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As distintas margens da escrita literária



  Este livro traz uma coletânea de dezessete ensaios da autora Maria Heloísa Martins Dias, sendo que catorze deles já foram veiculados em periódicos do Brasil e de Portugal, e três são inéditos. Juntos eles compõem uma ampla visão dos estudos literários atuais. Os textos, que analisam separadamente autores da Literatura luso-brasileira, têm como tema geral o diálogo das obras consigo mesmas, numa tentativa de desvendar a “aventura da linguagem”.

Assim, estão contemplados aqui escritores como João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Graciliano Ramos, Fernando Pessoa, António Nobre, Almada Negreiros, Teolinda Gersão, Carlos Drummond de Andrade, entre outros. Todos são vistos sobre o viés da autorreflexividade, com a autora buscando fugir dos já clássicos estudos literários que procuram entender como determinado autor foi lido à sua época, ou as circunstâncias culturais na qual este autor estava inserido no momento de sua produção. Para escapar dessas e de outras análises, Maria Heloísa Martins Dias busca o caminho puro e simples da contemplação da obra para tirar dela os seus significados.


FICHA DO LIVRO


Editora: Unesp
Páginas: 284
Edição: 1ª
Ano: 2011
Peso: 342 g

Gênero: Crítica Literária

ISBN: 9788539301324


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Clarice Lispector e a encenação da escritura


 
Em "A via crucis do corpo".

  O interesse da autora em relação ao livro A via crucis do corpo, de Clarice Lispector, lançado em 1974, deve-se, num primeiro momento, ao fato de o mesmo ter sido considerado uma "obra menor", um "desvio" ou, até mesmo, um "lixo", quando comparado às demais publicações da autora, por ter sido escrito "por encomenda", "às pressas", num período em que a escritora passava por dificuldades financeiras. Buscando suscitar elementos que permitam a (re)avaliação dessa visão, Nilze Reguera apresenta uma leitura da obra sob a perspectiva da encenação, considerando como a simulação ("parecer" e "não-ser") e a dissimulação ("não-parecer" e "ser") se entrelaçam no texto.

FICHA DO LIVRO


Editora: Unesp
Páginas: 288
Edição: 1ª
Ano: 2006
Peso: 340g

Gênero: Crítica Literária  - Literatura Brasileira

ISBN: 8571396965


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O Cão do sertão

Autor: Luiz Roncari.
 
 
Literatura e engajamento: ensaios sobre Guimarães Rosa, Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade
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  Os ensaios que compõem este livro foram escritos ao longo dos últimos quinze anos. Apesar de terem tido distintas motivações e sido produzidos em diferentes tempos, eles possuem alguns elementos comuns fortes, temáticos e metodológicos, os quais lhes dão também unidade e organicidade. O nome do livro, O Cão do Sertão, tirado do título do primeiro ensaio sobre Guimarães Rosa, "O cão do sertão no arraial do Ão", serve de fato para identificar o seu conjunto, pois ele se refere ao poder desmesurado do homem na sociedade patriarcal brasileira, ou seja, à forma descompensada de vivência do amor pelos homens e pelas mulheres, motivo que atravessa a maior parte dos estudos.


FICHA DO LIVRO

Autor: Luiz Roncari

Editora: Unesp
Páginas: 304
Edição: 1ª
Ano: 2007
Peso: 477 g

Gênero: Crítica Literária  - Literatura Brasileira

ISBN: 9788571397477


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As artes da palavra



 Elementos para uma poética marxista.

Uma conversa de um leitor, rigoroso e crítico, mas também apaixonado, sobre o eterno aprendizado da leitura. Em As artes da palavra: elementos para uma poética marxista , o filósofo Leandro Konder faz uma reflexão sobre literatura e realismo. Dividido em duas partes, na primeira Konder parte da sua experiência e erudição para analisar seis gêneros da expressão literária: poesia, romance, teatro, ensaio, crônicas e cartas. Para cada um dedica um capítulo intitulado “Para ler...” em que o autor, com um texto claro como uma boa aula, discute, desperta o interesse e amplia a compreensão sobre as formas do discurso escrito.

