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Encarceramento em massa e criminalização da pobreza no Espírito Santo



 Encarceramento em massa e criminalização da pobreza no Espírito Santo, livro de Humberto Ribeiro Jr., mostra a falência da política penitenciária brasileira, focando-a no Estado do Espírito Santo. Local de certa riqueza, por conta da exploração extrativista do petróleo, poucos poderiam imaginar o verdadeiro caos penitenciário desse Estado do Sudeste.

Como presidente do CNPCP — Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária — conheci pessoalmente muitas penitenciárias problemáticas. Urso Branco (Rondônia), Aníbal Bruno (Recife), Presídio Central de Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Penitenciária de Pedrinhas (Maranhão) e tantas outras, atormentam os defensores de direitos humanos e as autoridades penitenciárias. Mas nada disso se avizinha ao que acontece(u) no Espírito Santo.

Penitenciárias privadas com estrutura física irrepreensível conviviam com verdadeiras masmorras medievais. O complexo penitenciário de Viana tinha duas penitenciárias privatizadas para 277 presos cada (com 277 internos), convivendo com uma enxovia, chamada de CASCUVI (Casa de Custódia de Viana), que era de fazer inveja a Auschwitz-Birkenau, um dos piores campos de concentração nazista. O calabouço, com mais de 1.200 presos, não tinha luz (salvo a das muralhas) e só tinha fornecimento de água por uma hora por dia. Pessoas com doenças de pele grassavam naquele aljube. Corpos tomados por escabiose, sofrimentos evitáveis com alguns bons banhos, eram encontradiços naquele cárcere fétido e escuro. Pessoas morriam às escâncaras enquanto as penitenciárias privadas não tinham quaisquer excessos de presos, em face das vagas oferecidas, para que não houvesse denúncia dos contratos firmados entre governo e empresas.

O choque causado pelos contrastes descritos, potencializados por centenas de pessoas que viviam em containeres — SIM, CONTAINERES! —  fizeram do Espírito Santo um paradigma contrastante da pós-modernidade e pré-modernidade. Não por outra razão, profissionais calejados com as vicissitudes carcerárias do país, chocaram-se com o quadro relatado à Nação.

Humberto Ribeiro Jr., descreve este quadro com percuciência e firmeza. Dá o adequado enquadramento teórico do fenômeno, mostrando tratar-se de uma prisão da miséria, locais diferentes para recolhimento dos mesmos de sempre.

O paradoxo da pós-modernidade se traduz por uma equação temporal. Enquanto as pessoas livres estão constantemente ocupadas e sem tempo para suas atividades pessoais, vivendo num presente perpétuo, isolados do passado e também do futuro, condenam-se alguns à perda da liberdade, ilhando-os num mundo oposto: redundante e inútil. Estas pessoas são esfaceladas e diluídas num mundo em que nada acontece. Elas não mais controlam o tempo — bem como não são controladas por ele, como os ancestrais do mundo fabril, governadas que eram pelo relógio. Elas só podem matar o tempo, enquanto, ao poucos, o tempo as mata.

Faz muito tempo que o Brasil resolveu substituir o estado de bem-estar por um estado penal. Fez isso como experiência e, não obstante o fracasso dessa política, continuou a fazer o mesmo. O fracasso chegou a ser retumbante. Para a retumbância reiterada, Einstein dá o nome de Insanidade.

O grande mérito deste livro é exatamente o de desnudar, no local em que a contradição mais se aguçou, o horripilante quadro carcerário do próprio Brasil. E mostrar a total insanidade dessa política repressiva.

