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O retrato de Dorian Gray

Autor: Oscar Wilde


Único romance e obra mais conhecida de Oscar Wilde, O retrato de Dorian Gray acabou por tornar-se também argumento na acusação que levou o escritor à prisão. Publicado na vigência do moralismo vitoriano, o livro e seu autor foram acusados de influenciar negativamente a juventude inglesa e de propor uma vida mundana e desregrada.

Por outro lado, foi o romance – e o escândalo em torno dele – que rendeu eu a Wilde sua enorme notoriedade. O ponto de partida do livro é a relação entre o jovem Dorian e seu retrato, feito pelo pintor Basil. Certo dia, Dorian expressa a vontade de não envelhecer, como seu duplo no quadro. A partir de então, quem envelhece é o retrato. O fato inesperado, no entanto, não torna mais simples a vida do Dorian.


Esta edição tem introdução do escritor Ricardo Lísias. Tradução de João do Rio.

Preço: R$ 17,00.


Acesse: http://pueblolivraria.com.br



FICHA DO LIVRO

TítuloO retrato de Dorian Gray
AutorOscar Wilde

EditoraHedra
Ano: 2006
Páginas: 320

Gênero: Literatura Estrangeira

ISBN: 978-85-7715-011-3

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Origem do drama trágico alemão


 A Origem do drama trágico alemão é a obra mais célebre de Walter Benjamin e uma das mais importantes do século XX. Talvez o leitor brasileiro, acostumado a referir-se a ela como Origem do drama barroco alemão, possa estranhar o título aqui proposto. No entanto, se a renomeação pode causar certo espanto a alguns, bastante surpresa vai provocar nos que voltarem ao título em alemão, Ursprung des deutschen Trauerspiels, publicado pela primeira vez em Berlim em 1928.
A palavra “barroco” nunca dele constou, desde quando encabeçou a tese destinada a tirar do conforto tanto a academia quanto a vanguarda. Desta, destaca-se a
reação de Asja Lacis, dramaturga de importante influên­cia sobre Benjamin (e, por intermédio deste, também sobre Bertolt Brecht). Benjamin a descreve como “uma revolucionária russa de Riga, uma das mulheres mais notáveis que encontrei até hoje”. Lacis relembra nas suas memórias o encontro em Capri no verão de 1924, lugar e momento da virada de Benjamin da filosofia para a literatura e, em parte a ela devida, do pensamento abstrato para o materialista, do qual ele todavia resguardou a tese então em andamento. “Quando me disse que se tratava de uma investigação da tragédia barroca alemã do século XVII, que só muito poucos especialistas conhecem essa literatura, e que tais tragédias nunca são representadas – eu fiz uma careta: Para que ocupar-se de literatura morta? Ele ficou uns momentos calado, e depois disse: Em primeiro lugar, introduzo na ciência, na estética, uma nova terminologia. Quando se fala do drama moderno, usam-se termos como ‘tragédia’ e ‘drama trágico’ de forma indiferenciada, apenas como palavras. Eu mostro a diferença de princípio entre
tragédia e drama trágico. Os dramas do Barroco expressam desespero e desprezo do mundo – são realmente peças tristes e trágicas; já a atitude dos tragediógrafos gregos e dos poetas propriamente trágicos em relação ao mundo e ao destino é a de uma total inflexibilidade. Essa diferença de atitude e de sentimento do mundo é importante. Tem de ser levada em consideração, e implica por fim uma distinção de gêneros – concretamente, da tragédia e do drama trágico. A dramaturgia barroca está, de fato, na origem das peças em que predominam a tristeza e o luto, muito comuns na literatura alemã dos séculos XVIII e XIX. Em segundo lugar, explicou, a sua investigação não era apenas um trabalho acadêmico, mas tinha uma relação muito direta com problemas de grande atualidade na literatura contemporânea.”



FICHA DO LIVRO


Editora: Autêntica
Ano: 2011
Páginas:336
Peso: 460 g



ISBN: 9788575265895



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Kew Gardens/ O status intelectual da mulher/ Um toque feminino na ficção/ Profissões para mulheres

Autora: Virginia Woolf.

