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Práticas e Representações Femininas


 Do Catolicismo à Cultura Letrada.

 
Na transição do século XIX para o século XX, interesses divergentes competiam para determinar os rumos do Brasil que deixava de ser império e passava a república. Se, por um lado, o Estado que se formava tinha uma forte tendência para o racionalismo e a qualidade de laico, a elite dominante era altamente influenciada pelos moldes europeus de uma sociedade baseada nas crenças católicas. Envolvida nesse contexto, a realidade feminina também se tornou contraditória. Se, por um lado, foi oferecida às mulheres a oportunidade da formação educacional, por outro, os ensinamentos da escola impunham um modelo que muito se afastava dos conceitos de liberdade e independência. O Colégio Nossa Senhora de Lourdes, rigidamente comandado pelas irmãs francesas da Congregação das Irmãs de São José, passou a funcionar em Franca no dia 1° de novembro de 1888 e, com ele, ficou garantida a educação das meninas sob os moldes do conservadorismo católico. Entre aulas de Doutrina Cristã, Caligrafia, História Sagrada e Canto, as meninas viviam um cotidiano construído em todos seus detalhes de acordo com o ideal de mulher como mãe amorosa, esposa dedicada ao lar e subordinada à autoridade do marido. Práticas e representações femininas faz dos fatos históricos uma compreensão da posição feminina na sociedade no passado e no presente. Assim como ocorreu com a autora Patrícia Martins, a obra propõe que mulheres se reconheçam e a sociedade reflita sobre dogmas e posturas que poderiam ser mudadas na construção de uma realidade mais igualitária.






FICHA DO LIVRO


Editora: Paco Editorial
Páginas: 204
Ano: 2011
ISBN: 9788563381743




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A Revolta da Chibata

Autor: Edmar Morel.

 Edição Comemorativa.
 Retrato objetivo da revolta da Marinha de Guerra em 1910, liderada pelo marinheiro João Cândido, para acabar com os castigos corporais. Corajoso registro de fatos que a história oficial tentou deixar esquecidos: os tenebrosos massacres na Ilha das Cobras, onde os revoltosos já anistiados foram levados a uma masmorra subterrânea cheia de cal; os fuzilamentos e as torturas de toda ordem; a desumana escravidão de centenas de marinheiros e trabalhadores levados para a selva amazônica; os desmentidos do governo; a longa prisão e os últimos dias de João Cândido.

Acesse: http://pueblolivraria.com.br

FICHA DO LIVRO

AutorEdmar Morel

Editora: Paz e Terra
Páginas: 384
Ano: 2009

Edição: 5ª 
Peso: 560 g



ISBN: 9788577530960
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Racismo no Brasil




 Percepções da discriminação e do preconceito racial no século XXI.

  Traz uma síntese da pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo sobre discriminação racial e preconceito de cor no Brasil. A partir desses dados, diversos estudiosos analisam como a discriminação e o preconceito aparecem em questões como as relações de gênero, trabalho, lazer, religião, educação, justiça, violência, políticas afirmativas, saúde, identidade racial, racismo institucional e cultura política.




FICHA DO LIVRO


Editora: Perseu Abramo
Páginas: 176
Ano: 2005
Peso: 310 g



ISBN: 8576430169
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Gênero, Patriarcado, Violência


 Gênero, patriarcado, violência analisa este problema social, utilizando o conceito de patriarcado como elemento central para esclarecer o debate e abrir novas perspectivas de entendimento da questão. Heleieth Saffioti, uma das mais respeitadas estudiosas do assunto, nos proporciona um olhar instigante sobre a violência contra mulheres, mostrando como ela espelha também a opressão masculina. 



FICHA DO LIVRO


Editora: Perseu Abramo
Páginas: 152
Ano: 2007
Peso: 200 g



Gênero: Gênero - Opressões

ISBN: 8576430029

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Feminismo - Que História é Essa?

AutoraDaniela Auad.