Sérgio Salomão Shecaira
Professor da USP e Ex-presidente do CNPCP


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FICHA DO LIVRO


Editora
: Cousa
Páginas
: 96
Ano:
2012
Edição:


Gênero
: Direito
 
ISBN
:
978-85-63746-18-4



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Direito, ética e biossegurança


 
 O objetivo deste livro é analisar a obrigação do Estado em face do direito ao genoma humano, consdierando as novas e distintas formas de manipulação genética humana, com destaque para as técnicas de alteração do código genético humano e de clonagem humana (reprodutiva e terapêutica). Pretendemos: buscar na Constituição Federal as normas que fundamentam e delineiam a mencionada obrigação do Estado de proteger o genoma humano; distinguir e compreender as técnicas especificadas, analisando riscos e benefícios de cada uma, e ponderando as implicações éticas delas advindas; contextualizar as técnicas da clonagem humana e da alteração do código genético humano no ordenamento jurídico vigente, analisando as normas constitucionais e infraconstitucionais aplicáveis à matéria; destacar a importância da participação da sociedade civil no processo de tomada de decisões sobre a manipulação do genoma humano, como pressuposto para a própria legitimidade das medidas políticas e legislativas a serem tomadas pelo Estado; refletir sobre a emergência desse novo direito humano - ao genoma humano -- , indagando sobre seu conteúdo, alcance e sua inserção nas gerações de direitos humanos, para, então, refletir sobre o surgimento de uma 4ª geração de direitos humanos, oriunda das revoluções biológica e biomédica.

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FICHA DO LIVRO


Editora: Unesp
Páginas: 228
Edição: 1ª
Ano: 2009
Peso: 279 g

Gênero: Filosofia - Direito

ISBN: 9788571398603


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Direito e Poder


 
 Este livro mostra como Kelsen ocupa um lugar fundamental não só no estudo de direito de Bobbio, mas também em sua teoria política. O filósofo italiano confessa que deve a ele ser um defensor da chamada concepção processual da democracia, vinculada à idéia proposta por Schumpeter de como a competição entre as elites as leva a tomarem o poder por meio de eleições livres. Formulada pelo jurista austro-norte-americano Hans Kelsen, a idéia de Teoria Pura do Direito, que exclui do Direito quaisquer referências estranhas, especialmente aquelas de cunho sociológico e axiológico (os valores), consideradas áreas de estudo da Sociologia e da Filosofia, é discutida neste livro pelo historiador do pensamento político Norberto Bobbio (1909-2004). Considerado o principal representante da chamada Escola Positivista do Direito, Kelsen, foi perseguido pelo nazismo e emigrou para os Estados Unidos, onde viveu até seus últimos dias, exercendo o magistério na Universidade de Berkeley. Recebeu duras críticas tanto de fascistas como de comunistas, mas seu pensamento é hoje base para muitas das instituições jurídicas que sustentam o Estado Democrático de Direito.

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FICHA DO LIVRO

Título: Direito e Poder

Editora: Unesp
Páginas: 304
Edição: 1ª
Ano: 2008
Peso: 378 g

Gênero: Filosofia - Direito

ISBN: 9788571398511


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O socialismo jurídico

 

 Planejado por Friedrich Engels e Karl Kautsky, o artigo “O socialismo jurídico” foi publicado sem assinatura na revista da social-democracia alemã, Neue Zeit, em 1887. O objetivo era dar uma resposta aos ataques à teoria econômica de Karl Marx, assim como elaborar uma crítica ao reformismo jurídico e combater a sua influência no movimento operário.

“À época da escrita deste livro, os reformistas, em combate às idéias revolucionárias de Marx, apontavam para uma transição controlada, objetivando ganhos por meio do aumento de direitos, sem transformar plenamente as contradições da exploração capitalista”, afirma na orelha do livro o professor da Faculdade de Direito da USP, Alysson Leandro Mascaro, para quem O socialismo jurídico é uma das obras clássicas do marxismo sobre a relação entre o direito e o capitalismo.

“Engels e Kautsky dedicam esta obra justamente a combater o socialismo dos juristas – ou o socialismo por meio do direito. O direito é, irremediavelmente, uma forma do capitalismo. Assim sendo, é a revolução – e não a reforma por meio de instituições jurídicas – a única opção realmente transformadora das condições das classes trabalhadoras”, conclui Mascaro.