 O que é uma mulher? "Eu lhes asseguro, eu sei. Não acredito que vocês saibam. Não acredito que alguém possa saber até que ela tenha se expressado em todas as artes e profissões abertas à habilidade humana", confessa Virginia Woolf, para um auditório de mulheres. O único caminho para resposta é desimpedir a expressão e o desenvolvimento da natureza feminina, com suas características próprias, que ainda não conhecemos. É o que a autora procura nestes textos. O que temos é o sentido profundo da obra de uma grande escritora: um mergulho em si mesma como origem viva de seu próprio estilo, fazendo da literatura um esforço de expressão e realização dessa natureza que, como um jardim, respira cercada pelo mundo dos homens, e o enxerga em outras cores, carregada de todo um universo de sutilezas ainda ignoradas - mas vivas. 


FICHA DO LIVRO


Editora: Paz e Terra
Páginas: 50
Ano: 1996
Edição: 1ª

ISBN: 8521902514



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O Amor Mascarado


Recebido como um íntimo na casa da duquesa de Dino, Balzac quis oferecer-lhe um presente absolutamente único. Com tal intenção, escreveu o presente romance, que intitulou Imprudência e felicidade. Foi na biblioteca dessa família que essa obra original permaneceu por mais de meio século, até chegar às mãos da Renaissance du Livre, que o publicou em 1911 com o título de O amor mascarado ou Imprudência e felicidade. Coerente com sua proposta de resgatar obras importantes, a Bom Texto disponibiliza para o público brasileiro esse romance inédito de Balzac, um dos mais extraordinários e completos escritores de todos os tempos.


FICHA DO LIVRO

Editora: Bom Texto
Páginas: 144
Ano: 2003


ISBN: 85-87723-29-4



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Cinco contos

AutoraKatherine Mansfield.


Nascida em Nova Zelândia, a escritora britânica Katherine Mansfield (1888-1923) foi uma mestra na difícil arte do conto. As narrativas reunidas neste volume são exemplo desta sua capacidade de retratar, em precisas pinceladas, personagens marcantes e concentrar o sentido de uma vida em poucas páginas. Seu talento de miniaturas permite-lhe captar e registrar com nitidez inesquecível o detalhe revelador dos momentos mais triviais da vida.


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FICHA DO LIVRO

TítuloCinco contos

Editora: Paz e Terra
Ano: 1996
Páginas: 94
Edição: 1ª


ISBN: 8521902182

Contos:
- A fuga
- Je ne parle français
- Senhorita Brill
- A vida de mãe Parker
- Tomada de hábito
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Camões: verso e prosa


 Nascido provavelmente em Lisboa em 1524 e falecido em 1580, ano em que Portugal seria subjugado pelo domínio espanhol, Luís Vaz de Camões é o grande representante do renascimento português - o cantor das glórias de seu país, imortalizado no épico Os Lusíadas. Camões ainda versos na "medida velha" (poemas de mote e glosa, de influência medieval) e na "medida nova" (odes, éclogas, elegias e, sobretudo, seus sonetos imitam os de Petrarca, cuja base filosófica é o neoplatonismo). Assim, a mulher é considerada superior (como na tradição medieval), e sua beleza é cultuada, pois esse um caminho para se chegar a atingir a idéia suprema do Bem, da Beleza e Deus. Camões, alterna em sua poesia o amor platônico e o amor sensualizado, chegando a fazê-lo num mesmo poema: "Amor é fogo que sem se ver". Esta antologia reúne alguns dos melhores momentos desse que é o poeta de todos os tempos. Leitura obrigatória a todos os que buscam a essência do sentimento amoroso.


FICHA DO LIVRO


Editora: Paz e Terra
Ano: 1996
Páginas: 128
Edição: 1ª

ISBN: 8521902166
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A Arte do Combate


 A literatura alemã em cento e poucas chispas poéticas e outros tantos comentários

 A arte do combate: a literatura alemã em cento e poucas chispas poéticas e outros tantos comentários, de Marcelo Backes, é um livro sem precedentes no Brasil. Didático e espirituoso, enciclopédico e combativo ao mesmo tempo, reúne poesias, fábulas, cartas, excertos, epigramas e aforismos dos mais representativos autores alemães do período entre Lutero (1483-1546) e Brecht (1898-1956).

