dilema fundamental da formação, conformação e transformação da sociedade brasileira”. Neste volume da coleção Socialismo em Discussão é abordada a relação nem sempre tranqüila entre as esquerdas e a questão racial, e como isso afeta os partidos e o movimento negro.

FICHA DO LIVRO


Editora: Perseu Abramo
Páginas: 84
Edição: 1ª
Ano: 2005
Peso: 100 g

Gênero:
Raça e Etnia - Ciências Sociais

ISBN: 8576430118
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O Escravismo Colonial


O estudo de uma formação social deve começar pelo estudo do modo de produção que lhe serve de base material. As formações sociais podem conter um único modo, o que lhes atribuirá homogeneidade estrutural. Podem conter, no entanto, vários modos, dos quais o dominante determinará o caráter geral da formação social. Comumente, os próprios modos de produção não são puros, mas encerram categorias insuficientemente desenvolvidas ou decadentes, que representam embriões ou sobrevivências de modos de produção diferentes.

O objeto desta obra é o modo de produção escravista colonial. Somente o fundamento da formação social escravista, e não toda ela. Uma vez que o autor tem consciência da distinção entre modo de produção e formação social, seria descabido imputar-lhe a deformação economicista na abordagem de um objeto do domínio da economia política. O que se deu foi, aliás, algo bem diverso, conforme constatarão o leitor: a abordagem do modo de produção sob o tríplice enfoque da economia política, da ciência histórica e da sociologia, que resultou num profundo estudo subordinado ao conhecido rigor metodológico de Jacob Gorender, marxista que participou ativamente, no Brasil, das lutas sociais e políticas do século XX.

Escrito nos primeiros anos de 1970, “O Escravismo Colonial”. marcou a historiografia e ressurge, três décadas depois, pela Editora Fundação Perseu Abramo. Traz valoroso prefácio de Mário Maestri, homenageia a trajetória do autor, contextualiza o cenário político central da obra e nos coloca diante de um tema sempre atual, o debate sobre a construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

FICHA DO LIVRO


Editora: Perseu Abramo
Páginas: 632
Edição: 5ª
Ano: 2011
Peso: 900 g

Gênero: História -
Raça e Etnia

ISBN: 9788576430827
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História da Escravidão


 Em A história da escravidão, o autor francês Olivier Pétré-Grenouilleau analisa não só a organização produtiva desse sistema, mas as raízes deixadas pela escravidão na maneira da humanidade conceber e interagir com o mundo.

A obra busca responder a três questões que podem parecer simples, mas delineiam uma investigação sobre a história da humanidade a partir das marcas deixadas por tal sistema: o que é realmente escravidão? Por que "apareceu" e como evoluiu? Como, afinal, conseguimos aboli-la por toda parte, ao menos oficialmente, embora muitas vezes ela ainda resista de forma clandestina? Com um texto acessível e didático, o autor resgata as origens da escravidão e seus desdobramentos ao longo da história para mostrar o desafio colocado nos dias atuais por alguns de seus legados, como o racismo e as segregações.

FICHA DO LIVRO


Editora: Boitempo
Ano: 2009
Páginas: 152
Peso: 210 g.


ISBN: 978-85-7559-152-9
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Vovó Nagô e Papai Branco



  Usos e abusos da África no Brasil.
 Neste livro desmistificador, polêmico e iconoclasta, a autora mostra que a configuração das religiões afro-brasileiras se dá no confronto das posições ideológicas dos vários atores sociais: senhores, escravos, políticos, policiais, poderosos homens de negócio, padres, pais e mães-de-santo, psiquiatras etc.

Obs: Livro da primeira edição, de 1988. Apresenta sinais de envelhecimento.



FICHA DO LIVRO


Editora: Paz e Terra
Páginas: 262
Ano: 1988
Peso: 300 g



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A Revolta da Chibata

Autor: Edmar Morel.

 Edição Comemorativa.
 Retrato objetivo da revolta da Marinha de Guerra em 1910, liderada pelo marinheiro João Cândido, para acabar com os castigos corporais. Corajoso registro de fatos que a história oficial tentou deixar esquecidos: os tenebrosos massacres na Ilha das Cobras, onde os revoltosos já anistiados foram levados a uma masmorra subterrânea cheia de cal; os fuzilamentos e as torturas de toda ordem; a desumana escravidão de centenas de marinheiros e trabalhadores levados para a selva amazônica; os desmentidos do governo; a longa prisão e os últimos dias de João Cândido.

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FICHA DO LIVRO

AutorEdmar Morel

Editora: Paz e Terra
Páginas: 384
Ano: 2009

Edição: 5ª 
Peso: 560 g



ISBN: 9788577530960
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Racismo no Brasil




 Percepções da discriminação e do preconceito racial no século XXI.