O texto é também uma crítica ao livro O direito ao produto integral do trabalho historicamente exposto, do sociólogo e jurista burguês austríaco Anton Menger, publicado em 1886, e que vinha obtendo grande repercussão. Em tal obra, Menger tentou provar que a teoria econômica de Marx fora plagiada dos socialistas utópicos ingleses da escola ricardiana, especialmente William Thompson. Essas afirmações, bem como a falsificação da essência da teoria marxiana efetuada por Menger, não poderiam passar despercebidas a Engels, que decidiu interceder.

Além do artigo que dá título ao livro, este volume agora publicado pela Boitempo – traduzido do alemão por Lívia Cotrim e Márcio Bilharinho Naves, filósofo do direito brasileiro e autor do livro Marxismo e direito: um estudo sobre Pachukanis (Boitempo) – traz ainda duas cartas de Engels a Laura Lafargue (filha de Marx) escritas em Londres, em 1886, que também tratam do tema.


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FICHA DO LIVRO


Editora: Boitempo
Ano
: 2012
Páginas: 80


ISBN: 978-85-7559-210-6



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Hegel, Marx e a tradição liberal

Autor: Domenico Losurdo.
 
  Liberdade, igualdade e Estado.



     Losurdo sugere uma leitura revolucionária de tópicos da filosofia política e da história da filosofia política. Para ele, o pensamento político de Hegel e, em particular, sua filosofia do direito preconizam e se entrelaçam com a filosofia marxista de maneira geralmente descurada pelos comentadores. Esta perspectiva de análise lança novas luzes para a intelecção dos ideários marxista e hegeliano.




FICHA DO LIVRO


Editora: Unesp
Páginas:  246
Edição: 1ª
Ano: 1998
Peso: 315 g

GêneroFilosofia - Direito - Política

ISBN: 8571391904


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Espectro



 Da direita a esquerda no mundo das idéias.

 Espectro é um exercício raro de historiografia das ideias contemporâneas. Este novo livro do prestigiado britânico Perry Anderson traz ensaios, entre inéditos e originalmente publicados nos veículos London Review of Books, Dissent, New Left Review e The Nation. O autor de Considerações sobre o marxismo ocidental busca em Espectro as bases históricas, filosóficas, sociológicas e econômicas da política redefinidas pelo fim da Guerra Fria, explorando as diferentes tendências e posições de pensadores e escritores do cenário global. Em uma tomada panorâmica, que se desloca da direita à esquerda no mundo das ideias, o autor define o espectro ao qual o título alude.

O trabalho comparativo de Anderson parte da premissa de que ideias raramente são valores absolutos: seu valor é sempre relativo às outras noções que estão em jogo no campo, e é apenas o conhecimento destas que proporciona uma medida de comparação. Para ele, a política não é uma atividade fechada em si, e o que conta como um conjunto de ideias relativas aos conflitos políticos de dado momento varia de acordo com a época e a região. Hoje esse conjunto se estende muito além do alcance da ciência política, em sua concepção tradicional, o que torna a exploração do campo como um todo muito mais complexa. Filosofia, economia, história, sociologia, psicologia, para não falar das ciências naturais e biológicas, e das artes, todas se cruzam em diferentes pontos no terreno da política, em sua definição clássica.

Diante do desafio, a segunda premissa do autor é a de que ideias de qualquer grau de complexidade são mais bem estudadas por meio do trabalho detalhado dos autores que as produzem, como textos inseparáveis de contextos históricos, mas que não podem ser reduzidos a estes. Sistematicamente, o volume trata de pensadores que vão desde a extrema direita até a esquerda radical, passando pelo centro moderado.

O historiador avalia as teorias de grandes mentes do Direito do século XX, incluindo Carl Schmitt, Leo Strauss, Michael Oakeshott e Friedrich von Hayek; dois escritores de levas subsequentes, Ferdinand Mount e Timothy Garton Ash; filósofos liberais mais ao centro, como John Rawls, Jürgen Habermas e Norberto Bobbio, e figuras importantes na cultura da esquerda: os historiadores Edward Thompson, Robert Brenner e Eric Hobsbawm, o classicista Sebastiano Timpanaro, o sociólogo Göran Therborn e o romancista Gabriel García Márquez.