A todos os textos segue um comentário do autor, em que ele apresenta resumidamente o escritor, sua obra e o trecho compilado. Ao longo do livro, Backes faz também uma reflexão acerca do que considera ser a falta de combatividade típica da literatura brasileira. Backes apresenta – sempre que o gênero for mencionado pela primeira vez – uma breve história do aforismo, do epigrama, da fábula, do diário e dos outros gêneros mais caracteristicamente combativos da literatura universal.

O ponto de partida para a seleção é a língua alemã, elemento que unifica todos os autores. Comparecem, portanto, autores não apenas da Alemanha mas também da Áustria e da Suíça. Marcelo Backes inclui alguns nomes esquecidos, como Jean Paul, Karl Kraus e Alfred Kerr, outros que jamais foram estudados no Brasil, como Johann Nestroy, Moritz Saphir e Richard Dehmel, e faz referências a todos os escritores de alguma importância, dos primórdios da literatura germânica, no século VIII, aos dias de hoje - além, é claro, de grandes nomes como Kafka, Marx, Schopenhauer, Goethe, Schiller, Thomas Mann, Brecht e muitos outros.

Este livro intensamente lírico e erudito – o conceito “chispas poéticas” (dichterische Funken, em alemão) é de Adorno e aparece em seu texto "Discurso sobre lírica e sociedade" – começa com um cânone e termina com um longo ensaio sobre a literatura alemã contemporânea. O posfácio recebe o sonoro título de “Viva a crítica que mete o pau”, no qual o autor comenta com rara ousadia a crítica literária brasileira atual, confrontando-a à opulência da crítica alemã, e que, de certa forma, explica o livro. Um cuidadoso índice remissivo facilita a consulta temática e autoral direta, adquirindo valor de glossário por sua abrangência e detalhismo.

A arte do combate revela que a postura crítica dos autores alemães – desde o poeta medieval Walther von der Vogelweide, passando por Heine, Marx, Schnitzler, Kafka, Kraus e tantos outros – é uma questão de princípio. Todos eles parecem estar de acordo com Heráclito, o filósofo dialético grego, que declarou ser o combate o “pai de todas as coisas”. Para encerrar, este belo livro de Marcelo Backes termina como deveria: com Brecht, o último combatente da arte.





FICHA DO LIVRO

Título:  A Arte do Combate
Autor:
Marcelo Backes

Editora: Boitempo
Ano
: 2003
Páginas: 368

Peso: 570g.

Gênero: Crítica Literária - Literatura Estrangeira

ISBN: 885-7559-010-3



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A Revolução dos Bichos

Autor: George Orwell.

Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.
De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos - expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História - mimetizam os que estavam em curso na União Soviética.
Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.
Depois das profundas transformações políticas que mudaram a fisionomia do planeta nas últimas décadas, a pequena obra-prima de Orwell pode ser vista sem o viés ideológico reducionista. Mais de sessenta anos depois de escrita, ela mantém o viço e o brilho de uma alegoria perene sobre as fraquezas humanas que levam à corrosão dos grandes projetos de revolução política. É irônico que o escritor, para fazer esse retrato cruel da humanidade, tenha recorrido aos animais como personagens. De certo modo, a inteligência política que humaniza seus bichos é a mesma que animaliza os homens.
Escrito com perfeito domínio da narrativa, atenção às minúcias e extraordinária capacidade de criação de personagens e situações, A revolução dos bichos combina de maneira feliz duas ricas tradições literárias: a das fábulas morais, que remontam a Esopo, e a da sátira política, que teve talvez em Jonathan Swift seu representante máximo.
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FICHA DO LIVRO


Páginas: 152
Peso: 222 g


ISBN: 9788535909555
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Profanações

  O livro de Giorgio Agamben, Profanações, “trai” o leitor com a aparente simplicidade dos seus ensaios curtos. É uma coletânea sobre temas de estética, literatura e filosofia, como: pornografia, paródia, desejo, magia, natureza do autor, fotografia, entre outros. Mas, como em uma narrativa composta de episódios, de pequenas peças que se juntam conforme se avança na trama, os ensaios de Agamben revelam, em seu conjunto, uma discussão de fundo sobre estética e política. É um trabalho inovador, de um dos mais importantes e polêmicos filósofos da atualidade, autor de Estado de exceção (Boitempo, coleção Estado de Sítio) e Homo sacer: o poder soberano e a vida nua.

