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Sobre a ética

Autor: Arthur Schopenhauer.


Este conjunto de pequenos ensaios filosóficos de Schopenhauer são parte do livro Parerga e Paraliponema (o que pode ser traduzido como ornatos e complementos), publicado em 1851 e responsável por tornar o autor mundialmente conhecido.

Escrito depois da publicação do principal livro do filósofo (na sua própria concepção), O mundo como vontade e representação, que havia sido ignorado pela crítica, esse livro de ensaio serve de complemento às ideias contidas no primeiro. Por sua amplitude temática e pela clareza da exposição, muitos ensaios deste livro se emanciparam e passaram a ser lidos de forma avulsa, como “Sobre a filosofia universitária” e “Aforismos para sabedoria de vida”.


Este volume reúne oito ensaios sobre ética traduzidos por Flamarion Caldeira Ramos e é o segundo de uma série de seis volumes em que publicaremos os ensaios integrais de Parerga e Paraliponema. O primeiro é Sobre a Filosofia e seu método.
Tradução de Flamarion C. Ramos.

Compre aqui: http://pueblolivraria.com.br/sobre-a-etica.html

FICHA DO LIVRO

TítuloSobre a ética
AutorArthur Schopenhauer

Editora: Hedra
Ano: 2012
Páginas: 282

Gênero: Filosofia

ISBN: 978-85-7715-283-4



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O ano em que sonhamos perigosamente

AutorSlavoj Žižek.


Sua análise esquadrinha tanto o que chama de “sonhos emancipatórios” (Primavera Árabe, Occupy Wall Street, levantes em Londres e Atenas) como os “sonhos destrutivos” que motivaram, por exemplo, a chacina de Anders Breivik, na Noruega, e outros movimentos racistas e ufanistas que eclodiram por toda a Europa. O desafio está em situar a multiplicidade dos acontecimentos no interior do campo de forças produzido pelo capitalismo. 

A obra dá continuidade ao trabalho de reelaboração teórica já anunciado nos livros Em defesa das causas perdidas e Vivendo no fim dos tempos. Invocando a expressão persa war nam nihadan – “matar uma pessoa, enterrar o corpo e plantar flores sobre a cova para escondê-la” – a fim de descrever o atual processo de neutralização desses acontecimentos e seus significados, Žižek coloca-se diante da difícil tarefa de pensar a conjuntura global sob uma perspectiva renovadora. Por isso, tem sido considerado um dos mais originais e provocativos teóricos da contemporaneidade.

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FICHA DO LIVRO


Título: O ano em que sonhamos perigosamente
AutorSlavoj Zizek

EditoraBoitempo
Ano: 2012
Páginas: 144

Gênero: Filosofia -  Política
 
ISBN978-85-7559-290-8

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Para uma ontologia do ser social I




  

  György Lukács é um dos maiores expoentes do pensamento humanista do século XX e Para uma ontologia do ser social é a mais complexa sistematização filosófica de seu tempo. Considerada uma das mais importantes obras do filósofo húngaro, concebida no curso dos anos 1960, a Ontologia (como se tornou conhecida) significa o salto da ontologia intuída à ontologia filosoficamente fundamentada nas categorias mais essenciais que regem a vida do ser social, bem como nas estruturas da vida cotidiana dos homens.

O primeiro volume de um dos centrais projetos editoriais da Boitempo, acalentado por mais de uma década, finalmente chega às livrarias brasileiras com primorosa apresentação de José Paulo Netto e tradução direta do alemão por Mario Duayer e Nélio Schneider, acrescida da tradução de Carlos Nelson Coutinho, introdutor de Lukács no Brasil e profundo conhecedor de sua obra, baseada na edição italiana. O texto contou também com uma minuciosa revisão técnica de Ronaldo Vielmi Fortes, auxiliado por Ester Vaisman e Elcemir Paço Cunha.

