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Cypherpunks: Liberdade e o futuro da internet

Autor: Julian Assange e Vários.
 
 Apesar de a internet ter possibilitado verdadeiras revoluções no mundo todo, Assange prevê uma futura onda de repressão na esfera on-line, a ponto de considerar a internet uma possível ameaça à civilização humana. O assédio ao WikiLeaks e a ativistas da internet, juntamente com as tentativas de introduzir uma legislação contra o compartilhamento de arquivos, caso do Sopa (Stop Online Piracy Act) e do Acta (Anti-Counterfeiting Trade Agreement), indicam que as políticas da internet chegaram a uma encruzilhada. De um lado, encontra-se um futuro que garante, nas palavras de ordem dos cypherpunks, "privacidade para os fracos e transparência para os poderosos"; de outro, a ação da parceria público-privada sobre os indivíduos, que permite que governos e grandes empresas descubram cada vez mais sobre os usuários de internet e escondam as próprias atividades, sem precisar prestar contas de seus atos.

O livro aborda temas polêmicos, como a ideia de que o Facebook e o Google seriam, juntos, "a maior máquina de vigilância que já existiu", capaz de rastrear continuamente nossa localização, nossos contatos e nossa vida. Nesse contexto, seremos colaboradores dispostos a ceder docilmente tais informações? Será que temos a capacidade, através da ação consciente e do conhecimento tecnológico, de resistir a essa tendência e garantir um mundo em que a internet possa ajudar a promover a liberdade? E existiriam formas legítimas de vigilância, por exemplo aquela usada contra os chamados "quatro cavaleiros do Infoapocalipse" (lavagem de dinheiro, drogas, terrorismo e pornografia infantil)?

Assange e os outros debatedores trazem à tona questões complexas relacionadas a essas escolhas cruciais ao refletir sobre vigilância em massa, censura e liberdade, assim como sobre o movimento cypherpunk, que usa a criptografia como mecanismo de defesa dos indivíduos contra a apropriação da internet pelos governos e empresas. Os cypherpunks defendem a utilização desse e de outros métodos similares como meio para provocar mudanças sociais e políticas. O movimento atingiu o auge de suas atividades durante as “criptoguerras”, sobretudo após a censura da internet em 2011, na Primavera Árabe. 

Acesse: http://pueblolivraria.com.br/cypherpunks-liberdade-e-o-futuro-da-internet.html

FICHA DO LIVRO

Título: 
Cypherpunks: Liberdade e o futuro da internet
Autor: Julian Assange e Vários.

Editora: Boitempo
Ano
: 2013

Edição: 1ª
Páginas: 168

Gênero: 
Comunição

ISBN: 
978-85-7559-307-3


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A obra de Sartre

Autor: István Mészáros.

Busca da liberdade e desafio da história.


 Publicado originalmente em 1979, o livro A obra de Sartre: busca da liberdade deveria ter tido um segundo volume intitulado O desafio da história, o qual analisaria a concepção sartriana de história. Devido a outros projetos, entre os quais a obra-prima Para além do capital, István Mészáros pôde retomar essa análise somente na presente edição, ampliada e atualizada, que a Boitempo disponibiliza ao leitor de língua portuguesa antes mesmo de seu lançamento em inglês. O livro tem o mérito de situar Jean-Paul Sartre em relação ao pensamento do século XX e abordar sua trajetória em todas as suas manifestações – como romancista, dramaturgo, filósofo e militante político.

Escritor algum foi alvo de tantos ataques, de origens as mais variadas e poderosas, quanto Sartre: “Em 1948, nada menos do que o governo soviético de Stalin assume posição oficial contra o filósofo e, no mesmo ano, um decreto especial do Santo Ofício coloca no Index a totalidade de suas obras”, lembra Mészáros. Quais as razões disso? E como é possível que um indivíduo sozinho, tendo a caneta como única arma, seja tão eficiente como Sartre numa época que tende a tornar o indivíduo completamente impotente? Os escritos do filósofo marxista buscam não apenas as respostas, como também formulam novos questionamentos sobre a vida e a obra de Sartre, elucidando sua contribuição para o mundo.