Anderson destaca a diversidade e diferença de assuntos e disciplinas abordados desde a Guerra Fria: a direita se concentrou mais no legado dos clássicos do pensamento político, de Platão a Nietzsche, e nas tarefas imediatas de administrar o mundo; o centro investiu nas construções filosóficas normativas; já as investigações econômicas, sociais e culturais – do passado e do presente – dominam a produção da esquerda. Encontram-se entre os tópicos deste livro teorias sobre o direito, o Estado, a economia, a família, as relações internacionais, as lições da Antiguidade e do século XX, a memória e a mortalidade. “Claramente, cada uma delas seria mais bem tratada por um especialista no assunto. Mas algo ainda pode ser dito a seu respeito, por mais parcial que seja, quando elas ingressam no inventário geral da cultura política como recursos para determinada corrente de opinião”, afirma o autor no prefácio.
FICHA DO LIVRO

Título: Espectro
Autor
: Perry Anderson


Editora: Boitempo
Ano
: 2012
Páginas: 441


ISBN: 978-85-7559-143-7


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Aquicultura, meio ambiente e legislação



 O compartilhamento de recursos naturais pelas atividades humanas é um processo inevitável que tende a levar à sua degradação. Dentre estes recursos, a água é dos mais fundamentais à sobrevivência do homem e à manutenção dos ecossistemas naturais.

O presente livro de Glaucio Gonçalves Tiago apresenta ao leitor, através de uma ótica interdisciplinar, as relações existentes entre os indicadores de impacto ambiental mais eficientemente desenvolvidos pela ciência até o momento, para uma atividade que utiliza intensivamente o recurso água, a aquicultura, e o modo pelo qual este conhecimento alimenta duas distintas abordagens teóricas do Direito que constroem as normas jurídicas brasileiras. Analisa, de forma intensiva e ponderada, qual dessas perspectivas é capaz de oferecer uma melhor solução para uma atividade pluridimensional como a aquicultura, objetivando sua sustentabilidade. O livro oferece, também, um anexo de grande utilidade aos interessados no assunto e uma coletânea das principais normas brasileiras voltadas à aquicultura..
FICHA DO LIVRO

Título: Aquicultura, meio ambiente e legislação
Autor: Gláucio Gonçalves Tiago

Editora
: Annablume
Páginas
: 276
Ano: 2004

GêneroMeio Ambiente - Direito

ISBN: 978-85-391-0070-5



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A Justiça perto do povo

Autora Jacqueline Sinhoretto.


 Reforma e gestão de conflitos.



 O trabalho que aqui se publica, constitui-se em inspirado mergulho nessa teia de relações conflituosas, notadamente por ser fruto de uma abordagem sociológica marcada pela construção etnográfica de seu objeto. Esta metodologia, que implica a observação e a descrição das práticas e discursos dos agentes observados, pelas características acima referidas pertencentes a esse campo, é a única capaz de iluminar sua opacidade e de explicitar essas oposições, criando um contexto interpretativo capaz de fornecer elementos para uma compreensão mais ampliada das representações e dos significados que estão envolvidos nessa teia de significados que é a vida – e a conflitualidade – social.


Por essas escolhas, portanto, esse texto constitui relevante contribuição para a apreensão das questões que instigam nossa cultura contemporânea, em especial em nossas metrópoles, onde a violência e seu tratamento institucional têm recebido cada vez mais atenção, inclusive midiática. Seguir seu desenvolvimento é avançar na tradição do pensamento sociológico, destinado a desdobrar infinitamente as problemáticas, fornecendo não necessariamente soluções, mas perguntas, alternativas e caminhos àqueles que pretendem compreender ou, mesmo, interferir nos desafios práticos que os processos sociais impõem aos formuladores e gestores de políticas públicas.(Roberto Kant de Lima)

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FICHA DO LIVRO


TítuloA Justiça perto do povo
AutoraJacqueline Sinhoretto. 