A tomada de posição ontológica marxiana tem início nos anos 1930, quando o filósofo segue da Hungria para Moscou. No Instituto Marx-Engels-Lenin faz um mergulho definitivo nos Manuscritos econômico-filosóficos do jovem Marx. Mas, se a guinada ontológica de Lukács acontece ainda na juventude, marcando todos os seus escritos dos quarenta anos seguintes, é na maturidade, nos anos de 1950, que lhe ocorre a necessidade de desenvolver uma sistematização categorial das reflexões que vinha fazendo sobre arte e literatura. Retira-se então da vida política para dedicar-se à elaboração dos volumes que compõem a Estética.

Sua finalização aponta para o projeto de uma Ética; antes, porém, era preciso definir o sujeito capaz de assumir um comportamento verdadeiramente ético. Vêm daí as motivações que impeliram Lukács a trabalhar tão arduamente, ao longo de toda a década de 1960, nos manuscritos de Para uma ontologia do ser social.

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FICHA DO LIVRO
 

Título: Para uma ontologia do ser social I
Autor: György Lukács

Editora: Boitempo
Ano
: 2012
Páginas: 128

Peso: 640 g



ISBN: 978-85-7559-301-1

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Margem Esquerda n.20

Autor: Vários.



A revista semestral Margem Esquerda chega à sua vigésima edição com uma entrevista exclusiva com Fernando Martínez Heredia, considerado o mais importante intelectual cubano da atualidade, tendo dirigido a revista Pensamento Crítico nos anos 1960. Consagrada pela profundidade de suas análises e unidade editorial - conta com um conselho composto por nomes do calibre de István Mészáros Francisos de Oliveira, Micheal Löwy, Slavoj Žižek, Leandro Konder, Emir Sader, Ricardo Antunes, entre outros -, a revista também reúne nesta edição um dossiê sobre mídia, com reflexoes de João Brant, Gilberto Maringoni, Altamiro Borges, Ana Paula Amorin e Natalia Viana; na sessão "Clássico", cartas de Engels inéditas em português. O número traz ainda artigos de David Harvey, Antonio Carlos Mazzeo, Maria Orlanda Pinassi, e Celso Frederico, e poema e desenhos de Oscar Niemeyer, o homenageado da edição. Margem esquerda 20 traz ainda correspondência inédita de Caio Prado Jr., com texto de apresentação do historiador Luiz Bernardo Pericás.
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FICHA DO LIVRO

Autor: Vários

Editora: Boitempo
Ano: 2013
Páginas: 160


ISBN: 1678-7684-20


Sumário


ENTREVISTA

Fernando Martínez Heredia
EMIR SADER

DOSSIÊ

Muita reticência e pouca vontade política
JOÃO BRANT

A crise do jornalismo industrial e os novos modelos de produção
NATALIA VIANA

A mídia e a disputa pela hegemonia
ALTAMIRO BORGES

A disputa pela regulação das comunicações na América Latina
GILBERTO MARINGONI

Liberdade de expressão como bandeira em disputa
ANA PAOLA AMORIM

ARTIGOS

Valores de uso, valores de troca e valores
DAVID HARVEY

O conceito de Virtus como legitimação do igualitarismo burguês
ANTONIO CARLOS MAZZEO

Nas sombras do obscurantismo
MARIA ORLANDA PINASSI

Os marxistas e a literatura: roteiros de leitura – Parte 2
CELSO FREDERICO

DOCUMENTO

Caio Prado Júnior: “Carta a Correligionários do PCB” (1932) e “Telegrama para a Embaixada da União Soviética” (1968)
LUIZ BERNARDO PERICÁS

CLÁSSICO

Engels e as cartas sobre a concepção materialista da história
PAULO DOUGLAS BARSOTTI

Cartas de Friedrich Engels sobre a concepção materialista da história
FRIEDRICH ENGELS

HOMENAGEM

Oscar Niemeyer, arquiteto do Brasil
LUIZ RECAMÁN

RESENHAS

Subdesenvolvimento, dependência e a revolução brasileira
MATHIAS SEIBEL LUCE

Para aprender a operar o método dialético: o legado de Lenin para Lukács
MARCELO BRAZ

NOTA DE LEITURA

O socialismo jurídico
PEDRO HENRIQUE NEVES DE CARVALHO

POESIA

Poema da curva
OSCAR NIEMEYER

 

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Menos que nada

Autor: Slavoj Zizek.