Nas suas introduções aos gêneros, Konder trata de questões como por que hoje quase não se lê poesia; o que é um romance; a relação entre o texto teatral e a encenação ao longo da história da dramaturgia até Bertolt Brecht; a dinâmica complexa entre a liberdade artística e a linguagem da ciência nos ensaios; os recursos da crônica, gênero no qual cabe tudo, menos ser chato; e o lugar da carta dentro da literatura.

Na segunda parte do livro, o autor parte para um desenvolvimento original do conceito de realismo na literatura, a partir da análise e comparação de um romancista notadamente realista, Honoré de Balzac, com a busca ao que existe de realismo na obra de Fernando Pessoa, um poeta que inventava inclusive os autores de seus poemas. Fortemente inspirado pelo filósofo húngaro Georg Lukács, Konder busca uma definição do que é realismo e sua relação com a força das grande obras de arte.



FICHA DO LIVRO


Autor: Leandro Konder

Editora
: Boitempo

Ano
: 2005
Páginas
: 112
Edição
: 1ª
Peso: 230 g

ISBN: 85-7559-066-9


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Alegoria


Construção e interpretação da metáfora.

Em Alegoria — Construção e interpretação da metáfora, João Adolfo Hansen nos apresenta um panorama dos diferentes tipos de alegoria empregados por autores da Antiguidade, da Idade Média e do Renascimento. Distinguindo entre a alegoria como expressão e a alegoria como interpretação, ele revela que a alegoria pode ser muito mais do que uma figura de linguagem, remetendo às vezes, como nos textos escolásticos, às próprias coisas. Mais do que isso, ilustrando seu próprio texto com reproduções de obras pictóricas de vários períodos históricos, o autor nos possibilita reconhecer também usos da alegoria em linguagens não-verbais.

FICHA DO LIVRO

Título: Alegoria

Editora: Unicamp
Edição: 1ª Edição
Ano: 2006
Páginas: 232
Peso: 325 g


ISBN: 85-268-0724-2
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Álbum de Leitura

 
 
Memórias de vida, histórias de leitoras
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  A autora percorre a história de vida e de leitura de um grupo de escritoras brasileiras nascidas entre 1843 e 1916, como Maria José Dupré e Zélia Gattai. A literatura feminina e autobiográfica dessas mulheres é a base para identificar os seus percursos. Conquistar o direito à alfabetização, escolarização, profissionalização e participação na vida pública foi uma dura batalha para a mulher. Para conhecer a fundo esse universo, este livro se debruça sobre doze depoimentos produzidos por escritoras nascidas entre 1843 e 1916, vivendo em várias regiões do Brasil e com diferentes experiências socioculturais, como Carolina Nabuco, Maria José Dupré e Zélia Gattai. A história da constituição dessas e de outras mulheres, como leitoras e produtoras de textos, é constituída pela autora, que investiga as numerosas dificuldades que elas enfrentaram para construir o seu repertório cultural e para escrever a própria trajetória. O livro enfoca a literatura feminina e autobiográfica para identificar o percurso dessas mulheres. Graças aos retratos de vida e de leitura de cada memorialista investigada, a obra reconstitui as condições, situações, pessoas e contextos que influenciaram a formação das leitoras nos espaços intra e extradomésticos.

FICHA DO LIVRO


Editora: Unesp
Páginas: 498
Edição: 1ª
Ano: 2003

ISBN: 8571394644


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Euclides da Cunha - militante da república


Talvez seja possível se falar de obra – Os sertões – mais conhecida do que seu autor – Euclides da Cunha. Sua vida – com um final trágico em um tiroteio com o amante de sua esposa – tem como pano de fundo a Escola Militar, criada em 1810, “uma das primeiras de nível superior a serem instaladas no país” ... “instituição de que [Euclides] foi um dos mais característicos frutos”.

