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A linguagem das formas

Autor: Pedro Paulo Garrido Pimenta.

Natureza e arte em Shaftesbury.

Na Inglaterra da Revolução Gloriosa, o triunfo das liberdades civis não foi acompanhado proporcionalmente pelo desenvolvimento das artes, a exemplo do que ocorrera em outros países da Europa. O filósofo Anthony Ashley Cooper, terceiro conde de Shaftesbury (1671-1713), não apenas identifica tal defasagem na cultura inglesa na época, mas também aponta as soluções para o desenvolvimento das artes, em especial do design, no país.

Shaftesbury encontra no desenho a unidade entre as belas-artes e a filosofia, o ponto no qual seria possível reconduzir a filosofia ao estatuto de arte, isto é, de conhecer não só objetos, mas a si mesmo. Afinal, o conde buscava redefinir a filosofia de uma maneira a aproximá-la do artista.

Admirado por intelectuais como Voltaire, Diderot, Hume e Kant, a obra de Shaftesbury, ainda pouco conhecida no Brasil, é resgatada por este ensaio de Pedro Paulo Pimenta, que analisa os meandros de seu pensamento e os relaciona com o contexto histórico de sua época e com a história da filosofia e da estética. Seus estudos, além de incluírem a filosofia no rol das artes que se expressam pela “linguagem das formas”, é sugestivo de uma possível confluência da arte com a chamada “linguagem da razão”, a filosofia.




FICHA DO LIVRO



Páginas: 224

Gênero: Filosofia

ISBN: 978-85-98325-48-4

Sobre o autor: Pedro Paulo Garrido Pimenta é professor de história da filosofia moderna na USP. É autor de Reflexão e moral em Kant (Azougue, 2004) e traduziu, junto com Márcio Suzuki, uma seleção dos Ensaios morais, políticos e literários, de Hume (Iluminuras, 2007). Atualmente, prepara um volume de textos de autores do Iluminismo escocês.
Índice
Apresentação
I. A retórica do desígnio
II. Um sentido natural
III. O gênio da linguagem
IV. Da cópia à imitação
Conclusão
Carta sobre a arte ou ciência do Desenho
Referências Bibliográficas
Índice
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A Era das Revoluções - 1789-1848

Autor: Eric J. Hobsbawm.

Em A Era das Revoluções o autor trata dos principais desenvolvimentos históricos deste período, construindo a imagem de uma sociedade produzida pelas "revoluções" e abordando o surgimento de termos que empregamos até hoje, como industrial, classe média, nacionalismo, etc.
Edição Revista.

FICHA DO LIVRO


Editora: Paz e Terra
Edição: 25ª Edição Revista
Páginas: 600

Gênero: História Geral

ISBN: 9788577530991
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A hora do teatro épico no Brasil

Autora: Iná Camargo Costa.

Em A hora do teatro épico no Brasil, a autora esclarece, primeiramente, como se deu a passagem de um modelo dramático de teatro para o modelo épico. Em seguida, reflete sobre o conseqüente esquecimento das soluções elaboradas por Brecht para a questão - como encenar assuntos que não cabem no "drama burguês": as greves, a inflação, a guerra, as lutas sociais? De forma instigante, Iná vai apresentando autores, peças, os críticos e suas posições. Desfilam diante do leitor as artimanhas das montagens de muitas textos representativos do teatro épico: Eles não usam black-tie de Guarnieri, montagem do Teatro de Arena, e O rei da vela de Oswald de Andrade, montagem do Teatro Oficina. E mais: Arena conta Zumbi, Arena conta Tiradentes e Roda-viva. Ao mesmo tempo, levanta questões a respeito de tendências da arte e da cultura, atreladas às tendências políticas; são temas polêmicos fundamentais para a reflexão sobre a atualidade brasileira. Prefácio de de Roberto Schwarz.

Acesse: http://pueblolivraria.com.br

FICHA DO LIVRO

Título: A hora do teatro épico no Brasil
Autora: Iná Camargo Costa

Editora: Graal
Ano: 1996
Páginas: 233

Gênero: Teatro

ISBN: 852190195X
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Os Justos

Autor: Albert Camus.