Hegel e a sombra do materialismo dialético.


 A filosofia ocidental tem se desenvolvido à sombra de Georg Wilhelm Friedrich Hegel, de cuja influência cada novo pensador tenta, em vão, escapar. Seu idealismo absoluto tornou-se, assim, uma espécie de bicho-papão, obscurecendo o fato de ele ser o filósofo dominante da histórica transição à modernidade – período com o qual nosso tempo ainda guarda espantosas semelhanças. Hoje, à medida que o capitalismo global se autodestrói, iniciamos uma nova transição.

Slavoj Žižek, um dos filósofos mais ambiciosos da atualidade, defende neste livro que é imperativo não apenas voltar a Hegel, mas repetir e exceder seus triunfos, superar suas limitações e ser ainda mais hegeliano que o mestre em si. Tal abordagem permite que o autor, sempre à luz da metapsicologia de Jacques Lacan, diagnostique nossa condição atual e trave um diálogo crítico com as principais vertentes do pensamento contemporâneo – Martin Heidegger, Alain Badiou, o realismo especulativo, a física quân tica e as ciências cognitivas. Obra-prima de Žižek, Menos que nada retoma o legado hegeliano e apresenta um desenvolvimento sistemático de sua filosofia. 


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FICHA DO LIVRO

Título: Menos que nada
Autor: Slavoj Zizek

Editora: Boitempo
Ano: 2013
Páginas: 653
Peso: 565 g

Gênero: Filosofia - Psicologia
 
ISBN: 978-85-7559-316-5

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Filosofia - fundamentos e métodos




 Este livro é para professores formados e em formação, apresenta uma visão do que é educação e educação escolar e discute a possibilidade de um trabalho de iniciação filosófica com crianças e jovens. Indica conteúdos para o ensino.


FICHA DO LIVRO



Editora: Cortez
Páginas: 232
Peso: 394 g
Formato : 16x23cm


Gênero: Filosofia - Educação

ISBN: 9788524908569


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O negativo do capital

AutorJorge Grespan.


O presente trabalho retorna aos fundamentos da crítica de Marx ao capitalismo reconstituindo-os pelo seu avesso, seu “negativo”. Tal intenção já evidencia a necessidade de discutir a relação conflituosa entre a dialética de Marx e de Hegel, para daí superar – agora no sentido da “Aufhebung” – dilemas tradicionais da teoria das crises, como as falsas alternativas de colapso ou ciclo, determinismo ou mera casualidade. O conceito de crise funciona aqui como um fio condutor, explicitando a cada momento o conceito de capital e a eclosão das suas contradições reais, enriquecendo gradativamente o seu sentido e desnudando os seus fetiches. Pois é só a imersão no negativo que pode revelar o lado apenas formal das imposições do capital, permitindo daí a correta avaliação da sua força e dos meios para enfrentá-la.

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FICHA DO LIVRO


Editora
: Expressão Popular
Páginas
: 256
Ano:
2012
Edição:

Peso350g


Gênero
: Marxismo - Filosofia - Economia
 
ISBN
: 978-85-7743-201-1





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Introdução a Giorgio Agamben



 Uma arqueologia da potência.


Nos últimos anos, o filósofo italiano Giorgio Agamben tem ocupado lugar cada vez mais destacado no panorama do pensamento político contemporâneo, principalmente após a publicação, em 1995, de O poder soberano e a vida nua, primeiro volume da série Homo sacer, no qual retoma – e reformula – a idéia de Hannah Arendt e Michel Foucault acerca da politização moderna da vida biológica, a “biopolítica”.