Sua obra, “um conjunto amplo e diversificado”, tem em “Os sertões” seu ponto alto, considerada por alguns como uma das maiores obras já escritas por um brasileiro. Exageros à parte, essa obra é resultado de seu trabalho, como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, na cobertura da Guerra de Canudos, confronto que ocorreu em 1896/1896, no interior da Bahia, na comunidade que dá nome ao conflito, entre o Exército brasileiro e integrantes de movimento popular estabelecido no local, forças absolutamente desiguais.

FICHA DO LIVRO

Título: Euclides da Cunha - militante da república 
Autora: Walnice Nogueira Galvão.

Editora
: Expressão Popular
Páginas
: 80

Gênero
: Biografia - Crítica Literária

ISBN
: 978-85-7743-143-4
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A Arte do Combate


 A literatura alemã em cento e poucas chispas poéticas e outros tantos comentários

 A arte do combate: a literatura alemã em cento e poucas chispas poéticas e outros tantos comentários, de Marcelo Backes, é um livro sem precedentes no Brasil. Didático e espirituoso, enciclopédico e combativo ao mesmo tempo, reúne poesias, fábulas, cartas, excertos, epigramas e aforismos dos mais representativos autores alemães do período entre Lutero (1483-1546) e Brecht (1898-1956).

A todos os textos segue um comentário do autor, em que ele apresenta resumidamente o escritor, sua obra e o trecho compilado. Ao longo do livro, Backes faz também uma reflexão acerca do que considera ser a falta de combatividade típica da literatura brasileira. Backes apresenta – sempre que o gênero for mencionado pela primeira vez – uma breve história do aforismo, do epigrama, da fábula, do diário e dos outros gêneros mais caracteristicamente combativos da literatura universal.

O ponto de partida para a seleção é a língua alemã, elemento que unifica todos os autores. Comparecem, portanto, autores não apenas da Alemanha mas também da Áustria e da Suíça. Marcelo Backes inclui alguns nomes esquecidos, como Jean Paul, Karl Kraus e Alfred Kerr, outros que jamais foram estudados no Brasil, como Johann Nestroy, Moritz Saphir e Richard Dehmel, e faz referências a todos os escritores de alguma importância, dos primórdios da literatura germânica, no século VIII, aos dias de hoje - além, é claro, de grandes nomes como Kafka, Marx, Schopenhauer, Goethe, Schiller, Thomas Mann, Brecht e muitos outros.

Este livro intensamente lírico e erudito – o conceito “chispas poéticas” (dichterische Funken, em alemão) é de Adorno e aparece em seu texto "Discurso sobre lírica e sociedade" – começa com um cânone e termina com um longo ensaio sobre a literatura alemã contemporânea. O posfácio recebe o sonoro título de “Viva a crítica que mete o pau”, no qual o autor comenta com rara ousadia a crítica literária brasileira atual, confrontando-a à opulência da crítica alemã, e que, de certa forma, explica o livro. Um cuidadoso índice remissivo facilita a consulta temática e autoral direta, adquirindo valor de glossário por sua abrangência e detalhismo.

A arte do combate revela que a postura crítica dos autores alemães – desde o poeta medieval Walther von der Vogelweide, passando por Heine, Marx, Schnitzler, Kafka, Kraus e tantos outros – é uma questão de princípio. Todos eles parecem estar de acordo com Heráclito, o filósofo dialético grego, que declarou ser o combate o “pai de todas as coisas”. Para encerrar, este belo livro de Marcelo Backes termina como deveria: com Brecht, o último combatente da arte.





FICHA DO LIVRO

Título:  A Arte do Combate
Autor:
Marcelo Backes

Editora: Boitempo
Ano
: 2003
Páginas: 368

Peso: 570g.

Gênero: Crítica Literária - Literatura Estrangeira

ISBN: 885-7559-010-3



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O Bruxo do Cosme Velho - Machado de Assis no Espelho


Machado de Assis, num encontro de críticos e analistas.