  Traz uma síntese da pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo sobre discriminação racial e preconceito de cor no Brasil. A partir desses dados, diversos estudiosos analisam como a discriminação e o preconceito aparecem em questões como as relações de gênero, trabalho, lazer, religião, educação, justiça, violência, políticas afirmativas, saúde, identidade racial, racismo institucional e cultura política.




FICHA DO LIVRO


Editora: Perseu Abramo
Páginas: 176
Ano: 2005
Peso: 310 g



ISBN: 8576430169
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"Raça" - Debate Públco no Brasil

Autor: Monica Grin.
 

 “Raça” e Debate Público no Brasil Raça e Debate Público no Brasil mostra como no Brasil os apelos da promoção racial e do multiculturalismo operam contemporaneamente na retórica política, na retórica ideológica e nas instituições. A ubiguidade da “raça” no contexto político-institucional brasileiro é a mais cabal evidência de que vivemos um processo da racialização através do qual seus militantes e simpatizantes se autoproclamam os únicos protagonistas da luta antirracista no Brasil. Intelectuais, governo, ONGs e movimentos sociais contribuem para tornar ainda mais polêmico e politizado o fenômeno da racialização, promovendo rodadas de debates e embates, lançando manifestos, como há muito não se via no cenário público brasileiro. O Brasil finalmente parece se alinhar aos países que celebram o multiculturalismo, o reconhecimento da diferença, a reparação histórica e o orgulho racial. Há que se perguntar o quanto do Brasil desenhado pelo habitus da mistura, da miscigenação, irá se retrair diante da rigidez dos purismos “raciais” e identitários.


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FICHA DO LIVRO

Editora: Mauad
Páginas: 224



Gênero: Ciências Sociais - Antropologia - História - Raça e Etnia
ISBN:
9788574783413
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História Social do Jazz

Autor: Eric J. Hobsbawm

Prefácio de Luiz Fernando Veríssimo

  Hobsbawm analisa o jazz como criação revolucionária dos negros, uma raça submetida a certas circunstâncias históricas - a escravidão moderna. A música é vista neste contexto como elemento de resistência, o que contribui na sua difusão. Num quadro mais amplo: a industrialização e as transformações no padrão de consumo de pretos e brancos, a relação do jazz com a indústria de discos e espetáculos, a popularização e seus cultores.


FICHA DO LIVRO


Editora: Paz e Terra
Edição: 6ª - 2009
Ano: 2010 - 2º Reimpressão
Páginas: 368
Formato: 14x21cm
Peso: 550 gramas

Gênero: História - Música

ISBN: 9788577530267 



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Quilombo, Favela e Periferia


A Longa Busca da Cidadania.

 
Refletindo sobre a segregação espacial e racial em São Paulo, Lourdes Carril mostra as linhas de continuidade no processo capitalista brasileiro que levaram o negro da condição de escravo à sua atual posição social, econômica e territorial. Este traço contínuo da exclusão explica posturas como a do movimento rap, que se pauta por uma espécie de irmandade urbana como estratégia de identidade e sobrevivência.
Quilombo, favela e periferia é uma análise histórica e geográfica da fragmentação que compõe a metrópole e como ela se manifesta em sua diversidade cultural.




FICHA DO LIVRO


Título: Quilombo, Favela e Periferia
Autor: Lourdes Carril  

Editora: Annablume  
Páginas: 258 
Gênero:Ciências Sociais e Questão Urbana  

ISBN: 85-7419-661-4


Sumário sintetizado

Capítulo 1 Quilombo, território e geografia - uma análise teórico-metodológica
Interpretações do quilombo no Brasil
Debates teóricos sobre as formas de resistência do negro
Estudos sobre quilombos no Brasil contemporâneo
Formação territorial, metropolização e segregação espacial e racial
Quilombo, território e geografia

Capítulo 2 O negro em São Paulo: da senzala à periferia
O escravo em São Paulo
A cidade de São Paulo, territórios e desigualdades em fins do século XIX
A horizontalização da cidade de São Paulo e o padrão periférico
Segregação socioespacial e racial: periferia ou gueto?

Capítulo 3 A hiperperiferia de Capão Redondo: um caso de segregação socioespacial e racial
A zona sul e o Capão Redondo
A história de colônia alemã de Santo Amaro
Capão Redondo: periferia e bairro dormitório
A hiperperiferia de Capão Redondo

Capítulo 4 Usos do território e usos da cultura
A volência urbana e o retorno das classes perigosas
A cor e a violência
Hip-hop do global ao local
O quilombo urbano e as representações sociais

Capítulo 5 Territorialidades quilombolas: quilombo, favela e periferia
Estado, sociedade e território no Brasil
Quilombos e formação territorial brasileira
Territorialidades quilombolas: quilombo, favela e periferia
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Entre campos: nações, culturas e o fascínio da raça

Autor: Paul Gilroy.