Para contemplar a obra de um dos mais importantes filósofos da atualidade, o argentino Edgardo Castro traz uma introdução ao pensamento de Agamben, a partir de seus conceitos e métodos de trabalho. Ele mostra como Agamben pensou a problemática da potência – da questão da arte à questão da política – e, ao mesmo tempo, como esses conceitos estruturaram seu pensamento.
 

FICHA DO LIVRO


Editora: Autêntica
Edição:
Ano: 2012
Páginas: 224


Gênero: Filosofia

ISBN: 9788565381314


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O homem sem conteúdo




 O que quer dizer, então, que a arte foi além de si mesma? Significa verdadeiramente que a arte se tornou para nós um passado? Que ela desceu nas trevas de um definitivo crepúsculo? Ou quer dizer, na verdade, que ela, cumprindo o círculo do seu destino metafísico, penetrou novamente na aurora de uma origem na qual não apenas o seu destino, mas o do próprio homem poderia ser posto em questão de modo inicial? 

FICHA DO LIVRO


Editora: Autêntica
Edição:
Ano: 2012
Páginas: 208


Gênero: Filosofia

ISBN: 9788565381321


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Vivendo no fim dos tempos

Autor: Slavoj Zizek.



 Não deveria haver mais nenhuma dúvida: o capitalismo global está se aproximando rapidamente da sua crise final. Slavoj Žižek identifica neste livro os quatro cavaleiros deste apocalipse: a crise ecológica, as consequências da revolução biogenética, os desequilíbrios do próprio sistema (problemas de propriedade intelectual, a luta vindoura por matérias-primas, comida e água) e o crescimento explosivo de divisões e exclusões sociais. E pergunta: se o fim do capitalismo parece para muitos o fim do mundo, como é possível para a sociedade ocidental enfrentar o fim dos tempos?

O fato é que a verdade dói, e para explicar porque tentamos desesperadamente evitá-la, mesmo que os sinais da “grande desordem sob o céu” sejam abundantes em todos os campos, Žižek recorre a um guia inesperado: o famoso esquema de cinco estágios da perda pessoal catastrófica (doença terminal, desemprego, morte de entes queridos, divórcio, vício em drogas) proposto pela psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross, cuja teoria enfatiza também que esses estágios não aparecem necessariamente nessa ordem nem são todos vividos pelos pacientes.

De acordo com Žižek, podemos distinguir os mesmos cinco padrões no modo como nossa consciência social trata o apocalipse vindouro. “A primeira reação é a negação ideológica de qualquer ‘desordem sob o céu’; a segunda aparece nas explosões de raiva contra as injustiças da nova ordem mundial; seguem-se tentativas de barganhar (‘Se mudarmos aqui e ali, a vida talvez possa continuar como antes...’); quando a barganha fracassa, instalam-se a depressão e o afastamento; finalmente, depois de passar pelo ponto zero, não vemos mais as coisas como ameaças, mas como uma oportunidade de recomeçar. Ou, como Mao Tsé-Tung coloca: ‘Há uma grande desordem sob o céu, a situação é excelente’.”

Os cinco capítulos se referem a essas cinco posturas. O capítulo 1, “Negação”, analisa os modos predominantes de obscurecimento ideológico, desde os últimos campeões de bilheteria de Hollywood até o falso apocaliptismo (o obscurantismo da Nova Era, por exemplo). O capítulo 2, “Raiva”, examina os violentos protestos contra o sistema global, em especial a ascensão do fundamentalismo religioso. O capítulo 3, “Barganha”, trata da crítica da economia política, com um apelo à renovação desse ingrediente fundamental da teoria marxista. O capítulo 4, “Depressão”, descreve o impacto do colapso vindouro, principalmente em seus aspectos menos conhecidos, como o surgimento de novas formas de patologia subjetiva. E, por fim, o capítulo 5, “Aceitação”, distingue os sinais do surgimento da subjetividade emancipatória e procura os germes de uma cultura comunista em suas diversas formas, inclusive nas utopias literárias e outras.