Quando interrogado recentemente sobre o motivo que o levou a escrever sobre Sartre, Mészáros respondeu: “Sempre senti que os marxistas deviam muito a ele, pois vivemos numa era em que o poder do capital é dominador, uma era em que, significantemente, a ressonante platitude dos políticos é que ’não há alternativa‘. [...] Sartre foi um homem que sempre pregou exatamente o oposto: há uma alternativa, deve haver uma alternativa; como indivíduos, devemos nos rebelar contra esse poder. Os marxistas, de modo geral, não conseguiram dar voz a isso”.


Acesse: http://pueblolivraria.com.br

FICHA DO LIVRO


Editora: Boitempo
Ano: 20012
Páginas: 332
Peso: 525 g.

Gênero: Filosofia - Marxismo

ISBN: 978-85-7559-213-7



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Nova classe média?

 

 Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann lança, pela Boitempo, um estudo sobre a mobilidade na base da pirâmide social brasileira durante o início do século XXI. Nova classe média? analisa as recentes transformações na sociedade e refuta a idéia de surgimento de uma nova classe no País, muito menos a de uma nova classe média.

O resgate da condição de pobreza e o aumento do padrão de consumo, afirma Pochmann, não tiram a maioria da população emergente da classe trabalhadora. Para ele é preciso a politização classista do fenômeno para aprofundar a transformação da estrutura social, sem a qual a massa popular em emergência ganha um caráter predominantemente mercadológico, individualista e conformista sobre a natureza e a dinâmica das mudanças socioeconômicas no Brasil.

Pochmann faz nesse livro “uma reflexão sobre transformações recentes ocorridas no país, com a volta do crescimento econômico, e as características das ocupações e das relações de trabalho na base da pirâmide social. E em cada um dos capítulos, defende pontos de vistas que não são consensuais entre os especialistas, o que torna ainda mais importante a sua leitura”, afirma José Dari Krein, professor do Instituto de Economia da Unicamp e autor do texto de orelha. Em contraposição à visão predominante, que busca explicar o atual processo pela emergência de uma nova classe média, o livro mostra que, apesar dos avanços recentes, a dinâmica das ocupações e do rendimento requer algo mais do que a inserção das pessoas no mercado de consumo.

A análise dos dados mais recentes mostra que a melhora dos indicadores na distribuição da renda do trabalho e de seu aumento na participação da riqueza gerada concentra-se, fundamentalmente, na base da pirâmide social, o que revela também os seus limites. O economista aponta que no Brasil as ocupações formais cresceram fortemente durante a primeira década de 2000, especialmente nos setores que têm uma remuneração muito próxima ao salário mínimo: 94% das vagas criadas entre 2004 e 2010 foram de até 1,5 salário mínimo. Juntamente com as políticas de apoio às rendas na base da pirâmide social brasileira, como elevação do valor real do salário mínimo e massificação da transferência de renda, houve o fortalecimento das classes populares assentadas no trabalho.



FICHA DO LIVRO


Editora: Boitempo
Ano
: 2012
Páginas: 128
Peso: 175 g


ISBN: 978-85-7559-245-8


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Lenin - Lançamento!


 Um estudo sobre a unidade de seu pensamento.
 
 Quando escreveu essa obra, György Lukács considerava que uma exposição digna da totalidade da obra e história de Lenin ainda carecia de material suficientemente completo para sua realização e deveria ser situada no mínimo no contexto histórico dos trinta ou quarenta anos anteriores. Sem tal pretensão, sua obra Lenin: um estudo sobre a unidade de seu pensamento aponta em linhas gerais a relação entre a teoria e a práxis do líder revolucionário a partir do sentimento de que tal unidade ainda não estava clara o suficiente, nem mesmo na consciência de muitos comunistas. Escrito em 1924, logo após a morte de Lenin – e publicado pela Boitempo –, o livro é fruto do fascínio do filósofo húngaro pela personalidade dessa figura histórica.