"Escrita em 1949, a peça traduz em diálogos toda a experiência militante de Camus, seja como jornalista, ainda jovem na Argélia, seja na Resistência Francesa, durante a Segunda Guerra Mundial, quando editou o jornal clandestino Combat. No prefácio do texto, o escritor chega a explicitar as intenções de homenagear “os homens e as mulheres que na mais impiedosa das obras não puderam cuidar de seus corações”, evocando “sua justa revolta, sua fraternidade difícil e seu esforço desmesurado para se colocar de acordo com a morte”."

Ambientada na Rússia czarista um grupo revolucionária trama a execução impiedosa do grão duque. Porém seus personagens principais vivem o conflito entre o amor concreto, por uma pessoa, e o amor abstrato, por uma causa que lhes cobra um alto preço, a humanidade.


FICHA DO LIVRO

Título: Os Justos
Autor: Albert Camus.

Editora
: Deriva
Páginas: 156.




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Matéria sobre a editora Deriva e Copyleft

Por Editora Deriva.

A matéria saiu na TVE, tv pública do Rio Grande do Sul. Fala um pouquinho da nossa história e a nossa relação com o copyleft:

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Dos crimes contra a administração pública

Autores: Antonio Pagliaro e Paulo José da Costa Jr.

Além de abordar os dispositivos legais relativos aos crimes contra a administração pública, traz elementos do direito italiano bem como a jurisprudência mais recente de nossos Tribunais.

Obra de inestimável valor e qualidade, constitui-se em material indispensável a todos os juristas e operadores do tema em questão.

Na 3ª edição, revista e atualizada, esta obra trata do tema com excelência e riqueza de detalhes.

Antonio Pagliaro e Paulo José da Costa conheceram-se, em meados da década de 60, nos Simpósios de direito penal promovidos pela Universidade de Pádua em Bressanone, sob a batuta segura do grande Giuseppe Bettiól.

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FICHA DO LIVRO

Título: Dos crimes contra a administração pública
Autores: Antonio Pagliaro e Paulo José da Costa Jr.

Editora: DPJ Editora
Páginas: 248
Edição:

Gênero: Direito

ISBN: 859922304-6

Mais informações:

Antonio Pagliaro tornou-se catedrático da Universidade de Palermo. Escreveu obras várias, de grande valor, disputadas com avidez pelos estudiosos do direito penal.

Paulo José da Costa conquistou a cátedra da Universidade de São Paulo, após ter obtido por concurso a livre-docência da Universidade de Roma. Também escreveu diversas obras, comentários, cursos e monografias, publicadas em edições sucessivas.

Em 1988, o então Ministro da Justiça, o consagrado penalista Giuliano Vassalli, nomeou Antonio Pagliaro presidente da Comissão de Reforma do novo Código Penal italiano. Tal indicação consagrou-o como o príncipe dos penalistas peninsulares.

Posteriormente, no biênio 95/96, o novo Ministro da Justiça, Vincenzo Caianiello, professor de direito administrativo e ex-presidente da Corte Constitucional, decidiu-se a modificar os crimes contra a Administração Pública. Para tanto, nomeou uma comissão, integrada pelos professores Antonio Pagliaro, de direito penal de Palermo, e Giuseppe Morbidelli, titular de direito administrativo de Florença.

Pagliaro aprofundou-se no estudo do direito penal administrativo, o que motivou o nosso Da Costa a convidá-lo a comentar, com ele, os crimes contra a administração pública, no direito brasileiro.

A idéia surgiu em dezembro de 1995, quando Paulo José da Costa, a convite da Universidade de Palermo, lá pronunciou uma série de oito conferências. Posteriormente, em março de 1996, Pagliaro e os demais penalistas palermitanos promoveram um ciclo de palestras na F.M.U. de São Paulo e na Instituição Toledo de Ensino de Bauru e Araçatuba, por iniciativa dos procuradores Carlos Eduardo de Athayde Buono e Tomás Antonio Bentivoglio. Nessa oportunidade, a idéia consolidou-se. Não tardou a que Pagliaro e Da Costa se pusessem a trabalhar, servindo-se do fax, do computador e da Internet.

Os vários dispositivos do Código Penal brasileiro foram comentados por ambos os penalistas, com riqueza de detalhes e meditação profunda. Ao final de cada dispositivo foram acrescidas observações sobre a sistemática italiana.

Esperamos que a obra, que irá interessar a estudiosos de dois importantes campos do direito, tenha o merecido sucesso.
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Alfabetização: Reflexões sobre saberes docentes e saberes discentes

Autoras: Regina Leite Garcia e Edwiges Zaccur.