Žižek é otimista quanto ao que pode surgir desse processo de emancipação e apresenta sua obra como parte da luta contra aqueles que estão no poder em geral, contra sua autoridade, contra a ordem global e contra a mistificação ideológica que os sustenta. Para ele, engajar-se nessa luta significa endossar a fórmula de Alain Badiou, para quem mais vale correr o risco e engajar-se num Evento-Verdade, mesmo que essa fidelidade termine em catástrofe, do que vegetar na sobrevivência hedonista-utilitária. Rejeita, assim, a ideologia liberal da vitimação, que leva a política a renunciar a todos os projetos positivos e buscar a opção menos pior.
FICHA DO LIVRO

Título: Vivendo no fim dos tempos
Autor: Slavoj Zizek

Editora: Boitempo
Ano: 2012
Páginas: 368

Peso: 565 g

Gênero: Filosofia - Psicologia
 
ISBN: 978-85-7559-212-0


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A obra de Sartre

Autor: István Mészáros.

Busca da liberdade e desafio da história.


 Publicado originalmente em 1979, o livro A obra de Sartre: busca da liberdade deveria ter tido um segundo volume intitulado O desafio da história, o qual analisaria a concepção sartriana de história. Devido a outros projetos, entre os quais a obra-prima Para além do capital, István Mészáros pôde retomar essa análise somente na presente edição, ampliada e atualizada, que a Boitempo disponibiliza ao leitor de língua portuguesa antes mesmo de seu lançamento em inglês. O livro tem o mérito de situar Jean-Paul Sartre em relação ao pensamento do século XX e abordar sua trajetória em todas as suas manifestações – como romancista, dramaturgo, filósofo e militante político.

Escritor algum foi alvo de tantos ataques, de origens as mais variadas e poderosas, quanto Sartre: “Em 1948, nada menos do que o governo soviético de Stalin assume posição oficial contra o filósofo e, no mesmo ano, um decreto especial do Santo Ofício coloca no Index a totalidade de suas obras”, lembra Mészáros. Quais as razões disso? E como é possível que um indivíduo sozinho, tendo a caneta como única arma, seja tão eficiente como Sartre numa época que tende a tornar o indivíduo completamente impotente? Os escritos do filósofo marxista buscam não apenas as respostas, como também formulam novos questionamentos sobre a vida e a obra de Sartre, elucidando sua contribuição para o mundo.

Quando interrogado recentemente sobre o motivo que o levou a escrever sobre Sartre, Mészáros respondeu: “Sempre senti que os marxistas deviam muito a ele, pois vivemos numa era em que o poder do capital é dominador, uma era em que, significantemente, a ressonante platitude dos políticos é que ’não há alternativa‘. [...] Sartre foi um homem que sempre pregou exatamente o oposto: há uma alternativa, deve haver uma alternativa; como indivíduos, devemos nos rebelar contra esse poder. Os marxistas, de modo geral, não conseguiram dar voz a isso”.


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FICHA DO LIVRO


Editora: Boitempo
Ano: 20012
Páginas: 332
Peso: 525 g.

Gênero: Filosofia - Marxismo

ISBN: 978-85-7559-213-7



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Margem Esquerda - nº 18

Autor: Vários.





 A entrevista que abre esta nova edição da Revista Margem Esquerda é do teólogo da libertação e escritor Leonardo Boff, que falou sobre sua trajetória, formação e obra aos sociólogos Emir Sader e Michael Löwy. O “Dossiê”, organizado por Ricardo Antunes, apresenta cenas da condição de precariedade da classe trabalhadora em escala global, com textos de Pietro Basso, Giovanni Alves e Dora Fonseca, Graça Druck e do próprio Ricardo.