O professor de Teoria Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carlos Nelson Coutinho, situa a importância de Lenin para Lukács, frequentemente citado como um exemplo de “como um ator político revolucionário deve articular teoria e práxis, mas também como deve construir uma personalidade capaz de superar o ascetismo sem perder de vista a fidelidade aos princípios”.

Lenin: um estudo sobre a unidade de seu pensamento encontra-se em plena sintonia com História e consciência de classe e com a primeira fase do Lukács marxista, mas também contribui de forma significativa para o resgate de um marco na história do movimento comunista: a expectativa da “atualidade da revolução”. O processo revolucionário vitorioso na Rússia em 1917 criou uma atmosfera de entusiasmo pela extensão do comunismo ao Ocidente, que seria revisada com cautela por Lenin, no fim de sua vida, diante da necessidade de elaborar uma nova estratégia revolucionária para o Ocidente.

O livro é considerado por Miguel Vedda, professor da Universidade de Buenos Aires e autor da apresentação, como um dos produtos mais significativos da obra do jovem Lukács e um ponto de transição importante para sua filosofia madura. “O filósofo húngaro construiu, nesta obra de juventude, uma imagem sui generis do líder bolchevique, na qual se destaca toda uma série de aspectos que pouco condizem com a versão que logo haveria de divulgar o stalinismo.”

Segundo Coutinho, Lukács apresenta, com clareza e competência, algumas das principais conquistas teóricas do líder bolchevique, como a teoria do partido revolucionário e a definição da etapa imperialista do capitalismo. “Este pequeno livro nos dá mais uma ocasião para confirmar a enorme significação teórica de Lenin para o marxismo, o que nem sempre é hoje devidamente reconhecido.”

Acesse: www.pueblolivraria.com.br

FICHA DO LIVRO
 
Título: Lenin
Autor: György Lukács

Editora: Boitempo
Ano
: 2012
Páginas: 128

Gênero: Biografia - Ciências Sociais

ISBN: 978-85-7559-193-2


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Espectro



 Da direita a esquerda no mundo das idéias.

 Espectro é um exercício raro de historiografia das ideias contemporâneas. Este novo livro do prestigiado britânico Perry Anderson traz ensaios, entre inéditos e originalmente publicados nos veículos London Review of Books, Dissent, New Left Review e The Nation. O autor de Considerações sobre o marxismo ocidental busca em Espectro as bases históricas, filosóficas, sociológicas e econômicas da política redefinidas pelo fim da Guerra Fria, explorando as diferentes tendências e posições de pensadores e escritores do cenário global. Em uma tomada panorâmica, que se desloca da direita à esquerda no mundo das ideias, o autor define o espectro ao qual o título alude.

O trabalho comparativo de Anderson parte da premissa de que ideias raramente são valores absolutos: seu valor é sempre relativo às outras noções que estão em jogo no campo, e é apenas o conhecimento destas que proporciona uma medida de comparação. Para ele, a política não é uma atividade fechada em si, e o que conta como um conjunto de ideias relativas aos conflitos políticos de dado momento varia de acordo com a época e a região. Hoje esse conjunto se estende muito além do alcance da ciência política, em sua concepção tradicional, o que torna a exploração do campo como um todo muito mais complexa. Filosofia, economia, história, sociologia, psicologia, para não falar das ciências naturais e biológicas, e das artes, todas se cruzam em diferentes pontos no terreno da política, em sua definição clássica.

Diante do desafio, a segunda premissa do autor é a de que ideias de qualquer grau de complexidade são mais bem estudadas por meio do trabalho detalhado dos autores que as produzem, como textos inseparáveis de contextos históricos, mas que não podem ser reduzidos a estes. Sistematicamente, o volume trata de pensadores que vão desde a extrema direita até a esquerda radical, passando pelo centro moderado.