Machado de Assis é “um mundo”! Esse poderá ser o comentário de um leitor diante da diversidade das colaborações deste volume, quem sabe com algum laivo de ironia. De fato, aqui estão reunidos vários e variados ensaios em torno de uma mesma figura literária, Machado de Assis. No entanto, o material aqui recolhido não pode ser contemplado como um conjunto diversificado de “leituras” ou de “perspectivas de análises” da obra do escritor, expressões que mais caberiam numa coletânea acadêmica. Passamos a compreender melhor a natureza desta publicação se soubermos que os textos foram apresentados no XV Moitará, reunião organizada pela Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA) de São Paulo, que vem se consagrando como tradição entre os psicanalistas junguianos, deixando as melhores lembranças entre os convidados a cada ano renovados.
O leitor poderá então tirar proveito diferenciado de uns e de outros dentre os textos aqui presentes – um exercício interessante de diálogo dele mesmo, leitor, com os textos machadianos referidos e, por certo, um aguçamento de sua curiosidade em torno da fortuna crítica de Machado de Assis, vista de modo ampliado. Construída desde o século retrasado ela apanha leitores por todo o lado, e já é um capítulo com revelações de interesse sobre os impasses trazidos pela obra do escritor ao longo dos anos. Impasses que resultam do tratamento conferido por Machado à sociedade e ao homem brasileiros, sempre associados ao andamento da experiência internacional do tempo.
Salete de Almeida Cara,
professora do curso de letras da Universidade de São Paulo



FICHA DO LIVRO


Título: O Bruxo do Cosme Velho - Machado de Assis no Espelho
Autores:
Márcia Moura Coelho e Marcos Fleury de Oliveira (org.)

Editora: Alameda Editorial
Páginas: 160

Peso: 240 g

Gênero : Crítica Literária - Literatura Brasileira - Psicologia


ISBN :
85-98325-07-4 

Índice

Projeto Memória Moitará

Apresentação

Prefácio

O portal do inferno
Flávio Aguiar

Machado de Assis nos anos 1870, a preparação do romance realista
Salete de Almeida Cara

O pensamento machadiano e a política da hipocrisia
Liliana Liviano Wahba

Dom Casmuro e o retrato do país
Luiz Roncari

A marca social de um delírio
Gilberto Pinheiro Passos

Uma experiência enlouquecedora: uma leitura do conto “O espelho”
Marlene Bilenky

Machado de Assis e a música
Leniza Castello Branco

O espelho, a persona e o poder
Henrique Torres

Diálogo: o criador e a criatura
Flávio Aguiar e Ariclê Perez
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Ao Vencedor as Batatas

Autor: Roberto Schwarz.

No famoso ensaio de abertura, "As ideias fora do lugar", Roberto Schwarz reflete sobre a comédia ideológica nacional representada pela disparidade entre a sociedade escravista e as ideias do liberalismo europeu. Deste olhar teórico mais amplo, passa, no segundo ensaio, à análise detalhada de Senhora, apontando as contradições da ficção de Alencar. Fecha o volume uma longa reflexão sobre a prática do favor e os primeiros romances de Machado de Assis: A mão e a luva, Helena e Iaiá Garcia. Um dos pontos de partida deste livro foi o resgate crítico do processo histórico armado por Antonio Candido na Formação da literatura brasileira: o estudo das relações entre forma literária e processo social nos inícios do romance brasileiro. Publicado em 1977, Ao vencedor as batatas provocou uma reviravolta na crítica machadiana. Visto em perspectiva histórica, conferiu feição nova ao ensaísmo de esquerda, por seu alto grau de originalidade e grande poder de fogo.



FICHA DO LIVRO


Título: Ao Vencedor as Batatas
Autor: Roberto Schwarz

Editora: Editora 34
Páginas: 240

Gênero
: Crítica Literária - Literatura Brasileira

ISBN
: 85-7326-169-2
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O Romance Histórico

  

  Escrito em 1936-37, "O romance histórico" de György Lukács é considerado o trabalho mais significativo do filósofo nos anos de exílio na União Soviética. Publicado pela Boitempo Editorial, inédito em português, o livro traz textos preparatórios para uma “estética marxista”. Nele o filósofo húngaro amadurece os fundamentos da sua teoria dos gêneros literários com uma abordagem materialista da história da literatura moderna e investiga a natureza da interação entre o espírito histórico e a grande literatura: correntes, ramificações e pontos de confluência que, do ponto de vista da teoria, são característicos e imprescindíveis. “E isso apenas em relação à literatura burguesa; a mudança provocada pelo realismo socialista ultrapassa os limites de meu estudo”, delimita o autor.