Na seção “Artigos”, Marcello Musto discorre sobre a “Introdução” de 1857, a mais importante e célebre seção dos Grundrisse, de Karl Marx. Fabio Querido estabelece afinidades entre as reflexões teóricas e políticas de Rosa Luxemburgo (1871-1919) e Walter Benjamin (1892-1940), enquanto Roberval dos Santos revisa as principais teses de Louis Althusser e discute sua última contribuição intelectual, o materialismo do encontro. Por último, João Leonardo Medeiros e Rômulo André Lima analisam o fenômeno dos reality shows, em particular o Big Brother. O artigo articula o atual desenvolvimento capitalista com as formas e conteúdos assumidos pelas manifestações culturais contemporâneas, entendendo que estas expressam “formas de consciências condizentes e necessárias” à reprodução social.


FICHA DO LIVRO

Autor: Vários

Editora: Boitempo
Ano: 2012
Páginas: 160


ISBN: 1678-7684-18


Sumário

Apresentação
IVANA JINKINGS e FLÁVIO AGUIAR

ENTREVISTA
Leonardo Boff
EMIR SADER e MICHAEL LÖWY


DOSSIÊ: NOVA ERA DE PRECARIZAÇÃO ESTRUTURAL DO TRABALHO?
O walmartismo no trabalho no início do século XXI
PIETRO BASSO

Trabalhadores precários: o exemplo emblemático de Portugal
GIOVANNI ALVES e DORA FONSECA

A metamorfose da precarização social do trabalho no Brasil
GRAÇA DRUCK

A corrosão do trabalho e a precarização estrutural
RICARDO ANTUNES


ARTIGOS
História, produção e método na “Introdução” de 1857
MARCELLO MUSTO

A exumação de Louis Althusser
ROBERVAL DE JESUS LEONE DOS SANTOS

Rememoração revolucionária
FABIO MASCARO QUERIDO

Capital, o Big Brother
JOÃO LEONARDO MEDEIROS E RÔMULO ANDRÉ LIMA

HOMENAGEM
O Ben Bella revolucionário que conheci
GUILLERMO ALMEYRA


RESENHA
Literatura e política
CARLOS EDUARDO J. MACHADO

NOTAS DE LEITURA

O debate sobre Deus: razão, fé e revolução
MOZART SILVANO PEREIRA

Vivendo no fim dos tempos
KIM DORIA

Globalização, dependência e neoliberalismo na América Latina
MATHIAS SEIBEL LUCE


POESIA
Um pinheiro
HEINRICH HEINE



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A hipótese comunista

Autor: Alain Badiou.



A “hipótese comunista”, conceito formulado pelo filósofo, dramaturgo e militante francês Alain Badiou, inspira uma obra homônima sobre a revitalização do comunismo e um novo programa para a esquerda, lançada agora pela Boitempo. Desde 2008, quando foi exposto pela primeira vez em um artigo da New Left Review, o termo vem sendo adotado e discutido por uma ampla gama de pensadores, como Slavoj Žižek, Jacques Rancière, Michael Hardt, Antonio Negri e Terry Eagleton.

Considerado um dos principais filósofos de nosso século, Badiou parte da reflexão sobre a noção de fracasso do comunismo ¬–¬ enunciado negativo amplamente disseminado pela “nova filosofia” ocidental a partir da década de 1970 – para defender a sua retomada. Badiou vê o fracasso como uma trajetória, e não como o fim de uma experiência histórica.

Sua convicção se esclarece com uma comparação científica: o “teorema de Fermat” foi por três séculos um problema matemático não resolvido, que assumiu a forma de uma hipótese. Houve inúmeras tentativas de justificação, de longo alcance, que não conseguiram resolver o problema em si. “Mas foi fundamental que a hipótese não tenha sido abandonada durante os três séculos em que foi impossível demonstrá-la. A fecundidade desses fracassos, de sua análise, de suas consequências, estimulou a vida matemática. Nesse sentido, o fracasso, desde que não provoque o abandono da hipótese, é apenas a história da justificação dessa hipótese”, afirma no prefácio.