Este livro identifica e promove práticas pedagógicas que favorecem a inclusão social em respeito aos direitos humanos e políticos, com destaque para os direitos à educação de qualidade para todos e à aquisição e uso crítico e criativo da linguagem escrita. Procuramos trazer a pluralidade das epistemologias infantis, devido à heterogeneidade cultural e social que as leva a expressarem diferentes visões de mundo e de si mesmas a partir de diferentes lógicas, diferentes usos de linguagens e modos de simbolizar o real. É investigado também o processo de construção de saberes docentes e como as professoras criam contextos participativos, ações docentes compartilhadas e comprometidas com a inclusão numa sociedade historicamente subalternizadora e excludente como a nossa.
Textos de Carmen L. V. Pérez, Carmen S. Sampaio, Joanir G. de Azevedo, João B. Bastos, Mairce Araújo, Margareth M. Araújo, Maria T. Esteban, Maria T. Goudard Tavares, Marissol Barenco, Rregina de Fátima de Jesus, Sandra C. Baron.

Preço: De R$ 29,00 por R$ 26,10.
Desconto de 10%.

Venda sob encomenda.
Mais informações: clique aqui.


FICHA DO LIVRO


Editora: Cortez
Páginas: 216
Peso: 264 g

Gênero: Educação

ISBN: 9788524914324
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Metamorfoses do trabalho - crítica da razão econômica

Autor: André Gorz.

“Quando uma utopia desmorona, é toda a circulação de valores que regulam a dinâmica social e o sentido de suas práticas que entra em crise. É esta a crise que vivemos. Prometia-nos, a utopia industrialista, que o desenvolvimento das forças produtivas e a expansão da esfera econômica liberariam a humanidade da penúria, da injustiça e do mal-estar; que dariam, com o poder soberano de dominar a natureza, o poder soberano de determinar a si mesma; que fariam do trabalho a atividade demiúrgica e ao mesmo tempo autopoiética na qual o aperfeiçoamento incomparavelmente singular de cada um seria reconhecido - direito e dever a um só tempo - como parte da emancipação de todos.
Da utopia, nada resta. Isto não quer dizer que tudo seja doravante vão e que só resta submeter-nos ao curso das coisas. Isto quer dizer que é preciso mudar de utopia; pois enquanto formos prisioneiros daquela que se esvai, continuaremos incapazes de aquilatar o potencial de liberação que a transformação ora em curso contém e incapazes de a ela imprimir um sentido apropriado.” (André Gorz)

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Título: Metamorfoses do trabalho - crítica da razão econômica
Autor: André Gorz.

Editora: Annablume
Páginas: 247

Gênero: Sociologia - Trabalho - Economia

ISBN: 85-7419-364-X


Sumário Sintetizado:

Capítulo 1 Metamosfoses do trabalho
A invenção do trabalho
A utopia do trabalho em Marx
A integração funcional ou a cisão entre o trabalho e a vida
Da integração funcional à desintegração social
O fim do humanismo no trabalho
Último avatar da ideologia do trabalho
Últimos avatares do trabalho (Busca do sentido I)
Condição do homem pós-marxista (Busca do sentido II)

Capítulo 2 Crítica da razão econômica
Do "isso me basta" ao "quanto mais, melhor"
Limites da racionalidade econômica (Busca do sentido III)
Limites da sociologia e da socialização. Digressão metodológica a respeito da noção de "mundo da vida"

Capítulo 3 Orientações e propostas (Busca do sentido IV)

Anexo Resumo à intenção de sindicalistas e outros integrantes de esquerda
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Carta a D.

Autor: André Gorz.

História de um amor

Gorz, em Carta a D., brilhantemente supera a idéia do “discurso amoroso”. A intenção não é criar um discurso sobre o amor, e sim desnudar-se, desnudando ao mesmo tempo o próprio processo discursivo, logrando assim a sua desconstrução. Confessa e professa uma verdade, a sua verdade, amorosa. O texto é sua verdade amorosa, a transcendência do discurso. E, o que é mais inquietante, é literatura. E chega a esse resultado subvertendo todos os preceitos: cria um texto altamente literário exatamente pela negação dos procedimentos literários. O quase impossível é alcançado.


FICHA DO LIVRO


Autor: André Gorz.