Com esses estudos Lukács também pôde amadurecer sua teoria sobre o realismo, que para ele não corresponde a uma escola literária, mas sim a uma forma literária que reconstitui o homem na sua totalidade – o que seria particularmente perceptível na obra de Walter Scott, o “grande poeta da História”, que introduziu na literatura épica o retrato dos costumes e das circunstâncias dos acontecimentos, o caráter dramático da ação e, em estreita relação com isso, o novo e importante papel do diálogo no romance, como assinala o filósofo.

Em um capítulo especialmente dedicado à obra scottiana, Lukács sublinha o surgimento do romance histórico na Inglaterra como resultado do despertar da sensibilidade para a história, a consciência do desenvolvimento histórico, em meio às enormes convulsões políticas e sociais das décadas anteriores à revolução burguesa. Nesse contexto, afirma ele, Walter Scott permanece muito fortemente ligado às camadas da sociedade arruinadas pelo rápido desenvolvimento do capitalismo, mas sempre procurando um “caminho do meio” entre os extremos em luta: não fazia parte nem dos entusiastas do desenvolvimento nem de seus apaixonados contestadores.

Paradoxalmente, como reforça o filósofo, a grandeza de Scott reside em seu conservadorismo, ao esforçar-se para demonstrar sua realidade histórica pela figuração ficcional das grandes crises da história inglesa.

Seus personagens não possuem a profundidade psicológica das figuras humanas individuais, mas o autor é capaz de dar vida humana a tipos sociais históricos com concisão e univocidade, o que se aplica a seus “heróis medianos” insuperáveis no modo realista da “classe média” inglesa. Lukács cita o comentário do crítico russo Vissarion Belinski sobre o caráter épico do romance de Scott, a totalidade histórica presente na figuração e nas personagens coadjuvantes, que em sua maioria é mais interessante e importante que o herói mediano principal.

Na obra, além de elucidar aspectos essenciais da obra de Walter Scott – para Lukács, jamais alcançados em sua grandeza por outro escritor –, o filósofo analisa o papel de outros grandes nomes do romance histórico, como Balzac, Stendhal, Goethe, Púchkin, Gógol, Górki e Tolstói.

FICHA DO LIVRO
 
Título: O Romance Histórico
Autor: György Lukács

Editora: Boitempo
Ano
: 2011
Páginas: 440
Peso: 700 g

Gênero: Crítica Literária

ISBN: 978-85-7559-180-2
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Cultura, arte e literatura - textos escolhidos

Autores: Karl Marx e Friedrich Engels.

'Cultura, arte e literatura - textos escolhidos' tem como base os resultados iniciais da pesquisa de textos marxianos realizada por Lifschitz no então Instituto Marx-Engels-Lenin da extinta União Soviética. Disso resultou uma antologia, com mais de duas mil páginas, formada por textos nos quais Marx e Engels abordaram a questão da cultura, da arte e da literatura, ainda que não fizessem parte de trabalhos dedicados exclusivamente a esses temas. O presente livro é constituído por uma seleção de alguns textos contidos na antologia organizada por Lifschitz. 


FICHA DO LIVRO

Título: Cultura, arte e literatura - textos escolhidosAs Ideias Estéticas de Marx
Autores:
Karl Marx e Friedrich Engels.

Editora: Expressão Popular
Páginas: 352
Ano: 2010

Gênero: Marxismo -Cultura - Crítica literária - Arte

ISBN:9788577431687
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Dez Lições sobre o Romance Inglês do Século XVIII

 Como um gênero popular, plebeu e mal-visto como o romance, recém-chegado à cena literária e por isso sem nenhuma tradição, pôde começar a se impor na Inglaterra do século XVIII?