Neste volume, além de um artigo sobre Maio de 1968 e outro sobre as lições da Comuna de Paris, o leitor encontrará o pensamento de Badiou sobre a Revolução Cultural Chinesa e sobre seu mestre na política, Mao Tsé-Tung. Analisando detalhadamente esses três momentos, o autor sustenta que os aparentes fracassos de acontecimentos profundamente ligados à hipótese comunista foram e ainda são etapas de sua história, defende o retorno da palavra “comunismo” e, com ela, da hipótese geral que envolve seus processos políticos efetivos. A posição da palavra, no entanto, não pode mais ser a de adjetivo, como em “partido comunista” ou “regimes comunistas”. Segundo o filósofo, a forma partido, assim como a de Estado socialista, é inadequada para garantir a sustentação real da Ideia. Novas formas políticas, que se referem a uma política sem partido, foram e ainda são experimentadas.


FICHA DO LIVRO

Título: A hipótese comunista
Autor: Alain Badiou

Editora: Boitempo
Ano: 2012
Páginas: 152
Peso: 200 g

Gênero: Filosofia - Marxismo - Socialismo
 
ISBN: 978-85-7559-194-9


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A imagem-tempo


 
 Este livro tem como ponto de partida uma das conclusões do estudo precedente de Gilles Deleuze, 'A imagem-movimento' - a necessidade de arrancar dos clichês cinematográficos algo mais que sua verdade aparente. Nesta obra, Deleuze propõe uma autêntica reeducação do olhar, à luz dos conceitos filosóficos formulados por Bergson a propósito do movimento, do tempo, da duração e da imagem. A profundidade da abordagem deleuziana não diminui em nada, porém, o prazer da leitura. Filósofo-cinéfilo, Deleuze ancora todas as suas idéias em exemplos concretos, fazendo desfilar diante dos olhos do leitor imagens de clássicos dirigidos por grandes mestres, como Chaplin, Herzog, Antonini, Godard e Visconti. Imagens que mostram que o cinema é o espaço por excelência para a análise das complexas relações entre passado e presente, memória e acontecimento. A câmera, segundo Deleuze, funda uma consciência que se define não pelos movimentos que é capaz de captar, mas pelas relações mentais e psicológicas nas quais é capaz de entrar. Ao mesmo tempo livro de filosofia e livro de cinema, 'A imagem-tempo' é uma obra fundamental para se compreender que, longe de viver sua decadência, o cinema é uma arte inesgotável.



FICHA DO LIVRO

Título: A imagem-tempo

Editora: Brasiliense
Páginas: 340
Edição: 1ª
Ano: 2005

Peso: 395 g 

Gênero: Filosofia - Cinema - Cultura

ISBN: 8511220283


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Coisas Ditas


 
 Aplicando a si próprio seu método de análise das obras culturais, Pierre Bourdieu traça um auto-retrato intelectual, ao mesmo tempo objetivo e compreensivo. Este livro apresenta conversas suas com etnólogos, economistas e sociólogos. Nelas, Bourdieu esclarece certos aspectos de seu trabalho, explica os pressupostos filosóficos de suas pesquisas e evoca a lógica concreta de suas investigações. Ao mesmo tempo, as objeções mais freqüentes a seu trabalho são discutidas e refutadas.


FICHA DO LIVRO

Título: Coisas Ditas

Editora: Brasiliense
Páginas: 234
Edição: 1ª
Ano: 2004

ISBN: 8511080694


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Obras escolhidas I - Magia e técnica, arte e política


 
Este livro iniciou a publicação das 'Obras Escolhidas' de Walter Benjamin, selecionadas pela Suhrkamp Verlag, com a tradução de Sergio Paulo Rouanet e apresentação de Jeanne Marie Gagnebin. Constam neste primeiro volume alguns dos mais importantes textos do filósofo, como os ensaios sobre o conceito de História, o Surrealismo, a obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica e a fotografia e as análises das obras de Marcel Proust e Franz Kafka.


FICHA DO LIVRO


Editora: Brasiliense
Páginas: 256
Edição: 10ª
Ano:1996

ISBN: 8511120300


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