Editora : Alameda Editorial
Páginas : 438
Ano: 2011
Edição: 1ª
Peso: 720g

Gênero
: Política - Direito - Ciências Sociais
 
 
ISBN
9788579390760

Sobre a autora Jacqueline Sinhoretto é socióloga, professora do Departamento de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos. Fez graduação em Ciências Sociais, mestrado e doutorado em Sociologia na Universidade de São Paulo.



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Crítica da filosofia do direito de Hegel

Autor: Karl Marx.

 Publicado originalmente em 1843, a Crítica da filosofia do direito de Hegel é um divisor de águas na obra marxiana: marca a transição da chamada fase "juvenil" para a fase adulta e a consolidação dos pressupostos que irão orientar a produção do seu pensamento até sua maturidade. Ao investigar Hegel, Marx associaria definitivamente a compreensão das relações jurídicas na sociedade com as suas condições materiais; o pensar em função do ser e a alienação do povo; o "Estado real" em relação ao Estado moderno que o segrega e o burocratiza na qualidade de "sociedade civil".

O autor também repensa o papel da teoria crítica, estabelecendo que esta não se completa apenas no campo teórico das filosofias da religião e da ciência, mas tem um indispensável campo prático na política. Se por um lado visava superar os fundamentos estabelecidos por Hegel para o Estado alemão, por outro visava, através da associação entre a reflexão e a prática, ir além do trabalho teórico de crítica da religião de Feuerbach, uma forte influência neste trabalho.

Marx provoca um salto sobre os debates da época em torno da obra de Hegel, para uma visão mais ampla dos fundamentos do direito na Alemanha, seu anacronismo que não permite concessões, suas relações com as classes sociais e com o estágio de desenvolvimento nacional. Uma defesa radical da verdadeira democracia, da máxima generalização do Estado, com a participação de cada cidadão para superar a divisão entre política e sociedade.
FICHA DO LIVRO

Título: Crítica da filosofia do direito de Hegel
Autor: Karl Marx 


Editora: Boitempo
Ano
: 2005
Páginas: 176

Gênero: Filosofia - Direito - Marxismo

ISBN: 85-7559-064-2



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Administração Pública


 Coletânia

 Este livro trata da gestão pública, tema de uma literatura que cresce com rapidez internacional em escopo e multifacetada em conteúdo. O senso comum em relação a ela é relativamente objetivo. Bons gestores públicos, quaisquer que sejam seus cargos ou responsabilidades, são homens e mulheres com temperamento e habilidades necessárias para organizar, motivar e orientar as ações de outras pessoas, façam elas parte ou não do governo, em direção à criação e consecução de objetivos que justifiquem o uso da autoridade pública. Poucas leis e políticas públicas são autorrealizáveis, e, em sua formulação, todos devem se beneficiar da visão e da experiência gerencial.
FICHA DO LIVRO


Editora: Unesp
Páginas:649
Edição: 1ª
Ano: 2011
Peso: 882 g

Gênero: Administração - Direito

ISBN: 9788539300433


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Afogados em Lei

Autor: John French.

 A CLT e a cultura política dos trabalhadores brasileiros.


 Um profundo estudo sobre a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e sua surpreendente durabilidade legislativa num país marcado pela instabilidade política e econômica. Analisa também como os trabalhadores e o movimento operário organizado lidaram com promessas de direitos e como delas se apropriaram para conferir-lhes efetividade.
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FICHA DO LIVRO

TítuloAfogados em Lei
Autor: John French

Editora: Perseu Abramo
Páginas: 128
Ano: 2002
Peso: 240 g




ISBN: 858469548
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Dialética e Direito


 Linguagem, sentido e realidade. 

 A estrutura do livro teve como fundamento os princípios e as diretrizes que nortearam o autor no desenvolvimento da ideia de unificar, em grandes linhas, a metodologia dialético-realista com as dimensões semiótica e hermenêutica no que respeita à criação, à interpretação e à aplicação do direito, visando à sua melhor compreensão no âmbito de uma sociedade extremamente desigual e conflitiva como a nossa. 