O historiador avalia as teorias de grandes mentes do Direito do século XX, incluindo Carl Schmitt, Leo Strauss, Michael Oakeshott e Friedrich von Hayek; dois escritores de levas subsequentes, Ferdinand Mount e Timothy Garton Ash; filósofos liberais mais ao centro, como John Rawls, Jürgen Habermas e Norberto Bobbio, e figuras importantes na cultura da esquerda: os historiadores Edward Thompson, Robert Brenner e Eric Hobsbawm, o classicista Sebastiano Timpanaro, o sociólogo Göran Therborn e o romancista Gabriel García Márquez.

Anderson destaca a diversidade e diferença de assuntos e disciplinas abordados desde a Guerra Fria: a direita se concentrou mais no legado dos clássicos do pensamento político, de Platão a Nietzsche, e nas tarefas imediatas de administrar o mundo; o centro investiu nas construções filosóficas normativas; já as investigações econômicas, sociais e culturais – do passado e do presente – dominam a produção da esquerda. Encontram-se entre os tópicos deste livro teorias sobre o direito, o Estado, a economia, a família, as relações internacionais, as lições da Antiguidade e do século XX, a memória e a mortalidade. “Claramente, cada uma delas seria mais bem tratada por um especialista no assunto. Mas algo ainda pode ser dito a seu respeito, por mais parcial que seja, quando elas ingressam no inventário geral da cultura política como recursos para determinada corrente de opinião”, afirma o autor no prefácio.
FICHA DO LIVRO

Título: Espectro
Autor
: Perry Anderson


Editora: Boitempo
Ano
: 2012
Páginas: 441


ISBN: 978-85-7559-143-7


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O enigma do capital

Autor: David Harvey.

E as crises do capitalismo.

“O Partido de Wall Street teve seu tempo e falhou miseravelmente. Como construir uma alternativa a partir de sua ruína é tanto uma oportunidade imperdível quanto uma obrigação que nenhum de nós pode ou deveria jamais procurar evitar.” É com essa máxima que o geógrafo acadêmico mais citado do mundo, David Harvey, inicia seu novo livro, O enigma do capital: e as crises do capitalismo.

Harvey parte da análise da crise do subprime imobiliário de 2008 para demonstrar que, apesar de seu alcance e tamanho, ela não difere das crises passadas. Para tanto, o autor estuda as condições necessárias para a acumulação do capital e utiliza rigoroso arsenal teórico ao expor o papel fundamental que as crises têm na reprodução do capitalismo e os riscos sistêmicos de longo prazo que o capital representa para a vida no planeta.

Riscos sistêmicos estes, inerentes ao capitalismo de livre mercado, que os economistas não foram capazes de compreender quando a crise estourou e até hoje parecem não ter ideia do que são ou do que fazer com eles. “Quando os políticos e economistas especializados parecem tão inconscientes e indiferentes à propensão do capitalismo a crises, quando tão alegremente ignoram os sinais de alerta a seu redor e chamam os anos de volatilidade e turbulência iniciados nos anos 1990 de ‘a grande moderação’, então o cidadão comum pode ser perdoado por ter tão pouca compreensão em relação ao que o atinge quando eclode uma crise e tão pouca confiança nas explicações dos especialistas que lhe são oferecidas”, afirma o autor.

FICHA DO LIVRO

Autor: David Harvey.

Editora: Boitempo
Ano
: 2011
Páginas: 240
Peso: 390 g


ISBN: 978-85-7559-184-0





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Antonio Gramsci em Contraponto - Lançamento

Autor: Giorgio Baratta
 

 Diálogos com o presente.

   Giorgio Baratta, um dos maiores estudiosos da obra de Gramsci, apresenta neste livro uma instigante análise do modo como o pensador italiano foi entendido ao redor do mundo. Para isso ele revisita Os Cadernos e as Cartas do cárcere, com o intuito de avaliar a compreensão que outros autores têm do seu legado. Assim, Baratta compõe um diálogo com os demais intelectuais que também interpretaram a obra de Gramsci, como Dario Fo, Gayatri Spivak, Antonio Candido e Stuart Hall.
O principal destaque deste título, no entanto, está na contemplação de estudos sobre Gramsci não apenas realizados na Europa e Estados Unidos, mas também feitos por pesquisadores da América do Sul, incluindo o Brasil. Além disso, o livro apresenta um texto do historiador inglês Eric Hobsbawn em que ele concede uma homenagem à Gramsci através de uma carta imaginária. Portanto, pela multiplicidade de olhares analíticos que reúne e as quais se propõe a analisar, Antonio Gramsci em contraponto permite uma extensiva e abrangente avaliação da obra deste filósofo.