 Antes de entender o que é feminismo, é conveniente entender o que o feminismo não é. Feminismo não é, por exemplo, queima de sutiãs, embora esse mito tenha se consolidado no imaginário de muitas pessoas desde o final dos anos 1960. Feminismo não é um grupo raivoso de mulheres ”feias” ou ”mal-amadas”, versão das mais grosseiramente estereotipadas por quem não compreende e parece não fazer questão alguma de compreender as reais engrenagens do movimento. Feminismo não é, tampouco, uma ideologia calcada em privilégios para as mulheres e desvantagens de toda espécie para os homens.
Feminismo também não é algo uno, absoluto, monocromático. Ao contrário, seus diversos matizes representam a ampla variedade de mulheres do Brasil e do mundo, com crenças, desejos, objetivos e valores distintos. De correntes segundo as quais a submissão da mulher se explica pela suposta inferioridade física ao feminismo que defende a extinção da família biológica, são muitas as interpretações do papel da mulher na sociedade.
O equilíbrio argumentativo talvez se encontre articulado naquilo que se pode denominar ”feminismo múltiplo”. Nessa abordagem, mulheres (e homens, é importante dizer) são vistas à luz dos aspectos plurais inerentes à sua subjetividade, entre os quais a classe socioeconômica, a etnia e a geração a que pertencem. Tal apropriação do feminismo, tanto política quanto científica, permite perceber os seres humanos a partir de suas infinitas singularidades.





FICHA DO LIVRO

Autora: Daniela Auad

Editora: DP&A
Páginas: 112
Ano: 2003
Peso: 220 g



Gênero: Gênero - Opressões

ISBN: 85-7490-226-8

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Dicionário do Movimento Operário

Rio de Janeiro do século XIX aos anos 1920 - militantes e organizações.

 Este Dicionário do Movimento Operário reúne, sob a forma de verbetes (são 839 militantes e 397 organizações) informações biográficas sobre militantes e históricos de organizações da cidade do Rio de Janeiro durante quase um século, a partir de 1830. O volume pretende ser um instrumento de auxílio aos pesquisadores da história operária, um estímulo aos trabalhadores e organizações do presente na busca de domínio sobre sua história e pela afirmação de sua identidade.


O livro é parte da coleção História do Povo Brasileiro que busca oferecer uma visão abrangente e alternativa da história brasileira, combinando rigor historiográfico com linguagem acessível e publicando obras de autores de reconhecida competência nos temas selecionados para cada volume.



FICHA DO LIVRO


Editora: Perseu Abramo
Páginas: 298
Ano: 2009

Edição: 1ª 
Peso: 710 g




ISBN: 9788576430520
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A Revolução dos Bichos

Autor: George Orwell.

Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.
De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos - expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História - mimetizam os que estavam em curso na União Soviética.
Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.
Depois das profundas transformações políticas que mudaram a fisionomia do planeta nas últimas décadas, a pequena obra-prima de Orwell pode ser vista sem o viés ideológico reducionista. Mais de sessenta anos depois de escrita, ela mantém o viço e o brilho de uma alegoria perene sobre as fraquezas humanas que levam à corrosão dos grandes projetos de revolução política. É irônico que o escritor, para fazer esse retrato cruel da humanidade, tenha recorrido aos animais como personagens. De certo modo, a inteligência política que humaniza seus bichos é a mesma que animaliza os homens.
Escrito com perfeito domínio da narrativa, atenção às minúcias e extraordinária capacidade de criação de personagens e situações, A revolução dos bichos combina de maneira feliz duas ricas tradições literárias: a das fábulas morais, que remontam a Esopo, e a da sátira política, que teve talvez em Jonathan Swift seu representante máximo.
Acesse: http://pueblolivraria.com.br

FICHA DO LIVRO


Páginas: 152
Peso: 222 g


ISBN: 9788535909555
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História dos Quartos - Lançamento!

Autora: Michelle Perrot.

Da Antiguidade até os dias de hoje, Michelle Perrot faz uma genealogia desse espaço, real ou imaginário, e explora algumas de suas formas ao longo dos séculos: o quarto do rei, o quarto de hotel, o quarto conjugal, o quarto da criança, o quarto dos empregados, dos enfermos e dos moribundos, o quarto dos reclusos de toda sorte, e o dos solitários, como o artista e o estudante. A história do quarto de dormir, e seu emaranhado de segredos da vida privada, passa por relações de poder e amorosas, remete a devaneios, desejos, noites mal dormidas, trabalhos de parto e à angústia do último suspiro.