Editora: Annablume
Páginas: 80

Gênero: Biografia

ISBN: 978-85-7419-774-6

Crítica:
"Em suas poucas páginas, o livro fala do que talvez seja o mais cobiçado de todos os bens nas biografias: o amor duradouro [...] Este livrinho admirável não trata do casamento burguês, mas sim de um caso singular de amor"
Die Zeit (Alemanha)

"Carta a D. é um texto como André Gorz nunca havia escrito antes. Não é uma análise do sentimento do amor, muito menos um "discurso amoroso", tal como definiu Roland Barthes. É o livro de um apaixonado que fala sobre o amor, que expressa o amor em vez de pensá-lo, de mostrar o seu poder subversivo ou de teorizá-lo."
Arte TV (Alemanha)

"Ao chegar a uma idade em que não se sente mais a força de escrever um livro de fôlego, André Gorz se volta sobre sua própria vida e se dá conta de que nunca escreveu o essencial: a relação com sua mulher, e então começa a escrever diretamente para ela."
Le Monde (França)
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Benjamin, Brasil: a recepção de Walter Benjamin, de 1960 a 2005

Autor: Gunter Karl Pressler.

Um estudo sobre a formação da intelectualidade brasileira.

"Este livro confirma, abundante, a enorme assimilação no Brasil do pensamento de Walter Benjamin, que penetrou ou interpenetrou-se em tantos autores nossos, principalmente críticos e teóricos de literatura e estética. Mas poderia ser de outro modo no caso de um autor que focalizou as mudanças operadas na experiência humana, decorrentes da aglomeração urbana e dos meios técnicos de reprodução das imagens (visuais e sonoras, sobretudo), as quais marcaram a apreensão perspectiva e o desempenho da função rememorativa? A poesia de Baudalaire guiou Benjamin para o reconhecimento da identidade desse homem massificado, o flânneur, andando anônimo, entre a multidão de mil rosotos e a exposição de mercadorias em toda parte, principalmente nas iluminadas galerias de passagem, ligando duas grandes avenidas, que despertam a concupisciência de quem passeia para a imoderada posse de bens em crescimento exponencial." (Benedito Nunes)

Acompanha DVD com vários materiais e o áudio das entrevistas realizadas na pesquisa.

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FICHA DO LIVRO

Título: Benjamin, Brasil: a recepção de Walter Benjamin, de 1960 a 2005
Autor: Gunter Karl Pressler

Editora: Annablume
Páginas: 406

Gênero: Filosofia

ISBN: 85-7419-628-2
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O Discurso cinematográfico: a opacidade e a transparência

Autor: Ismail Xavier.

O cinema reproduz a realidade? Ou é um discurso, e portanto um discurso ideológico, sobre a realidade? Se o cinema é um discurso, os cineastas procuram mascarar este fato? Ou ao contrário procuram revelar claramente aos espectadores a natureza do discurso cinematográfico? Tais questões têm sido, desde o início do século XX, objeto de reflexões teóricas que foram constituindo um pensamento estético sobre o cinema, com conseqüência para o pensamento dos novos meios audiovisuais. Não pode haver uma boa compreensão da imagem no mundo contemporâneo sem um certo conhecimento de tais reflexões motivadas pela prática ou que a informaram. O livro expõe as teorias elaboradas a partir dessas questões, com ênfase à oposição entre a transparência e a opacidade.


FICHA DO LIVRO


Editora: Paz e Terra
Páginas: 212
Ano: 2008
Edição: 4ª

Gênero: Cinema

ISBN: 9788577530779
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O capitalismo global

Autor: Celso Furtado.

Celso Furtado analisa os impasses e perspectivas do atual processo de globalização. Sem manter uma visão cética ou pessimista, o economista é contrário à fantasia de que a globalização conduziria à adoção de políticas uniformes. Celso Furtado baseia-se em seu arsenal histórico para afirmar que a estrutura da globalização significa um "salto para trás" e uma possível volta ao capitalismo original, cuja dinâmica se baseava nas e x portações e nos investimentos estrangeiros.

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FICHA DO LIVRO

Título: O capitalismo global
Autor: Celso Furtado

Editora: Paz e TerraPáginas: 84
Ano: 2007
Edição: 7ª

Gênero: Economia

ISBN: 9788577530298
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Tempo, espaço e passado na mesoamérica

Autor: Eduardo Natalino dos Santos.