Em Dez lições sobre o romance inglês do século XVIII, Sandra Vasconcelos traça um panorama da formação e da ascensão do romance até sua transformação no grande gênero que, assumindo um lugar proeminente no século XIX, iria dar ao homem comum posição de destaque na literatura universal.

Agente de afirmação das aspirações e dos valores das classes comerciais e industriais, palco do embate mas também das conciliações de interesses da aristocracia e da burguesia emergente, o romance surgiu na Inglaterra do século XVIII como um gênero literário novo, cuja maleabilidade formal abria possibilidades inauditas para dar conta da nova ordem social inglesa.

Desprezado pelos homens de letras pela sua falta de vínculos com as formas clássicas e pela sua bastardia, considerado frívolo, pernicioso e subversivo pelos defensores da moralidade, o romance teve de empunhar armas para se estabelecer e se consolidar na cena literária, envolvendo nesse processo autores, leitores e críticos.

Para descrever fenômeno tão complexo, multiforme e múltiplo, é preciso lançar mão, portanto, de ângulos diversificados, na tentativa de melhor explicá-lo ou compreendê-lo. Esse é o modus operandi de Dez lições, cujo principal objetivo é oferecer ao leitor brasileiro, especializado no assunto ou não, uma introdução que lhe permita explorar questões fundamentais a respeito da ascensão e da formação do romance como gênero.





FICHA DO LIVRO

Título:  Dez Lições sobre o Romance Inglês do Século XVIII
Autor:
Sandra Guardini Vasconcelos

Editora: Boitempo
Ano
: 2002
Páginas: 168

Peso: 270g.

Gênero: Crítica Literária - Letras

ISBN: 85-7559-013-8



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Marxismo e teoria da literatura

Autor: György Lukács.

São muitos os temas abordados nos ensaios contidos em Marxismo e teoria da literatura. Além de um criterioso exame das ideias estéticas de Engels e de uma abordagem da teoria marxiana da decadência ideológica e de seus reflexos na literatura, Lukács nos apresenta algumas das principais determinações do realismo, que é para ele uma característica essencial de toda grande arte e não apenas um estilo entre outros. Na exata medida em que é um reflexo da realidade objetiva, ainda que obtido por meios diferentes daqueles da ciência, toda arte autêntica possui esta dimensão realista, que faz com que seu receptor tome consciência de sua participação nas experiências do gênero humano. Para Lukács, há assim uma estreita e orgânica relação entre arte e sociedade.

O estudo apaixonado da substância humana do homem faz parte da essência de toda literatura e de toda arte autênticas. Não basta, para que sejam chamadas de humanistas, que estudem apaixonadamente o homem, a verdadeira essência da sua substância humana; é preciso também, ao mesmo tempo, que defendam a integridade do homem contra todas as tendências que a atacam, a envilecem e a adulteram. Como todas essas tendências (e, naturalmente, em primeiro lugar, a opressão e a exploração do homem pelo homem) não assumem em nenhuma sociedade uma forma tão inumana como na sociedade capitalista, todo verdadeiro artista ou escritor é um adversário instintivo destas deformações do princípio humanista, independentemente do grau de consciência que tenham de todo este processo.


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FICHA DO LIVRO


Título: Marxismo e teoria da literatura
Autor: György Lukács

Editora: Expressão Popular

Páginas: 296

Gênero: Marxismo - Crítica Literária - Arte

ISBN: 9788577431670

Sobre o autor: György Lukács nasceu em Budapeste, Hungria, em 1885, e faleceu na mesma cidade, em 1971. Ele foi um dos mais importantes filósofos marxistas do século XX. Desde jovem, o interesse pela estética ocupa um papel central em sua obra. Num primeiro momento, foi influenciado por Kant e, mais tarde, quando escreveu Teoria do romance (1916), por Hegel. Mas a grande virada em seu pensamento ocorre sob a influência da Revolução Bolchevique de 1917, que abriu para grande parcela da humanidade uma perspectiva de transformação da realidade, uma alternativa radical ao sistema capitalista. É então que Lukács adere à teoria social de Marx, uma adesão que tem também uma dimensão claramente política: em 1918, ele ingressa no Partido Comunista Húngaro, no qual permanecerá até o fim de sua longa vida.
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A Estrela da Manhã: Surrealismo e Marxismo

Autor: Michael Löwy.