FICHA DO LIVRO

Título: História dos Quartos
Autor: Michelle Perrot

Editora: Paz e Terra
Ano: 2011
Páginas: 344
Peso: 500 g
Formato: 15,5 x 23 cm


Gênero: História

ISBN: 9788577531783
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Sérgio Buarque de Holanda - Escritos Coligidos - Livros I e II

Autor: Marcos Costa (org.).

 Sérgio Buarque de Holanda teve, sem dúvidas, uma das mentes mais inquietas do Brasil. Com uma extensa produção de textos, ele pensou o país como ninguém, nos presenteando com obras antológicas, tais como Raízes do Brasil e Visão do Paraíso. Agora, graças a uma parceria entre a Editora Fundação Editora Perseu Abramo e a UNESP, chega uma vasta coletânea, dividida em dois volumes, que compila 146 artigos e ensaios produzidos entre os anos de 1920 e 1979, intitulada Sérgio Buarque de Holanda – Escritos coligidos.

Volumes I e II

FICHA DO LIVRO

Título: Sérgio Buarque de Holanda - Escritos Coligidos - Livros I e II
Autor: Marcos Costa (org.)

Editora: Perseu Abramo
Ano: 2011
Páginas: Vol. I - 614; Vol. II - 483.
Peso: Vol. I - 970g; Vol. II - 770 g.

Gênero: História

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18 crônicas e mais algumas

Autora: Maria Rita Kehl.

 A psicanalista Maria Rita Kehl retorna às livrarias com uma coletânea de crônicas: 18 artigos publicados no jornal O Estado de S. Paulo e outros 26 em veículos como Teoria e Debate, Folha de S.Paulo e Época, escritos ao longo da última década. Estão contemplados nesta obra textos célebres, como “Dois pesos...”, que expõe as fissuras de uma sociedade desacostumada com a participação dos mais pobres. 

 Maria Rita questiona o papel do psicanalista na imprensa: para ela, não se trata de explicar certos fenômenos e “comportamentos” que intrigam a sociedade (e ajudam a vender jornais), mas sim de escutar o sintoma social. “O melhor que um psicanalista pode fazer, na imprensa, é quase idêntico ao melhor que pode fazer um jornalista por vocação: indagar o objeto de seu interesse, para além dos automatismos ideológicos e do conforto da teoria aplicada”, afirma na apresentação do novo livro, publicado pela Boitempo Editorial.

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FICHA DO LIVRO

Título: 18 crônicas e mais algumas
Autores: Maria Rita Kehl

Editora: Boitempo
Ano: 2011
Páginas: 160

Gênero: Psicologia

ISBN: 978-85-7559-185-7
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Escola e Movimento Social

Autores: Célia Regina Vendaramini e Ilma Ferreira Machado (org.)


 A originalidade desta coletânea reside no fato de que ela resulta da trajetória de cada autora e autor no duplo papel de intelectual militante da construção teórica concomitante à vivência concreta com o movimento social mais avançado do campo, o MST. Disto resulta que o foco da coletânea é o de como um sujeito social coletivo MST na luta pela terra e, a partir dela, pelo conjunto de direitos básicos, sociais e subjetivos, vai construindo um novo ser social, uma ontologia livre da alienação, uma outra escola, currículo e relação entre trabalho e educação etc. As questões que abrem a apresentação da coletânea expressam o movimento e o processo de construção de cada um dos textos. Que sujeito é este que se move no campo brasileiro? Que educação é esta que procura realizar? E por que, de forma contundente, busca a afirmação de um novo jeito de viver, de uma sociedade que supere as contradições e desigualdades sociais?Na vivência com as lutas e práticas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, as autoras e autores dos textos, a partir de seu espaço de docentes universitários, estabelecem uma relação mútua de aprendizado, cimento fundamental na luta contra o sistema capitalista. O sentido maior desta relação, sublinhado por Raymond Willians, é de “aprender e ensinar uns aos outros as conexões que existem entre formação política e econômica e, talvez, mais difícil, formação educacional e formação de sentimentos e de relações, que são os nossos recursos em qualquer forma de luta”.O conjunto dos textos se caracteriza por um estilo de ensaios com uma linguagem adequada a um amplo público, a começar pelos sujeitos que compõem os movimentos sociais do campo e suas lideranças. Mas a coletânea tem um púbico muito mais amplo e estratégico. Trata-se dos milhares de estudantes, secundaristas, universitários e pós-graduandos, e seus professores, a grande maioria não apenas desconhecedores do sentido da luta do MST e de outros movimentos sociais do campo, mas contaminados pela visão negativa e criminalizadora do monopólio privado de comunicação, braço sedimentado da ideologia dominante.
 