O livro de Eduardo Natalino dos Santos, Tempo, espaço e passado na Mesoamérica, é um ponto de referência indispensável para todos os leitores que se interessam pela América indígena. Sua reflexão é o ponto de partida para os brasileiros com relação à análise dos códices pictoglíficos de origem nahua, e partir deles descobrir todo o universo que se esconde entre uma cultura cheia de mistérios como a teoria sobre o fim do mundo no ano de 2012.
Os códices não eram lidos da maneira como nós, usualmente, lemos um livro em alfabeto latino. Eles eram exibidos publicamente por especialistas que de acordo com a ocasião recitavam os relatos, cantos, preces e outros textos da tradição oral, vinculados à informação visual contida nos manuscritos. A relação entre as imagens e escritos constantes nos códices e a tradição oral que os acompanhava era complexa, uma vez que nenhum desses dois elementos limitava as interpretações do outro. As imagens transmitiam conteúdos simbólicos e afetivos que nem sempre eram contemplados nos relatos orais, os quais poderiam incluir informações que não se encontravam nas imagens. Dessa forma, os códices e as tradições que os acompanhavam eram discursos plenamente audiovisuais. Para a realização desse trabalho, o historiador estudou principalmente os códices Borbónico, Vaticano A e Magliabechiano e os textos alfabéticos intitulados Leyenda de los soles, Anales de Cuauhtitlan, Historia de los mexicanos por sus pinturas e Histoire du Mechique.
O historiador Eduardo Natalino entrega ao leitor algumas as principais chaves de compreensão do universo indígena mesoamericano – o calendário, a cosmografia e a cosmogonia indígena. Com eles poderemos caminhar com segurança por entre pedras, pirâmides e palavras, conhecendo as maravilhas de uma cosmogonia que, ao invocar sistematicamente as mudanças no tempo e no espaço, permite ao leitor conhecer melhor a “Nossa América”.


FICHA DO LIVRO



Páginas: 432


ISBN: 978-85-7939-018-0

Sobre o autor: Eduardo Natalino dos Santos atualmente é Professor Doutor no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
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As Revoluções do Poder

Autora: Eunice Ostrensky.

Este trabalho de Eunice Ostrensky, sobre o pensamento político durante a Revolução Inglesa de 1640, é notável não só pela elegância e sutileza, mas por seu agudo senso histórico. A autora reconstrói os acirrados debates do tempo inspirada em dois pressupostos. Primeiro, que o pensamento político não nasce do puro céu das idéias, como se fosse invenção exclusiva de filósofos, mas da linguagem ordinária. Segundo, que a teoria política, sendo uma atividade prática, deve ser vista como um discurso, e não apenas uma tentativa de representar o real. O pensamento político nutre-se da linguagem que os homens empregam no dia a dia para travar seus combates: essa é sua matéria prima. E porque a política é combate, a teoria política é ao mesmo tempo um esquema de conceitos e um discurso, arma das mais poderosas do próprio combate.
Falamos da linguagem do dia-a-dia e do discurso como matéria-prima e forma da teoria política. Concretamente, como isso pode ajudar a fazer a história das idéias? O trabalho exige um trabalho de pesquisa documental, pois não se deve limitar-se aos grandes autores e seus textos consagrados. É preciso mergulhar naquilo que mais se aproxima da linguagem ordinária: o panfleto, o jornal, os documentos de governo, enfim esses tijolinhos do pensamento político. Os resultados desse esforço não poderiam ser mais gratificantes. A autora reconstitui e esclarece com muita habilidade o vocabulário político polarizado do tempo, marcado pelo discurso “da ordem e da subordinação”, o discurso da “resistência” e o discurso “constitucionalista”. E então mostra como, no desenrolar dessa dialética, a revolução inglesa termina por nos legar duas teorias políticas secularistas, embora opostas, do poder legítimo: uma conservadora, capitaneada por Thomas Hobbes, e uma democrática, introduzida pelos Levellers. Aliás, por reunir singularmente o combate de carne e osso com uma verdadeira “tempestade de papel e tinta”, Eunice não poderia ter escolhido melhor contexto histórico para explorar sua perspectiva.



FICHA DO LIVRO



Páginas: 342


ISBN: 85-98325-23-6

Sobre a autora: Eunice Ostrensky é professora de filosofia da Universidade São Judas Tadeu e tradutora de clássicos como Behemoth, de Thomas Hobbes, Escritos políticos, de John Milton e A riqueza das nações, de Adam Smith.