Por que ainda dividimos a humanidade em diferentes grupos de identidade com base na cor da pele? Por que tudo que se alcançou de bom com o Movimento dos Direitos Civis e a descolonização do Terceiro Mundo tem hoje um efeito tão pequeno?

Neste livro provocativo, Paul Gilroy mostra que o pensamento de raça distorceu as melhores promessas da democracia moderna. Ele nos leva a perceber que o fascismo foi a principal inovação do século XX – e que o seu poder de sedução não morreu num bunker em Berlim. Será que não estamos a apelar para os mesmos recursos empregados pelos nazistas em seus filmes e sua publicidade quando montamos um espetáculo em torno de nossas identidades e diferenças?

Gilroy examina os modos como a mídia e a cultura de mercado tornaram-se preeminentes em nossas vidas desde os anos 1960 e em especial nos anos 1980, época da emergência do hip-hop e outras militâncias. Ele nos mostra que com essa tendência uma grande parte do que havia de valioso na cultura negra tem sido sacrificada a serviço dos interesses empresariais e de novas formas de expressão cultural ligadas às tecnologias visuais. Para ele, o triunfo da imagem leva à morte da política e reduz as pessoas a meros símbolos.

Em seu âmago, Entre campos é um projeto utópico que conclama à renúncia da raça. Gilroy assume a defesa de um novo humanismo, global e cosmopolita, oferecendo uma nova linguagem política e visão moral para aquilo que se chamou de ‘anti-racismo’.


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FICHA DO LIVRO

Título: Entre campos: nações, culturas e o fascínio da raça
Autor: Paul Gilroy

Editora: Annablume
Páginas: 416
Formato: 16 X 23 cm
Ano: 2007

Gênero: Antropologia

ISBN: 978-85-7419-736-4

Mais informações:

Sumário sintetizado

Capítulo 1 Observância Racial, Nacionalismo e Humanismo
A Crise da “Raça” e da Raciologia
Modernidade e Infra-humanidade
Identidade, Pertencimento e a Crítica da Similitude Pura

Capítulo 2 Fascismo, Corporificação e Conservadorismo Revolucionário
Hitler Vestia Cáqui: Ícones, Propaganda e Política Estética
“Depois que o Amor se foi”: Biopolítica e o Declínio da Esfera Pública Negra
As Tiranias do Unanimismo

Capítulo 3 O Negro para o Futuro
“Tudo sobre as Benjamins”: Negritude Multicultural/Empresarial, Comercial e Oposicionista
“Raça”, Cosmopolitismo e Catástrofe
“A Terceira Pedra do Sol”: Humanismo Planetário e Universalismo Estratégico
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A formação do mercado de trabalho no Brasil

Autor: Alexandre de Freitas Barbosa.

O Brasil do século XXI continua sendo o país do contraste entre o moderno e o atrasado, causado pela péssima distribuição de renda e pela elevada pobreza. Este livro, do economista Alexandre de Freitas Barbosa, é uma contribuição importante para se entender o processo de formação do mercado de trabalho brasileiro. Ao abarcar um período histórico que vai da escravidão aos nossos dias, o pesquisador fornece uma visão profunda sobre o tema, explicando e analisando os problemas inerentes ao processo de consolidação do trabalho assalariado no Brasil.

O autor procura solucionar como a formação do mercado de trabalho no Brasil mostrou-se especialmente difícil, contando com a reciclagem de formas pré-capitalistas, e estando permeada por diversidades regionais e por um papel ativo do Estado em todas as suas etapas. O estudo não comete simplificações muitas vezes encontradas no pensamento econômico, que reduzem a importância da trajetória econômica e social pregressa sobre o processo atual de desenvolvimento do país.

Desta forma, o livro apresenta uma reflexão complexa sobre a dimensão econômica do processo de formação do mercado nacional de trabalho inscrita como parte integrante das ciências sociais. O ensaio, assim, não se deixa aprisionar pela perspectiva encontrada na análise econômica vulgar, buscando em autores como Caio Prado Jr, Sérgio Buarque de Holanda, Celso Furtado e Florestan Fernandes as pistas conceituais para se desvendar a realidade do mundo do trabalho no Brasil.


FICHA DO LIVRO

Editora: Alameda
Páginas: 360
Gênero: História - Economia

ISBN: 978-85-98325-70-5

Sobre o autor: Alexandre de Freitas Barbosa é mestre em História Econômica pela USP e doutor em Economia Social e do Trabalho pela UNICAMP. Foi assessor da Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo (2003/2004) e professor da Universidade Mackenzie, tendo atuado também como consultor da Prospectiva Consultoria Internacional e pesquisador do Instituto Observatório Social. Atualmente é pesquisador do CEBRAP.
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Luiz Gama – o libertador de escravos e sua mãe libertária, Luíza Mahin

Autor: Mouzar Benedito.