FICHA DO LIVRO


Editora: Unesp
Páginas:420
Edição: 1ª
Ano: 2011
Peso: 510 g

Gênero: Ciências Sociais - Política

ISBN: 9788539301805
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Autonomia Operária - Lançamento

Autor: Maurício Tragtenberg. 
 

  Neste novo volume da coleção de Maurício Tragtenberg, encontramos mais uma amostra da militância crítica deste pensador brasileiro. Sempre com um olhar aguçado para as mazelas do país, em Autonomia operária ele se volta exclusivamente para a causa dos trabalhadores. Estão reunidos aqui artigos seus publicados em jornais a partir da década de 1970 – entre os quais se incluem Notícias Populares, Folha de S. Paulo e O São Paulo –, todos eles em defesa da classe trabalhadora.
Nestes textos é possível perceber sua vigorosa oposição à burocracia sindical e do Estado, sua indignação em relação às condições de vida e de trabalho dos operários fabris e dos bóias-frias no campo do estado de São Paulo. Essa gama de assuntos é exposta pela escrita contundente e ao mesmo tempo agradável de Tragtenberg, alheia à frequente arrogância intelectual do meio acadêmico. Este é mais um belo exemplar do que há de melhor no pensamento social brasileiro.



FICHA DO LIVRO


Editora: Unesp
Páginas:438
Edição: 1ª
Ano: 2011
Peso: 656 g

Gênero: Ciências Sociais - Política

ISBN: 9788539301720


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A Alquimia da Crítica - Lançamento!

Autora: Claudia Castro.
     
 A alquimia da crítica, Benjamin e As afinidades eletivas, obra póstuma de Claudia Castro, [1964-2010] revela precisão conceitual e interpretação apaixonada por este autor que foi um dos maiores pensadores da teoria da estética do século XX. Aqui Claudia se detém num texto-chave de Benjamin, o ensaio sobre as Afinidades eletivas de Goethe, texto profundamente metafísico que anuncia o materialismo singular da crítica benjaminiana: deixar emergir da espessura histórica e contingente de uma obra, seu "teor de verdade", histórico também, mas que alude à redenção de nossa historicidade finita.


FICHA DO LIVRO
Edição:  1º
Ano: 2011
Página: 212
Peso: 300


Gênero: Filosofia 

ISBN: 9788577531677


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K.



  
 Ditadura militar, 1974. Um jovem casal, ela química, professora na Universidade de São Paulo, ele físico trabalhando em uma empresa, desaparece sem deixar o menor sinal. Pânico na família e nas amizades, buscas incansáveis, qualquer fiapo de informação reacendendo esperanças, sofrimento indizível com a agonia da incerteza. Mais tarde a realidade se impôs, trágica e definitiva: eram militantes da resistência e tinham sido sequestrados, torturados e assassinados. Talvez na "Casa da Morte", em Petrópolis? Nada foi confirmado e eles continuam na lista dos "desaparecidos".
Desaparecidos, mas não olvidados. Este livro não veio para registrar fatos do terrorismo do Estado, mas, sim, para nos colocar dentro da dor e da memória. O senhor K. é o protagonista, dilacerado em seu amor paterno e os sentimentos de culpa: como não percebera o que acontecia com a filha, ele que também fora um resistente judeu na Polônia natal? Na leitura, convivemos com as providências desesperadas da família, apelando no país e no exterior e aqui tendo que lidar com agentes da repressão, com informantes, com extorsões, com a mentira, o escárnio, a humilhação, a covardia, a crueldade. (...)
Maria Victoria de Mesquita Benevides
 
Acesse: http://pueblolivraria.com.br


FICHA DO LIVRO

Título: K.