Índice:

Personagens
Introdução: Os períodos fatais

I. A ordem do mundo
Das homilias ao direito divino
Anarquia e tirania
Um mundo fora dos gonzos

II. Contrato e Constituição
No Continente: conseqüências paradoxais da Reforma
Na Escócia: teorias da rebelião
Na Inglaterra: o rei no Parlamento
Costume e lei

III. A lei da vontade
Um escocês na Inglaterra
Passagem para o ambiente absolutista da corte de Carlos I
Obediência passiva e cizânia entre os realistas

IV. Os Casuístas
A unidade na trindade
Dilemas da constituição mista
Constituição mista e soberania do Parlamento
Contrato e lei fundamental

V. Uma teoria conservadora dos direitos naturais
O sábio e o soldado
Antídoto contra feitiçaria
Crítica à ação política
Lei e liberdade

VI. Direito, liberdade e revolta
Povo e multidão
Tolerância religiosa
Reinterpretação da lei de natureza
Direito natural e propriedade
Pacto, voto e revolta
Representação
A segunda metade do círculo

Índice
Bibliografia
Agradecimentos
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Antigos e modernos

Autor: Francisco Murari Pires (org.)

Como pensar a história entre a tradição e a modernidade? Ou melhor, de que lugar social e por qual tempo histórico, discorriam os historiadores, antigos ou modernos, acerca dessa modalidade de conhecimento e conscientização de mundo em que vivem e se movem os homens, a história?
Este é um livro sobre as reflexões, sobre a história. Nos inúmeros artigos que compõe Antigos e modernos é possível tentar encontrar soluções para essas questões. Ao tratar dos diálogos de diferentes épocas temporais e modos de pensar, este livro nos abre um espaço primordial para aprimorar a compreensão desses diálogos tão distintos, mas que carregam o saber em diversas proporções. Isso é possível por meio de definições sobre a história, como a de Tucídides, segundo a qual seus escritos historiográficos constituiriam uma aquisição atemporal; ou as idéias de Políbio que proclamava que seria dever do historiador tecer o louvor da escrita da História, firmar e reiterar as virtudes e os benefícios que a consagram; ou mesmo dos escritos de Karl Marx que nos advertia sobre “a tradição” histórica, que seria antes “um pesadelo que oprime o cérebro dos vivos”. Podemos ainda pensar na filósofa Hannah Arendt que buscava renovar o fio do passado originário.

Neste livro, organizado por Francisco Murari Pires, resultado de um colóquio realizado em 2007 junto ao Departamento de História da Universidade de São Paulo, está reunido um time de historiadores que pensam juntos os modos porque intentamos, ainda nos dias de hoje, equacionar as diferentes maneiras de se compreender criticamente o diálogo entre antigos e modernos, entre a história de ontem e de hoje. Diálogos estes que envolvem a ideologia de nossas práticas científicas e acadêmicas.

FICHA DO LIVRO


Autor: Francisco Murari Pires (org.)

Páginas: 502

Gênero: História

ISBN: 978-85-98325-92-7

Os autores deste livro: Pascal Payen , Luiz Costa Lima, Marcelo Rede, Marlene Suano, Miguel SoaresPalmeira, Marie-Rose Guelfucci, Cecília Helena de Salles Oliveira, Izabel Andrade Marson, Temístocles Cezar, Hugo Francisco Bauzá Francisco Murari Pires, Elias Thomé Saliba, Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron, Lincoln Secco, Gabriella Albanese, André Malta, Luís Filipe Silvério Lima, José Otávio Guimarães, Solange Ferraz de Lima, Vânia Carneiro de Carvalho, Marcos Lanna , Íris Kantor, Mary A. Junqueira, Ana Lúcia Mandacarú Lobo.
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Terra, Poder e território

Autor: Roberto José Moreira.

Esta é uma coletânea de textos apresentados em eventos, encontros científicos, seminários e palestras realizadas pelo autor. Visam a busca de elucidação de assimetrias do poder no domínio privado do território. è uma abordagem crítica interdisciplinar sobre os domínios dos territórios, a cultura agrária, identidades sociais e a sociedade brasileira.


FICHA DO LIVRO:

Editora: Expressão Popular
Páginas: 360

Gênero: Questão Agrária

ISBN:
978-85-7743-043-7
Ler Mais

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