A edição brasileira traz ainda um índice dos princípais nomes e personagens citados e uma apresentação do tradutor, Selvino J. Assman, que situa Profanações na obra de Agamben e a relevância da obra do filósofo na atualidade. 
 
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FICHA DO LIVRO

Título: Profanações
Autor: Giorgio Agamben

Editora: Boitempo

Ano: 2007
Páginas: 96


Gênero: Literatura - Filosofia- Estética


ISBN: 978-85-7559-093-5
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Pedro Páramo

Autor: Juan Rulfo.

"Vim a Camola, porque me disseram que aqui vivia meu pai, um tal de Pedro Páramo. Minha mãe que disse. E eu prometi que iria vê-lo quando ela morresse". Pedro Páramo, é homem poderoso, a quem todos temem e obedecem. Todos? Comala é uma cidade vazia. Os vivos, se existem, já não dão conta de rezar pelos mortos que agora a povoam com as histórias de suas almas tristes, que vagam penando com suas lembranças. Em linguagem simples e metáforas claras, numa construção narrativa crescentemente selvagem, em que os silêncios dizem mais que as palavras e as seqüências se interrompem e retomam num fluxo livre, como memórias desgarradas, Juan Rulfo nos leva a mergulhar e nos dissolver, com o narrador, no turbilhão dos sentimentos de todo um povoado em torno desse grande senhor Pedro Páramo. 


FICHA DO LIVRO

Título: Pedro Páramo
Autor: Juan Rulfo

Editora: Paz e Terra
Ano: 1997
Páginas: 162
Formato: 10,5x13,5 cm

Gênero: Literatura Estrangeira

ISBN: 8521902360

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O Fantasma de Canterville / O Príncipe Feliz

Autor: Oscar Wilde.

Oscar Wilde (1856-1900) é um dos grandes escritores irlandeses. Dotado de personalidade sagaz e irreverente, é tão famoso por suas tiradas brilhantes quanto por suas peças, romances - é dele O retrato de Dorian Gray - e contos. "Apenas a mediocridade, progride, o artista se move em um ciclo de obras-primas, a primeira tão perfeita quanto a última", disse Wilde. Os dois contos reunidos neste volume dão notícia dessa perfeição e do encanto desse esteta que escandalizou a Inglaterra vitoriana.


FICHA DO LIVRO

Título: O Fantasma de Canterville / O Príncipe Feliz
Autor: Oscar Wilde

Editora: Paz e Terra
Ano: 2000
Páginas: 72
Formato: 10,5x13,5 cm

GêneroLiteratura Estrangeira

ISBN: 8521902026
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A Santa Joana dos Matadouros



Aos quarenta anos da morte de Bertolt Brecht (1898-1956) a edição de A Santa Joana dos Matadouros acompanhada de estudo crítico de Roberto Schwarz, é uma homenagem a um dos mais significativos escritores deste século. Parodiando clássicos da literatura alemã como A Virgem de Orleans, de Schiller e O Segundo Fausto, de Goethe, pode-se dizer que a peça constitui uma análise de crise econômica de 1929, quando o excesso de produção levou os industriais a uma dependência total e absoluta das bruscas oscilações da bolsa de valores de Wall Street. Ao desnudar as contradições a peça encena a verdade da economia política sob o capitalismo. 


FICHA DO LIVRO

Título: A Santa Joana dos Matadouros
Autor: Bertolt Brecht

Editora: Paz e Terra
Ano: 1997
Páginas: 192
Formato: 10,5x13,5 cm

Gênero: Teatro - Literatura Estrangeira

ISBN: 8521901771

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Pedra de Sol

Autor: Octavio Paz.

Pedra de Sol constitui um dos textos centrais da produção poética paziana. Escrito durante alguns meses no ano de 1957, no México, o texto revela um ambicioso projeto poético-estético de Octavio Paz, excepcionalmente bem-sucedido, fruto de sua maturidade como homem e como poeta.