Páginas: 177
Peso: 230 g


 ISBN: 978-85-7743-189-2
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Leitura na Formação de Professores de Inglês da Rede Pública

Autora: Nara Hiroko.
  A questão da redução de leitura no ensino de inglês.
 
 Quais as etapas tradicionais da leitura de um texto em língua inglesa? Skimming, uma compreensão geral, scanning, a compreensão específica seguida do enfoque no novo vocabulário e, por fim, a discussão do assunto. Essa seria a resposta padrão da maioria dos professores de inglês. Essa seria a resposta dos alunos-professores de Nara Hiroko. A professora, no entanto, pensava a leitura como algo mais complexo: ela se interessava em compreender a relação leitor-texto, os diferentes aspectos que inflem na interpretação de um texto e, quem sabe, entender como a construção de significados, a partir da leitura, pode operar mudanças na ordem social vigente. Mudanças, ruptura. Para tanto, uma reconstrução da prática do ensino de inglês se mostra necessária. Mas, como lidar com a resistência dos alunos-professores, já acostumados com seus métodos, seus livros, sua forma de trabalhar um texto? Além disso, como ela mesma, no lugar de professora, não praticar, com esses mesmos alunos, uma forma de ensinar engessada? Em Leitura na formação de professores de inglês da rede pública: a questão da reprodução de leitura no ensino de inglês, a professora Nara Hiroko transgride o papel de “professor transmissor do conhecimento” e analisa seu próprio trabalho numa crítica franca da forma como ensina e das atuais práticas adotadas pelos professores. Inovador no tratamento prático das questões relativas ao ensino da língua inglesa, este trabalho de pesquisa e autocrítica mostra que professores e alunos aprendem de forma contínua e evidencia que o letramento crítico pode contribuir para a expansão da capacidade crítico-interpretativa do cidadão.
FICHA DO LIVRO

 

Editora: Paco Editorial
Páginas:144
Ano: 2011
Edição: 1ª

Gênero: Educação

ISBN: 9788563381538
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Partido e Revolução

Autor: Marcelo Braz.

  O caminho escolhido por Marcelo Braz, coerente com os fundamentos marxianos, é colocar o problema em sua história. Não se trata somente de um debate conceitual, mas de compreender as formas de organização no processo histórico da luta de classes. Daí o paciente e criterioso trabalho de colocar a questão do Partido e da Revolução na história, passando da tradição da Segunda Internacional até a Terceira Internacional marcada decisivamente pela experiência soviética; reapresentando a questão na trama de nosso tempo e seus desafios presentes.O texto de Braz é uma contribuição inestimável no caminho que tingirá novamente de vermelho os céus do século que se abre.Mauro Luis Iasi.

Acesse: http://pueblolivraria.com.br


FICHA DO LIVRO

Título: Partido e Revolução
Autor: Marcelo Braz

Editora: Expressão Popular
Páginas: 324
Peso: 370 g

Gênero: Política

ISBN: 978-85-7743-179-3
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O Continente do Labor

  
 Depois de dedicar duas décadas de estudo à compreensão do mundo operário no Brasil e outras duas ao que ocorre com os trabalhadores nos países capitalistas do Norte, o professor de sociologia da Universidade Estadual de Campinas, Ricardo Antunes, decidiu que chegara o momento de focar sua pesquisa no continente do labor, a América Latina. “Era hora de procurar compreender o que se passa neste continente que nasceu para servir e trabalhar, mas que sabe também conjugar felicidade com rebelião, sofrimento com liberação, espoliação com revolução”, afirma o professor.