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FICHA DO LIVRO

Título: Dialética e Direito
Autor:
Alaôr Caffé Alves


Editora: Manole
Páginas: 544

Ano: 2010
Formato: 15,5 x 22,5 cm


Gênero: Direito  - Filosofia

ISBN: 9788520427446
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Uma Hermenêutica para o Programa Constitucional do Trabalho Rural

 
  Enxergar o Direito através da política, e a política através do Direito. Revelada no cotidiano da luta social, esta relação é o que dá sentido à práxis jurídica e a este livro. De fato, este é o sentido que os movimentos sociais vêm ensinando aos que atuam na esfera do direito.

O ponto de partida é a realidade social. Busca-se verificar como a questão agrária foi incorporada à Constituição de 1988, para então traçar como a Constituição determina que o Estado e a sociedade devam atuar para erradicar a pobreza, a marginalidade e as desigualdades sociais. Trata-se de utilizar taticamente a Constituição na construção de uma estratégia histórica que a transcenda.
(...)

Assim, o livro apresenta uma análise integrada da teoria da Constituição com o método hermenêutico adequado a uma práxis jurídico-transformadora. A intenção é trabalhar sob a perspectiva de um Direito Agrário constitucional.


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FICHA DO LIVRO

Título: Uma Hermenêutica para o Programa Constitucional do Trabalho Rural
Autor: Antônio Escrivão Filho


Editora: Expressão Popular
Páginas: 192
Peso: 315 g.


Gênero: Direito - Questão Agrária


ISBN: 9978-85-7743-181-6
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Lançamento: Cadernos de Pesquisa Marxista do Direito

Autor: Vários autores

 
O primeiro número dos Cadernos de Pesquisa Marxista do Direito traz uma longa entrevista com o Prof. Alaôr Caffé Alves,refletindo sobre diversos temas de interesse para a crítica jurídica, no momento em que acaba de lançar um novo livro, “Dialética e Direito”, resenhado ao final da revista por Josué Mastrodi Neto. A revista conta, ainda, com colaborações dos professores Ricardo Antunes e Eduardo C. B. Bittar, no dossiê “Direito e Crise”, e artigos de jovens pesquisadores críticos do direito, como Giselle
Sakamoto Souza Vianna, Éder Ferreira e Vitor Bartoletti Sartori. Na seção “Clássico”, apresenta um excerto dos “Grundrisse” em que Marx trata do Direito, em tradução de José Carlos Bruni. Fechando a edição, 8 tiras da série “Quadrinhos dos anos 10”
de André Dahmer. Editores: Celso Naoto Kashiura Jr., Oswaldo Akamine Jr., Tarso de Melo e Vinícius Casalino.

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FICHA DO LIVRO


Título: Cadernos de Pesquisa Marxista do Direito
Autores: Vários autores

Editora: Outras Expressões
Páginas: 224

Peso: 318 g.

Gênero: Marxismo - Direito

ISBN:
977-97-7223-672-6
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O Reino e a Glória

   
 Com O reino e a glória, a investigação sobre a genealogia do poder iniciada pelo filósofo italiano Giorgio Agamben há treze anos com a obra Homo sacer chega a uma encruzilhada decisiva. Em seus novos estudos, Agamben desvenda qual é a relação que liga tão intimamente o poder à glória e a todo o aparato cerimonial e litúrgico que o acompanha desde o início. Revela que, nos primeiros séculos da história da Igreja, a doutrina da Trindade (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) é introduzida sob a forma de uma “economia” da vida divina, como um problema de gestão e de governo da “casa” celeste e do mundo, aparecendo inesperadamente na origem de muitas categorias fundamentais da política moderna, desde a teoria democrática da divisão dos poderes até a doutrina estratégica dos “efeitos colaterais”, desde a “mão invisível” do liberalismo smithiano até as ideias de ordem e segurança.