O surrealismo permanece vivo. Ele é imortal, se o entendermos como sendo a manifestação em nosso tempo do próprio espírito da poesia. É isso que os ensaios de Michael Löwy, reunidos sob o título A ESTRELA DA MANHÃ, comprovam. Trata-se de uma resposta apaixonada aos críticos que não só apressadamente atestaram a morte do surrealismo, estabelecendo o ano de 1969 como a data de seu final, como àqueles que jamais conseguiram enxergar as relações intrínsecas do movimento com o marxismo e o romantismo revolucionário. Especialista em romantismo (compreendido aqui no sentido de protesto contra a modernidade capitalista), marxista e surrealista militante, Löwy dedica-se nesse livro a uma série de análises sobre diferentes personalidades e reflexões que se situaram na encruzilhada dessas inspirações. Esses estudos restabelecem as “afinidades eletivas” entre o surrealismo dos fundadores do movimento, aquele de André Breton e Benjamin Péret, com o marxismo e o anarquismo, fontes divergentes (mas complementares aos olhos dos marxistas libertários) de contestação à ordem burguesa estabelecida. O grande mérito do autor é determinar as particularidades da dimensão política do surrealismo, que jamais renunciou a “unir em uma mesma aliança a revolta e a revolução, o comunismo e a liberdade, a utopia e a dialética, a ação e o sonho”. Ele consegue ultrapassar, assim, a velha dualidade ressentida entre os movimentos estéticos e políticos. Michael Löwy também retorna ao romantismo revolucionário de Walter Benjamin e de Guy Debord, assinalando suas ligações com o surrealismo e o marxismo libertário. Para o autor, foi a partir dos trabalhos desses pensadores que o romantismo deixou de ser visto como uma corrente da cultura do século XIX e passou a ser entendido como uma estrutura mental inerente à própria modernidade – surgida com a Revolução Industrial e que perdura até hoje – e que por essência é anticapitalista. Demonstrando o inegável parentesco dos românticos revolucionários com os movimentos culturais de vanguarda – o surrealismo visto como uma “cauda do cometa” romântico – Löwy retoma o radicalismo subversivo dos surrealistas para agitar o “estado de insubmissão, de negativismo, de revolta que tira sua força positiva erótica e poética das profundezas cristalinas do inconsciente, dos abismos do desejo, do poço mágico do princípio do prazer, das músicas incandescentes da imaginação”. A ESTRELA DA MANHÃ é ricamente ilustrado com obras recentes de artistas amigos de Michael Löwy pertencentes ao Grupo de Paris do movimento surrealista e de diversos países do mundo, o que reafirma a continuidade desta estética. Michael Löwy nasceu em São Paulo em 1938, filho de imigrantes judeus de Viena. Estudou ciências sociais na USP e doutorou-se na Sorbonne com Lucien Goldmann. Vive em Paris desde 1969, onde trabalha como diretor de pesquisa do CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique). Crítico contumaz da ordem econômica mundial, Löwy tem participado ativamente dos movimentos antiglobalização e do Fórum Social de Porto Alegre. Entre suas obras traduzidas no Brasil destacam-se: Método dialético e teoria política; Para uma sociologia dos intelectuais revolucionários; Ideologia e ciência social; As aventuras de Karl Marx contra o Barão Münchhausen; Marxismo e religião na América Latina; Redenção e utopia; O romantismo na contramão da modernidade (com Robert Sayre), Marxismo, modernidade e utopia, Romantismo e messianismo.


Venda sob encomenda.
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FICHA DO LIVRO

Título: A Estrela da Manhã: Surrealismo e Marxismo
Autor: Michael Löwy

Editora: Civilização Brasileira
Páginas: 144

Gênero: Marxismo - Crítica Literária - Arte

ISBN: 852000573X
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