Em seu novo livro, O continente do labor, o sociólogo oferece um olhar latino-americano ante os dilemas do mundo do trabalho em três frentes principais: a primeira parte reúne textos escritos sobre a temática do trabalho, da dependência, das lutas populares e de outros desafios presentes em nosso continente; a segunda parte oferece um balanço sintético das lutas sociais e sindicais no Brasil do século XX e início do XXI. Já a terceira parte oferece um breve panorama descritivo do sindicalismo latino-americano por meio das suas principais centrais sindicais. “À luz da categoria trabalho, nesta obra são analisados os momentos mais importantes da história do continente, desde a época da conquista sangrenta de cinco séculos atrás até hoje”, afirma Renán Vega Cantor, autor da orelha do livro. “Este livro é uma continuação da prolongada preocupação do autor em compreender as características do trabalho, em sua particularidade que articula análise teórica sustentada na melhor tradição marxista existente em várias partes do mundo, por meio do estudo sistemático da realidade concreta de nosso continente”.

O texto inicial, que dá título ao presente volume, foi escrito originalmente para a premiada enciclopédia Latinoamericana (Boitempo, 2006), neste caso adaptada ao formato de verbete. Agora, em O continente do labor o leitor encontra a versão integral do texto, com seu sentido informativo conservado, procurando oferecer um panorama sobre o mundo do trabalho, suas principais lutas e embates na América Latina.


FICHA DO LIVRO
 
Título: O Continente do Labor
Autor: Ricardo Antunes

Editora: Boitempo
Ano
: 12011
Páginas: 176
Peso: 450 g
Gênero: Ciências Sociais

ISBN: 978-85-7559-178-9



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Lançamento: Economia Solidária

Autora: Karen Eidelwein.


 A produção dos sujeitos (des)necessários.

 Para compreender e refletir sobre a realidade capitalista que dita as regras do mercado de trabalho dos tempos modernos, a doutora em Serviço Social Karen Eidelwein, autora de Economia Solidária: a produção dos sujeitos (des) necessários sugere ao leitor uma viagem pela história da transformações do capital e do trabalho em diferentes ciclos. Um passeio histórico que aporta, mas não com intenção conclusiva, no que hoje parece um caminho alternativo à condição crítica do desemprego: a Economia Solidária. Baseada na autogestão, divisão dos lucros e solidariedade, as diferentes opções de trabalho que se enquadram nesse modelo possibilitam viver uma nova realidade entre capital e trabalho. Mas, será que a Economia Solidária tem a força necessária para romper com a realidade atual do mercado e da sociedade? Esse é o contexto que intriga a autora e que conduz a obra para uma discussão sobre os parâmetros e ideologias que precisam ser quebrados para que a transformação social tenha força suficiente para construir uma nova realidade. Uma das estações desse percurso é a época da Revolução Industrial, que marcou definitivamente o aumento do uso da tecnologia na produção. Em seguida, o relato sobre a Era do Ouro do capital, vivida após a Segunda Guerra Mundial, mostra as mudanças que muito determinaram a realidade tal como é hoje: a consolidação do uso das máquinas, a necessidade cada vez maior de especialização, o crescente desemprego. A Economia Solidária aparece como alternativa para essa situação e pode, quem sabe, ser a fio condutor da construção de uma sociedade não baseada na desigualdade e no individualismo.



FICHA DO LIVRO

 

Editora: Paco Editorial
Páginas: 200
Ano: 2011
Edição: 1ª

Gênero: Economia - Ciências Sociais - Serviço Social

ISBN: 9788563381859
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Defesa do Marxismo

 Polêmica revolucionária e outros escritos.

  A obra do jornalista, teórico e dirigente revolucionário peruano José Carlos Mariátegui vem ganhando destaque nos meios editorial e acadêmico, quase um século depois de ter sido escrita. Marxista da práxis, para quem a vida teórica e a prática militante eram inseparáveis, Mariátegui é um dos principais expoentes da filosofia contemporânea. Discutiu temas históricos, políticos e culturais, desvendando a memória de seu país, o contexto latino-americano e até aspectos da geopolítica mundial em ensaios originais que priorizavam a comunicação com as massas, acima de tudo. Seus escritos, elaborados principalmente na década de 1920 e apoiados nos alicerces do materialismo-histórico, foram acusados de irracionalistas na época por absorverem as essências conceituais libertárias de Georges Sorel, Sigmund Freud e Friedrich Nietzsche.