As investigações de O reino e a glória remetem a uma ciência dedicada à história dos aspectos cerimoniais do poder e do direito, uma espécie de arqueologia política da liturgia e do protocolo, que poderia ser chamada provisoriamente de “arqueologia da glória”. Tais estudos situam-se no rastro das pesquisas de Michael Foucault sobre a genealogia da governabilidade e alcançam os primeiros séculos da teologia cristã, em que a doutrina trinitária serve como forma mais clara de revelar o funcionamento e a articulação da máquina governamental. Por meio de uma fascinante análise das aclamações litúrgicas e dos símbolos cerimoniais do poder, do trono à coroa, da púrpura ao feixe de varas carregado pelos litores (que se tornou símbolo do fascismo), Agamben constrói uma genealogia inédita que mostra como elementos considerados resíduos do passado continuam constituindo a base do poder ocidental.

É nesse percurso intelectual que o filósofo italiano identifica um importante paralelo entre as aclamações (gestos coletivos de louvor ou desaprovação) e a chamada “opinião pública“, e vai além com a constatação de que a esfera da glória não desaparece nas democracias modernas, mas desloca-se para novos terrenos, como a mídia. “A democracia contemporânea é uma democracia inteiramente fundada na glória, ou seja, na eficácia da aclamação, multiplicada e disseminada pela mídia além do que se possa imaginar (que o termo grego para glória – doxa – seja o mesmo que designa hoje a opinião pública é, desse ponto de vista, mais que mera coincidência).” E, como reforça o autor, é a partir disso que o problema hoje tão debatido da função política da mídia assume novos significados e nova urgência.



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FICHA DO LIVRO

Título: O Reino e a Glória
Autor: Giorgio Agamben

Editora: Boitempo

Ano: 2011
Páginas: 328

Gênero: Filosofia - Direito 
  - Política

ISBN: 978-85-7559-141-3
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O que Resta de Auschwitz

Autor: Giorgi Agamben.

O arquivo e a testemunha

  Como narrar o inenarrável ou testemunhar sobre algo que está além da compreensão humana? O que resta de Auschwitz, de Giorgio Agamben, procura, a partir de uma análise profunda do papel do testemunho como documento histórico e de seus limites enquanto relato pessoal, entender as dimensões da produção escrita dos sobreviventes do Holocausto nazista. Não se trata, portanto, de um livro sobre as circunstâncias materiais relacionadas ao maior campo de concentração de Hitler. O que resta de Auschwitz investiga as dificuldades do testemunho quando este envolve a perda de referenciais básicos num espaço marcado pela total ausência de normas, onde o esforço pela identificação de algo parecido com uma lógica de funcionamento não só se mostrava vão, como também poderia significar a não-sobrevivência.

O relato do escritor Primo Levi, sobrevivente de Auschwitz, é matéria-prima para a análise de Agamben. Levi se coloca como testemunha e condiciona sua sobrevivência à necessidade de contar essa história. Já os chamados “muçulmanos” – prisioneiros que perderam sua condição de homens e foram reduzidos a cadáveres ambulantes – são os únicos que poderiam dar testemunho verdadeiro do terror, se já não estivessem privados da linguagem.

Agamben coloca que o valor do testemunho está essencialmente no que lhe falta, no que não pode ser dito por homens que já não o são. Em suas palavras, “Auschwitz marca o fim e a ruína de qualquer ética da dignidade e da adequação a uma norma. A vida nua, a que o homem foi reduzido”.

A obra, que faz parte da coleção Estado de Sítio e traz apresentação de Jeanne Marie Gagnebin, recupera conceitos presentes nos anteriores Estado de Exceção e Homo Sacer. Trata-se de leitura fundamental, onde Auschwitz é apresentado como o espaço de uma experiência em que se fundem as fronteiras entre o humano e o inumano, a vida e a morte, colocando à prova a reflexão de nosso tempo, que mostra sua insuficiência por deixar aparecer, entre suas ruínas, o perfil incerto de uma nova ética.


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FICHA DO LIVRO

Título: O que Resta de Auschwitz
Autor: Giorgio Agamben

Editora: Boitempo

Ano: 2008
Páginas: 168

Gênero: Filosofia - Direito 
 

ISBN: 978-85-7559-120-8
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