Pouco se conhece da história de importantes escravos que lutaram ativamente pela libertação de todos, como é o caso da culta e combativa escrava Luíza Mahin, que participou da revolta dos malês (1835) e da Sabinada (1837), e do seu filho, Luiz Gama, o abolicionista que, já no século 19, lavraria um dos mais ousados e libertários pareceres da nossa História: “O escravo que mata o senhor, seja em que circunstância for, mata sempre em legítima defesa”.

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FICHA DO LIVRO




Páginas: 80

Gênero: Biografia

ISBN
: 85-7743-004-9
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Cidades Negras

Autores: Juliana Barreto Farias, Flávio dos Santos Gomes, Carlos Eugênio Líbano Soares e Carlos Eduardo Moreira de Araújo.

Africanos, crioulos e espaços urbanos no Brasil escravista do século XIX.

Ao contrário dos cenários típicos das plantations, grandes plantéis, agroexportação e feitores, parte da história da escravidão atlântica foi vivenciada em paisagens urbanas ou semi-urbanas. Milhares de escravos, africanos e crioulos, misturaram-se com marinheiros, negociantes, caixeiros e viajantes e outros setores do mundo do trabalho e da cultura transatlânticos.

O Brasil escravista desenha-se desde o século XVI. A partir de 1570, os engenhos de açúcar começam a dividir espaços entre a mão-de-obra indígena e a africana. Desse período até meados do século XIX, o Brasil receberia entre 38% a 43% de todos os africanos traficados para as Américas. Calcula-se esse total de africanos em aproximadamente dez milhões. Trabalharam aqui fundamentalmente nas zonas rurais, no café, açúcar, algodão, fumo e também na pecuária e na extração de ouro e diamantes. Produziram inúmeras instituições em torno da família, culinária, música e cultura material de um modo geral. Como protesto, também formaram numerosos e populosos quilombos. E nas cidades criaram irmandades.


FICHA DO LIVRO


Editora: Alameda
Páginas: 174

Gênero: História

ISBN: 85-98325-34-1

Sobre os autores: Juliana Barreto Farias é editora-assistente da revista Nossa História e mestre em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Flávio dos Santos Gomes é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Carlos Eugênio Líbano Soares é professor da Universidade Federal da Bahia. Carlos Eduardo Moreira de Araújo é mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorando em História Social do Trabalho pela Universidade Estadual de Campinas.
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Feios, sujos e malvados sob medida

Autor: Luis Ferla.

A utopia médica do biodeterminismo.

O determinismo biológico presente na medicina e na criminologia da primeira metade do século XX não é um acontecimento isolado no tempo. Em Feios, sujos e malvados sob medida a densidade histórica do biodeterminismo é investigada com rigor, analisando os problemas sociais dos indivíduos considerados “feios, sujos e malvados”. Dessa maneira, o historiador Luis Ferla realiza uma refinada análise sobre a patologização dos comportamentos anti-sociais, ou “desviados”, e sobre as articulações entre ciência e “defesa social”.

A rebeldia, o silêncio, as resistências jurídicas e a resignação podem ser armas poderosas contra a transformação do corpo humano em puro objeto de desvendamento científico, como afirmavam as teorias racistas da virada do século XX. Assim, o competente historiador compreende que a história do biodeterminismo é mais complexa e menos evidente do que um jogo de contrários.



FICHA DO LIVRO


Autor: Luis Ferla

Páginas: 427

Gênero: História

ISBN:978-85-98325-99-6

Sobre o autor: LUIS FERLA é professor de História Contemporânea na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).


Feios, sujos e malvados sob medida interroga com maestria o mosaico de ações e teorias, de utopias sociais e de ambiguidades característico das diversas intervenções científicas sobre o corpo humano na capital paulista entre 1920 e 1945. Uma história difícil de ser explicada, pois seu desenho caminha do trabalho ao crime e vice-versa, envolvendo os esforços por identificar e tratar desde o homossexual até o doente mental, passando por epiléticos e portadores do que já se nomeou como sendo “loucura moral”. Um trabalho sobre as medidas criadas institucionalmente para regrar o corpo e a alma cuja leitura é essencial para pesquisadores de diversas áreas do conhecimento.
O livro representa uma importante contribuição à história social e cultural da São Paulo do entre-guerras, mas também à história da ciência e da medicina. Luis Ferla responde com maestria ao desafio colocado, e o resultado é uma obra instigante e consistente.
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