Em Defesa do marxismo: polêmica revolucionária e outros escritos, agora publicado em português pela Boitempo Editorial, o leitor encontra esse ensaio, composto de dezesseis artigos, e outros seis escritos inéditos em que Mariátegui se atém a algumas das mais importantes questões filosóficas e políticas do conturbado período que colidiu com os horrores da Primeira Guerra Mundial e, por outro, com a Revolução de Outubro. “Sua técnica de dissecar experiências da discussão socialista e equívocos dos revisionistas ou, ainda, iluminar personagens importantes no jogo dos poderes e ideias não se limita a um abstracionismo esquerdista ou a uma emotiva história política – é antes uma plataforma tática de onde se ergue para enxergar o porvir humano no instável pós‑Guerra”, afirma o jornalista, estudioso e tradutor do livro, Yuri Martins Fontes, na introdução.


FICHA DO LIVRO
 

Editora: Boitempo
Ano: 2011
Páginas: 232
Peso: 380g.


ISBN: 978-85-7559-181-9



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Lançamento: Rinocerontes Não Comem Panquecas

Autor(a): Anna Kemp e Sara Ogilvie.

Daisy está tomando seu café da manhã quando um rinoceronte grande e roxo entra na cozinha adentro e dá uma mordida em sua panqueca... Assim mesmo, do nada! 

Daisy tenta contar tudo para sua mãe e seu pais, mas os dois estão ocupados demais para ouvi-la, aliás como sempre. 

Então Saisy começa a conversar com o rinoceronte...



FICHA DO LIVRO

Título: Rinocerontes Não Comem Panquecas
Autor(a): Anna Kemp e Sara Ogilvie

Editora: Paz e Terra
Ano: 2011
Edição: 1ª
Páginas: 32
Encadernação: Capa dura.
Formato: 26,6 x 26,6
Peso: 500 g

Gênero:  Literatura Infantil.

ISBN: 9788577531387

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Trabalho e Dialética

Autor: Jesus Ranieri.

Hegel, Marx e a Teoria Social do Devir
 
Em seu novo livro, Trabalho e dialética: Hegel, Marx e a teoria social do devir, o professor de sociologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Jesus Ranieri demonstra a atualidade e relevância das contribuições de G. W. F. Hegel, Karl Marx e György Lukács em uma análise que busca responder aos impasses teóricos, éticos e sociopolíticos abertos pela crise permanente da modernidade. Nesta obra, o autor aponta semelhanças profundas entre o conjunto de seu trabalho e a interpretação lukacsiana da obra de Hegel, para ele uma das mais originais e férteis, principalmente no que diz respeito à influência deste no pensamento de Marx.

Oswaldo Giacoia Junior, prefaciador do livro, destaca três linhas de força que resumem o essencial da retomada de Hegel por Jesus Ranieri. Primeiro, o reconhecimento da importância da processualidade e do devir para a inteligência do real, na medida em que “mais decisivo que o ser é o processo pelo qual este se produz, em sua necessidade”. Segundo, a interpretação do débito de Marx com a teoria social de Hegel, que prepara as bases para uma concepção materialista dos processos históricos e vê no trabalho a condição pressuposta para todo desenvolvimento do ser. Por fim, o terceiro operador teórico diz respeito à função das contradições no pensamento de Hegel e Marx, e é explicado por Ranieri como a forma e a matéria do agir humano no mundo, o motor do movimento da realidade, no sentido de que todo avanço, sendo ou não sinônimo de progresso, contrapõe-se a forças que o contradizem e é responsável pela definição da identidade de qualquer objeto. “O texto de Jesus Ranieri combina, de maneira equilibrada, forma e conteúdo, método e resultado”, conclui Giacoia.


Acesse: http://pueblolivraria.com.br

FICHA DO LIVRO


Autor: Jesus Ranieri
 
Editora: Boitempo
Ano: 2011
Páginas: 176

Peso: 235 g


ISBN: 978-85-7559-179-6



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