FICHA DO LIVRO

Título: Escola e Movimento Social
Autores: Célia Regina Vendaramini e Ilma Ferreira Machado (org.)

Editora: Expressão Popular
Páginas: 216
Peso: 265 g

Gênero: Educação
 ISBN: 978-85-7743-190-8
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Ao Vencedor as Batatas

Autor: Roberto Schwarz.

No famoso ensaio de abertura, "As ideias fora do lugar", Roberto Schwarz reflete sobre a comédia ideológica nacional representada pela disparidade entre a sociedade escravista e as ideias do liberalismo europeu. Deste olhar teórico mais amplo, passa, no segundo ensaio, à análise detalhada de Senhora, apontando as contradições da ficção de Alencar. Fecha o volume uma longa reflexão sobre a prática do favor e os primeiros romances de Machado de Assis: A mão e a luva, Helena e Iaiá Garcia. Um dos pontos de partida deste livro foi o resgate crítico do processo histórico armado por Antonio Candido na Formação da literatura brasileira: o estudo das relações entre forma literária e processo social nos inícios do romance brasileiro. Publicado em 1977, Ao vencedor as batatas provocou uma reviravolta na crítica machadiana. Visto em perspectiva histórica, conferiu feição nova ao ensaísmo de esquerda, por seu alto grau de originalidade e grande poder de fogo.



FICHA DO LIVRO


Título: Ao Vencedor as Batatas
Autor: Roberto Schwarz

Editora: Editora 34
Páginas: 240

Gênero
Crítica Literária - Literatura Brasileira

ISBN
: 85-7326-169-2
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Territórios Alternativos


 Esta coletânea é produto da trajetória do autor ao longo da última década e envolve o debate cada vez mais transdisciplinar sobre as questões relativas ao território. Seus artigos compõem, assim, um quadro de discussões em torno do espaço geográfico e do território em suas múltiplas dimensões. Os três artigos iniciais tratam da modernidade/pós-modernidade. O primeiro é uma introdução filosófica sobre a inserção da Geografia neste debate; o segundo mapeia as grandes controvérsias teóricas que envolvem as múltiplas leituras do moderno e do pós-moderno, e o terceiro, em parceria com Paulo César Gomes, focaliza o ambiente "moderno" por excelência, o espaço metropolitano. A seguir, percorre-se a discussão sobre alguns conceitos-chave da Geografia. O artigo sobre "Escalas espaço-temporais" trabalha uma temática de fundamental importância para geógrafos e historiadores.




FICHA DO LIVRO

Título: Territórios Alternativos
Autor: Rogério Haesbaert

Editora: Contexto
Páginas: 188
Peso: 226 g
Formato: 14x21cm


GêneroGeografia


ISBN: 978-85-7244-202-2
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A Pedagogia dos Caracóis

Autor: Rubem Alves.



Em uma das crônicas deste livro, Rubem Alves nos conta sobre um educador que, ao ver um caracol, tem uma inspiração pedagógica e passa a buscar a virtude da vagareza. Afinal, ele conclui, talvez chegar na frente não seja tão importante. Talvez o ir seja mais educativo que o chegar. É essa pedagogia dos caracóis que permeia os textos reunidos nesta coletânea.

Com a sensibilidade e a perspicácia que lhe são características, Rubem Alves faz aqui um apelo pela leveza na educação e pelo respeito ao olhar infantil. Dessa forma, quem sabe possamos transformar os espaços escolares em lugares queridos, onde às crianças seja permitido exercitar o olhar de assombro que têm diante do mundo. Assim, talvez também nós, adultos, possamos recuperar a criança que um dia fomos.