À imagem e semelhança de um calendário – a gigantesca “Piedra de Sol”, estela-calendário da civilização asteca, um dos mais importantes monumentos que guarda o Museu de Antropologia da Cidade do México -, cuja ideia mesma pressupõe a repetição e cuja função é organizar num continuum mensurável pelo homem o devir temporal, o poema volta-se sobre si próprio e conjuga-se cíclica e infinitamente.
Tradução de Horácio Costa.

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FICHA DO LIVRO

Título: Pedra de Sol
Autor: Octavio Paz

Editora: Demônio Negro
Páginas: 86

Gênero: Literatura Estrangeira


Sobre o Autor: Octavio Paz Lozano, (1914-1998), nasceu e morreu na Cidade do México. Viveu a infância nos Estados Unidos, morou na Espanha, em Paris, onde testemunhou e viveu o movimento surrealista, e também no Japão e Índia, como diplomata. Entre suas obras destacam-se Libertad bajo palabra (1949), El Arco y la Lira (1956), Blanco (1967), El mono gramático (1974), La Otra Voz (1990). Traduziu Matsuo Basho e Fernando Pessoa. Recebeu o Nobel de Literatura de 1990.
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À saída do teatro depois da apresentação de uma nova comédia e A Avenida Niésvski

Autor: .

A obra de Nikolai Vassilievitch Gogol (1809-1852) foi um marco no desenvolvimento da literatura russa do século XIX. Dostoiévski chegou a declarar que "Todos nós saímos do Capote de Gogol", referindo-se ao conto O Capote, uma das obras-primas da literatura mundial, para aludir, certamente, aos desdobramentos da obra gogoliana nos rumos da prosa e do teatro russo. O aspecto inovador no plano da linguagem, estilo e gênero dramáticos e narrativos, a construção de enredos e de personagens inusitados, o trágico e o cômico que se mesclam a elementos de terror e humor, a análise satírica da sociedade de seu tempo, conferem aos textos gogolianos uma vibração particular, rica de nuances, uma multiplicidade de planos que continuam a desafiar o leitor contemporâneo. Prova disso são os dois textos aqui apresentados, em tradução direita do russo: tanto a peça À saída do teatro depois da apresentação de uma nova comédia, inédita em português, quanto o conto A Avenida Niévski podem se integrar perfeitamente dentro do panorama da arte moderna e contemporânea.

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FICHA DO LIVRO

Título: À saída do teatro depois da apresentação de uma nova comédia e A Avenida Niésvski
Autor:

Editora: Paz e Terra
Edição: 1ª
Ano: 2001
Páginas: 124

Gênero: Teatro - Literatura Estrangeira

ISBN: 8521904363
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Os Justos

Autor: Albert Camus.

"Escrita em 1949, a peça traduz em diálogos toda a experiência militante de Camus, seja como jornalista, ainda jovem na Argélia, seja na Resistência Francesa, durante a Segunda Guerra Mundial, quando editou o jornal clandestino Combat. No prefácio do texto, o escritor chega a explicitar as intenções de homenagear “os homens e as mulheres que na mais impiedosa das obras não puderam cuidar de seus corações”, evocando “sua justa revolta, sua fraternidade difícil e seu esforço desmesurado para se colocar de acordo com a morte”."

Ambientada na Rússia czarista um grupo revolucionária trama a execução impiedosa do grão duque. Porém seus personagens principais vivem o conflito entre o amor concreto, por uma pessoa, e o amor abstrato, por uma causa que lhes cobra um alto preço, a humanidade.


FICHA DO LIVRO

Título: Os Justos
Autor: Albert Camus.

Editora
: Deriva
Páginas: 156.




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Os mortos permanecem jovens

Autor: Anna Seghers.

Judia, Anna Seghers foi uma das mais importantes escritoras alemãs antifascistas a mostrar o nazismo, não só em sua brutalidade extraordinária, mas também na conexão entre a violência de Estado e a ordem capitalista.

Os mortos permanecem jovens, escrito em 1949, é um dos grandes romances épicos do século 20. em suas páginas não acompanhamos um herói, mas a impossibilidade e, ao mesmo tempo, a triste necessidade do heroísmo de seguir vivendo. O livro parece até mesmo escrito em nome da tristeza do isolamento imposto a tantos que lutaram para evitar o pior.


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FICHA DO LIVRO

Autor: Anna Seghers
Páginas: 640
Peso: 727 g.


ISBN: 85-87394-41-X
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