Na visão sempre surpreendente de Rubem Alves, o professor, antes de ensinar saberes, tem de provocar o amor, e a escola deve ser um espaço feito de sonhos, onde os alunos aprendam o prazer de ler, escrever e contemplar a natureza. Mas, antes de tudo, é preciso ter coragem para concretizar essa missão de educar.


Em A pedagogia dos caracóis, Rubem Alves nos mostra mais uma vez que é, acima de tudo, um apaixonado pelas crianças e pela educação.



FICHA DO LIVRO

Autor: Rubem Alves

Editora: Verus
Páginas: 95

Gênero: Educação

ISBN: 9788576860631
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Conversas Sobre Política

Autor: Rubem Alves.


 

 No estilo que o caracteriza – instigante, reflexivo, corajoso, verdadeiro, transparente, por vezes crítico e mordaz –, Rubem Alves tem a capacidade de expressar em palavras aquilo que intuímos.

"Conversas sobre política" é um livro inteligente, corajoso, necessário, que realiza a proeza de nos tirar do conformismo e da resignação para nos lançar para a frente, fazendo com que nos posicionemos diante da realidade atual. Porque nos faz pensar, nos faz sonhar, o autor, com esta obra, nos leva a reivindicar da política o cumprimento de seu papel, de sua verdadeira missão – a de “sonhar os sonhos do povo e se dedicar a transformá-los em realidade”.


Rubem Alves, o mestre da palavra, o poeta do cotidiano, o plantador de jardins, mais uma vez provoca nosso mundo interior, nossas convicções, fazendo-nos repensar com mais acuidade nosso ser político e nosso ser na política.




FICHA DO LIVRO

Autor: Rubem Alves

Editora: Verus
Páginas: 153


ISBN: 9788576860716
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Lançamento: Saídas de Emergência


 Ganhar/Perder a vida na periferia de São Paulo.
 “A cidade murada e protegida por alarmes eletrônicos, a cidade globalizada, trancada em seus imóveis inteligentes, a arrogância da riqueza encarnada no biquíni à venda nos Jardins que custa o mesmo que uma moradia numa favela do subúrbio. Cada habitante sabe disso e vive com aquilo que está ao seu alcance.”

Assim começa a apresentação de Saídas de emergência, livro organizado por Robert Cabanes, Isabel Georges, Cibele S. Rizek e Vera da Silva Telles, que tem como foco as relações entre os habitantes da maior cidade brasileira. Os textos de diversos autores que compõem a coletânea – resultado de longas pesquisas publicadas originalmente na França, em 2009, e agora em português pela Boitempo Editorial – revelam as faces da moeda chamada São Paulo: sexo, drogas e rock ‘n’ roll, emprego, desemprego, violência pública e violência privada. “Os relatos evidenciam as esperanças e as decepções cotidianas, sem ignorar as grandes transformações políticas, econômicas e sociais dos últimos vinte anos”, afirma Michel Pialoux, autor da orelha do livro.

O professor Francisco de Oliveira, autor do prefácio, imaginou para a obra uma forma ao estilo de Kafka: “O que os artigos desse livro indispensável nos descrevem são pessoas transformadas em insetos na ordem capitalista da metrópole paulistana”. No entanto, o caminho escolhido pelos autores dos textos para apresentar as experiências urbanas em prosa foi outro: “são gramscianos”, diz Oliveira, “na medida em que exploram todas as posições, todos os ângulos, todas as expressões e modos de ganhar a vida – na verdade, de ganhar a morte – dos moradores de Cidade Tiradentes, com algumas incursões em Guaianases e outras periferias da cidade”.



FICHA DO LIVRO

Título: Saídas de Emergência
Autores:
Robert Cabanes, Isabel Georges, Cibele S. Rizek e Vera da Silva Telles (orgs.).

Editora: Boitempo
Ano
: 2011
Páginas: 480

Peso: 570 g

Gênero: Questão Urbana - Ciências Sociais

ISBN: 978-85-7559-182-6
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